domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
As cidades de Calvino (2)

cidades invisíveis
DIOMIRA * DOROTEIA * ZAIRA* ANASTACIA * TAMARA* ZORA * DESPINA * ZIRMA * ISAURA * MAURILIA* FEDORA * ZOE * ZENOBIA * EUFEMIA * ZOBEIDE * IPASIA *ARMILA * CLOE * VALDRADA * OLIVIA * SOFRONIA * EUTROPIA * ZEMRUDE * AGLAURA OTAVIA * LALAGE * ERCILIA * BAUCI * LEANDRA * MELANIA * ESMERALDINA * FILIDE * PIRRA * ADELMA * EUDOXIA * MORIANA* CLARISSE * EUSAPIA * BERSABEIA * LEONIA * IRENE * ARGIA * TECLA *TRUDE OLINDA * LAUDOMIA * PERINZIA * RAISSA * PROCOPIA * ANDRIA * MAROSIA * CECILIA * PENTESILEIA * TEODORA * BERENICE
Ocultas, delgadas, contínuas, são as cidades imainadas de Calvino, como parte do diálogo entre Marco Polo e Kublai Khan, a falar sobre: a memória, o desejo, os símbolos, as trocas, os olhos, o nome, os mortos e o céu.
Cidades, sempre femininas, também as reais:
Cambaluc, Constantinopla, Jerusalém, Samarcanda, Granada, Lübeck, Timbuctu, Nefta, Urbino, Cuzco, Novgorod, Lhassa, Jerico, Ur, Cartagena, Tróia, San Francisco, Amsterdam, New York...
E como diria Polo, segundo a imaginação de Calvino:
“- De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas.
- Ou as perguntas que nos colocamos para nos obrigar a responder, como Tebas na boca da Esfinge.”
LN
Escultura nos Jardins da Gulbenkian
foto no site da Gulbenkian
sexta-feira, 2 de julho de 2010
As Cidades de Calvino, Cloé
As Cidades e as Trocas 2
Em Cloé, cidade grande, as pessoas que passam pelas ruas não se reconhecem. Quando se vêem, imaginam mil coisas a respeito umas das outras, os encontros que poderiam ocorrer entre elas, as conversas, as surpresas, as carícias, as mordidas. Mas ninguém se cumprimenta, os olhares se cruzam por um segundo e depois se desviam, procuram outros olhares, não se fixam.
Passa uma moça balançando uma sombrinha apoiada no ombro, e um pouco das ancas, também. Passa uma mulher vestida de preto que demonstra toda a sua idade, com os olhos inquietos debaixo do véu e os lábios tremulantes. Passa um gigante tatuado; um homem jovem com os cabelos brancos; uma anã; duas gêmeas vestidas de coral. Corre alguma coisa entre eles, uma troca de olhares como se fossem linhas que ligam uma figura à outra e desenham flechas, estrelas, triângulos, até esgotar num instante todas as combinações possíveis, e outras personagens entram em cena: um cego com um guepardo na coleira, uma cortesã com um leque de penas de avestruz, um efebo, uma mulher-canhão. Assim, entre aqueles que por acaso procuram abrigo da chuva sob o pórtico, ou aglomeram-se sob uma tenda do bazar, ou param para ouvir a banda na praça, consumam-se encontros, seduções, abraços, orgias, sem que se troque uma palavra, sem que se toque um dedo, quase sem levantar os olhos.
Existe uma contínua vibração luxuriosa em Cloé, a mais casta das cidades. Se os homens e as mulheres começassem a viver os seus sonhos efêmeros, todos os fantasmas se tornariam reais e começaria uma história de perseguições, de ficções, de desentendimentos, de choques, de opressões, e o carrossel das fantasias teria fim.
Ítalo Calvino
No Blog Delirios e Desatinos
LN
Morna "Flor di Nha esperança" , cantado pela Lura e Cesária Évora
Na dispidida
Bo tchora tcheu
'M magoa
'M tchora tambem
S'm sabia
Qu'gente novo ta morre
'M ca tava ama
Ninguem
ness munde
Ess morna
E sonho di nha esperanca
Qui ja confessa-me
Qu'ma bo amor
Era falso,o flor
Na dispidida
Bo tchora tcheu
'M magoa
'M tchora tambem
E pela voz da Cesária Évora
LN
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Moçambique ao Largo, Música
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fotos do facebook
Canal do Festival ao Largo no Youtube
http://www.youtube.com/user/festivalaolargo
«Composições como Xingwavilane interpretada pela Pérola Jaime e Xigogororo, de Eduardo Durão, resumem no geral o conteúdo da maioria das canções, que são caracterizadas pela intervenção social, criticando maus comportamentos, e apelando para o respeito pelas normas e costumes da comunidade.»
Foi muito bom!!!
LN
"Na ri na", da fantástica LURA
lembrei-me logo da LURA e desta música de Cabo Verde "Na ri ná" - fantástica esta música
Aqui ficam dois videos da Lura a cantar esta música
Na Ri Na
Na ri na , oh na ri na
Na ri na , nu ta brinca só iá iá
Eh mocinhos, eh ca nhôs flan nada
Oxi pelu menus mi`n kre brinka só iá iá, eh iá iá
Mosinhos di Praia Baxu, eh eh ka nhos fla nada
Oh oh ka nhos buli`n, mi`n kre brinka so iá iá, oh iá iá
A bo mosinhu di Praia Baxu, eh eh si bu da`n
Oh oh si bu da`n, n`ta brinka só iá iá
A bo Bitori di Praia Baxu, eh eh ku bu kaxola
Oh oh ka da pa nada, nu ta brinka só iá iá
Mosinhus ka nhos fla nada, eh eh Codé di Dona
Oh oh ku si gaitona, nu ta brinca só iá iá, oh iá iá
A bo mosinhu, mosinhu Praia, eh eh Praia é sabi
Eh eh Praia é prigo, bu ta brinca só iá iá
Lura
Composição: Orlando Pantera
LN