terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Binho

No Blog Porosidade Etérea , muito divertido

O Binho
Acordeie
alebantei-me.
Coxei-me.
Procurei
as chabes...
Encontrei.
Meti-as
à porta.
Em caja
entrei.
Na cojinha
o bagaxo
Busquei.
Olhei à bolta,
não encontrei.
Oubi a garrafa
tombar
no roupeiro.
AH!
Ao quarto
rumei.
E cuidadojamente
entrei.
Não hoube
berreiro.
Estranhei...
A Maria
taba
no xubeiro.
Ah, prontos,
lá xeguei.
Reparei
num pó axim branco no ar...
Huumm...
Neboeiro?
Abri
O roupeiro
Uma mão
paxa-me o bagaxo.
Era o padeiro.
Xaí de caja,
pelas escadas
rebolei.
Boltei
para a rua.
Jiguejaguei.
À porta da padaria
numa cuscubilheira
esbarrei.
Bai
Bar
Da
Mer
Da!
Recomendei.
A padaria
contornei.
Às boltas,
às trajeiras
lá xeguei.
À janela
de xima
um calhau
atirei.
No bidro
nem xei como
lá axertei.
A padeira
à janela
bei.
Abriu
as portadas
e me biu.
No peitoril
entre os bajos
poujou
xenxual
o xeu xeio.
E xorriu.
Tens o bagaxo?
Perguntou ela.
Tenho xim.
Respondi.
Atão xobe, porra!
Dixe ela.
E xubi.
Álvaro Santos
LN

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Israel uma máquina de reproduzir o Terrorismo

Hoje na TV , num programa de notícias, vi uma reportagem sobre a situação em que se encontra a população na faixa de Gaza.
Uma mulher que devia ser de alguma Instituição Internacional de Auxilio tenta explicar a situação das crianças:
Diz ela:
« As crianças ficam muito traumatizadas com os bombardeamentos, e uma das consequências, quando se deitam para dormir é o de fazer xixi na cama, devido ao medo dos bombardeamentos»
« As familias quando conseguem arranjar alguns alimentos, o que é uma tarefa muito difícil, para cozinhar os alimentos têm que queimar as mobilias das suas casas»

Desculpem a linguagem,
mas só me apetece insultar estes "Filhos da Puta" , Fascistas Sionistas

Luis Neves

Peguilha

preferias viver em Londres ou Teerão?

Uma Avó Prof


Com muito mais soluções que os Magalhães

do Blog À solta no You Tube, no site do "Expresso"

LN

domingo, 11 de janeiro de 2009

Godolândia ou Godorael

Como tive um comentário a um Post de 6ª feira,
E como são tão importantes os leitores e comentadores deste blog como quem escreve aqui, é com muito prazer que hoje publico esse texto. Aqui gostamos de Parábolas e de todas as figuras de estilo que nos quiserem mandar para aqui.

“Palestina A saga de um povo” de Tariq Al-Khudayri, pag17 a 19
da apresentação de Adalberto Alves

Por isso, para o leitor português mais facilmente ajuizar com clareza a essência do drama palestiniano, proponho-me esboçar uma pequena parábola:

Como é sabido, na Península Ibérica, antes da chegada dos Árabes, em inícios do século VIII, reinava um povo godo, de origem germânica, os Visigodos. O território do que é hoje Portugal fez, também, durante cerca de três séculos, parte desse Império Visigótico. Os Godos consideravam a Hispânia como a sua pátria indisputada, situação que se manteve até virem a ser obliterados pelo domínio muçulmano.
Suponha-se agora que, num país qualquer do centro da Europa, tinha subsistido, até hoje, uma minoria identificável como goda e que, objecto de discriminação e repressão nesse tal país, tinha, em parte, optado pela diáspora.
Como os Godos ansiavam pela criação de um lar comum, constituíram um lobby de pressão em todo o mundo, no sentido de a O.N.U. decidir arranjar-lhes um território para a constituição de um Estado Godo.Discutido o assunto e olhando a relevância, no passado, do Império Visigótico na Península Ibérica, a O.N.U. decidiu que seria nela o local correcto para a instalação da Godolândia.
A Espanha opôs-se tenazmente desde logo e, como Portugal era a parte mais fraca em questão e tinha escassa população, foi-lhe imposta a abdicação de uma parte do seu território para a instalação da Godolândia: 50% do mesmo, ou seja, todo o território a norte do Tejo. O sul ficaria para Portugal, sendo Lisboa Oriental goda e Lisboa Ocidental portuguesa.Com o apoio de diversos países e num curto prazo, começou imediatamente o êxodo de godos em direcção ao território que lhes fora atribuído, apesar dos protestos e da oposição generalizada dos Portugueses.
Os invasores, mediante a força e a intimidação, não tardaram em ocupar cidades e campos, colonizando mediante expulsão as melhores zonas: Porto, Braga, Coimbra, Leiria, Santarém e outras foram, assim, parar às suas mãos. E à menor resistência à ocupação, as casas dos portugueses eram arrasadas para a instalação dos colonatos. Deste modo, a soberania de metade do território português passou para a mão dos Godos que impuseram, aos portugueses do norte, uma nova bandeira e uma nova língua. Em suma, haviam perdido a sua pátria.
A brutalidade da repressão goda causou numerosas mortes e, em breve, mais de dois milhões de portugueses foram deslocados das suas terras e muitos deles forjados a fugir para Espanha, Marrocos e outros países onde passaram a vegetar em miseráveis campos de refugiados.
Portugal, virtualmente, viria a desaparecer do mapa, já que o sul do território, encabeçando a resistência contra a usurpação goda, rapidamente foi invadido pelos novos senhores, que apenas deixaram nas mãos dos Portugueses a parte leste do Alentejo e uma faixa de terreno junto ao mar, que passou a chamar-se a Faixa de Palmela.
Por outro lado, os portugueses que ficaram a viver ou a trabalhar na Godolândia não passavam de cidadãos de 2a categoria, ou de mão-de-obra barata para os Godos.
Os Portugueses, quase abandonados pela comunidade internacional, haviam sido forjados a reconhecer o novo Estado, passando a bater-se, ao menos, pelo reconhecimento da sua soberania total no território alentejano oriental e na Faixa de Palmela. Porém, a Godolândia nem isso aceitava, argumentando que tal iria ameaçar a sua segurança.
A O.N.U., através da Assembleia-geral, emitia resoluções atrás de resoluções, condenando o expansionismo godo, mas nenhuma acção era levada a cabo pelo Conselho de Segurança, uma vez que os E.U.A., tendo apoiado e armado a Godolândia até aos dentes, vetavam todas as tomadas de decisão favoráveis a Portugal.

