quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Construir em vez de Combater

No Blog Webclub

Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

Agostinho da Silva


Parabéns ao Henrique , é hoje o dia dos anos ,

LN

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Salto com vara - cadenza -

é um evento atlético onde os competidores usam uma vara longa e flexível para alçar altura e passar por cima de uma barra

O amaldiçoado lugar

As más companhias , Miguel Sousa Tavares , Expresso 14 Novembro


" E já só pode dar vontade de rir (ou de chorar!) assistir ao espectáculo único de ver os dois mais altos magistrados do país - o presidente do Supremo e o PGR - trocando galhardetes de antiga amizade fundada em rivalidades sindicais, empurrando um para o outro as malditas escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Seja qual for o conteúdo de tão sensível material, e mesmo que jamais o venhamos a saber, eles conseguiram já o pior de todos os resultados: instalar uma suspeita mortal sobre o primeiro-ministro e o funcionamento da própria justiça, que não tem reparação possível. É, de facto, notável que o único cidadão deste país que não entende que há coisas que não podem esperar dois meses ou até oito dias para serem reveladas, seja o cidadão que ocupa o lugar de procurador-geral da República! Realmente, o lugar parece estar amaldiçoado e desde há muito."

LN

A palavra Civísmo , crónica de Inês Pedrosa


A Palavra CIVISMO , Expresso, 14 Novembro



" Para a Ana Sara Brito e a Paula Teixeira da Cruz

Talvez seja uma palavra gasta. Como cidadania. Como amor. Ou como a velha e, por isso, vilipendiada democracia. O que gasta as palavras não é o excesso de uso, mas a falta de correspondência. O que é o amor, quando não é acto de dádiva? Sem gestos, trabalho, coragem, as palavras secam. O amor dos portugueses pelas palavras é demasiado platónico. Habituámo-nos à beleza das palavras nos livros, uma beleza de folhas secas, outonal, consolação desconsolada do que podia ser mas nunca foi. Vivemos de sonhos e queixumes, alucinados pelo que nos falta e faltando à realidade que os sonhos nos pedem. Adiamos. Adiamo-nos. Dizemos que matamos o tempo e deixamos que o tempo nos mate. Um dia destes, pensamos, vou dizer tudo o que não disse. Vou fazer tudo o que não fiz. Pensamo-lo com raiva e desespero e vontade e paixão, solitários por entre as gentes. Depois respiramos fundo e adiamos. Por medo ou brandura ou nem isso. Coisas mais pequenas: cagaço, moleza. Ou a grande palavra dos países que não souberam crescer: deslumbramento. O lado de fora do servilismo, que é o avesso concreto do civismo. Precisávamos de criar um dicionário novo, onde as palavras reluzissem com o significado que possuíam antes de as usarmos como trampolins para tronos de miseráveis poderes, porque é miserável todo o poder que se serve a si mesmo em vez de servir a melhoria do mundo."

" Civismo é memória e gratidão. Ao cessar as suas funções como presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz lembrou a necessidade de agradecer aos que sabem servir generosamente a causa pública, sem olhar a divisões partidárias. E sublinhou a urgência da prática do civismo como forma quotidiana de combate às múltiplas corrupções. O seu mandato à frente do Parlamento da cidade foi um exemplo de dedicação isenta e valorosa à causa pública. Há outros exemplos assim - mas poucos, muito poucos para que a mudança do país possa ser real.

Enquanto o assalto à vara sobre o erário público continuar a compensar, enquanto os que traem metodicamente os seus compromissos e fazem da lealdade sinónimo de subserviência continuarem a prosperar, enquanto os que vivem a lamber as botas dos poderes vigentes, mendigando mordomias, continuarem a latir de contentes, o país não sai de crise nenhuma."


LN

Acentos trocados

sítuãcao çopiosã difiçil de registacao

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

homem e frações

No Blog De Rerum Natura, O Clube da Hipotenusa

"Ao grande escritor de Guerra e Paz, Leon Tolstoi, é atribuída uma profunda reflexão sobre o ser humano, expressa vem fracções:

'Um homem é como uma fracção, cujo numerador é o que ele é e cujo denominador é o que ele pensa que é. Quanto maior for o denominador, mais pequena é a fracção.' "


Um livro de um Matemático espanhol Claudi Alsina

apresentado na livraria Armazém l, assim;

O Clube da Hipotenusa», de Claudi Alsina, é um dos livros que poderá aproximar os leitores da Matemática. Através de inúmeras perguntas, o espanhol explica alguns dos segredos da matéria mais odiada dos jovens portugueses.

« Por que razão os números foram anteriores às letras?
Quem inventou o zero?
Que matemático grego morreu de uma forma não verdadeiramente plácida por causa de uma raiz quadrada?
Qual foi o desafio que se lançaram Unamuno e Gaudí, quando se encontraram?
Quais foram as quatro grandes desilusões matemáticas do século XX?
Quais as matemáticas aplicáveis às relações sexuais?
Qual foi o matemático que disse «Para mim, o infinito começa a partir das mil pesetas»?
Porque é que a raiz quadrada tem aquela estranha forma?
Quem foi a primeira mulher matemática da História?»
Estas são apenas algumas das perguntas que Claudi Alsina pretende responder em «O Clube da Hipotenusa», «uma forma diferente de abordar a Matemática, através das descobertas e factos mais divertidos da sua História», assegura a Planeta. ...

LN

Darwin na Wiki

Na Wikipédia



Charles Darwin

A Origem das Espécies



Introdução à Evolução

Evolução

Portal: Evolução



LN

O meu amor - Chico Buarque




BASTAVA-NOS AMAR

Bastava-nos amar. E não bastava
o mar. E o corpo? O corpo que se enleia?
O vento como um barco: a navegar
pelo mar. Por um rio ou por uma veia.

Bastava-nos ficar. E não bastava
o mar a querer doer em cada ideia.
Já não bastava olhar. Urgente: amar.
E ficar. E fazermos uma teia.

Respirar. Respirar até que o mar
pudesse ser amor em maré cheia.
E bastava. Bastava respirar

a tua pele molhada de sereia.
Bastava sim, encher o peito de ar.
Fazer amor contigo sobre a areia.


Joaquim Pessoa

Roubei No Blog O Cheiro da Ilha
LN

Não gosto nem desgosto

nem potagem nem bifesteque