E foi assim que os Portugueses, despojados das suas terras, casas e pátria, se viram condenados ao desespero num exíguo território, onde viviam em condições infra-humanas e de onde toda a esperança parecia ter fugido. No exílio, os que haviam partido sonhavam com um longínquo regresso e, como símbolo desse sonho, guardavam a chave da casa que há muito haviam deixado para trás: quem sabe, um dia voltariam ao lar.:.
Os Portugueses iniciavam uma longa e dolorosa luta pela sua dignidade, apesar da desproporção de meios perante o poderoso inimigo. Tinham quase só, como armas, a revolta e a dádiva da própria vida, pois, tendo perdido tudo, já nada tinham a perder.Passaram a ser chamados de terroristas.

Acabou-se a parábola!

(enviado por anonimo) , LN

sábado, 10 de janeiro de 2009

I'm Yours - Jason Mraz

Música muito gira 2008

LN

Década de Salomé - José Afonso

Década de Salomé
José Afonso

Vai terminar esta prosa
Estamos na década de Salomé
Será o Apocalipse ou a torneira
a pingar no bidé?

É meio dia dia de feira
mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage

Estamos na Europa
civilizada
já cá faltava
uma maison
pour la patrie
p'lo Volkswagen
acabou-se a forragem
viva o patron!

Já tem destino esta terra
vamos mudar para o marché aux puces
o tempo das ceroilas está no fio
agora só de trousses.

É meio dia dia de feira
mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage.

Saem quarenta mil ovos moles
Vilar Formoso é logo ali
faz-se um enxerto com mijo de gato
Sola de sapato
voilá Paris!

Aos grandes supermercados
chega cultura num bi-camion
Camões e Eça vendem-se enlatados
lavados com «champon»

É meio dia dia de feira
mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage.

Estamos na Europa
radarizada
já cá faltava
uma turquês
para o controle
do bravo e do manso
vivaço e do tanso
em cada mês!

A fina flor do entulho
largou o pêlo ganhou verniz
Será o Christian Dior o manajeiro
a mandar no país?

Estamos da Europa
do «estou-me nas tintas»
nada de colectivismos
chacun por si, meue chcaun por soitê
vê e cama depois da esgaça
até que lhes dê a traça
a culpa é toda do erre Hagá.

Levam-te à caça dos gambuzinos
com dois ouriços
em cada mão
ai velha fibra
do bairro de Alfama
a carcaça do Gama
vai a leilão!

LN

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Retouça

às vezes é preciso parar para um balanço

Outros Blogs - Indignação - pela Palestina

Ler Grito e Choro por Gaza e Israel
do Médico Fernando Nobre , da AMI
em Blog Contra a Indiferença
ou Blog http://universosassimetricos.blogspot.com/

LN

Outros Blogs 3

Estar no Blog da Maria é estar sempre muito bem acompanhado; é um prazer ir passear no Blog O cheiro da ilha

Por exemplo hoje podemos Ler o poema de Brecht : http://ocheirodailha.blogspot.com/2009/01/porque-me-apetece-brecht.html

Com Solidariedade com a Palestina - Contra os criminosos de guerra de Israel
Nem tenho palavras para a pouca vergonha que se passa na Palestina e em Gaza.



Palavras já não chegam - Para que servem os Tribunais Internacionais Penais???
É só para alguns?? São só para fazer de conta que existem???
Shimon Peres devia ser julgado por crimes contra civis desarmados.
Porque não dar um Prémio Nobel da Paz póstumo a Hitler e a Goebels? Já agora!
ficavam bem junto destes generais Israelitas!!

LN