quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Novo Blog Sobre tudo e sobre nada
Sobre tudo e Sobre Nada
Podem ver no endereço http://sobretudoesobrenada-pcs.blogspot.com/
Aqui vai o seu Post desta semana , o Poema de José Régio
Eu tenho a minha loucura - Cantico Negro
Este é um poema fantástico
"Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo."
Excerto do Poema "Cantico Negro" - José Régio
Luis Neves
Projecto de Orçamento de Estado
Solidário entro em recessão de palavras, poupo as minhas porque descobri um conto popular que pode, espero, salvar o país da bancarrota e a mim o resto da crónica.
O conto abre a antologia de Viale Moutinho (Pub. Europa-América, 4.ª ed.). Saiu em 1998 , quando éramos ricos e modernos e havia Expos e Euros no forno, a sabedoria antiga é sempre actual. A Enfiada de Petas (nome verdadeiro) servirá quando o governo, seja qual for, tiver de falar ua última vez com o Banco Central Europeu e o FMI , a fidalguia dos mercados.
" Era uma vez um homem que não pôde pagar a renda ao fidalgo de que era caseiro. Assim, decidiu-se a pedir que lhe fosse perdoada a dívida. Porém, o fidalgo pensou que o outro lhe estivesse a mentir e respondeu:
- Só te perdoo as medidas da renda se me disseres uma mentira do tamanho de hoje e amanhã."
O Lavrador , explica o conto, foi para casa aflito, mas tinha um filho " meio tolo" que se ofereceu para o ajudar, mesmo se não atava coisa com coisa. O meio tolo foi ter com o fidalgo e começou:
" - Saberá vossa senhoria que a colheita foi má, mas isso não tem importância. Meu pai tinha tantos cortiços de abelhas que não lhe dava com a conta. Pôs-se a contar as abelhas e deu que lhe faltava uma. Botou o machado às costas e foi procurar a abelha. Achou-a pousada no cimo dum amieiro. Vai ele, cortou o amieiro para caçar a abelha, que por sinal vinha tão carregadinha de mel que ele crestou-a, e , não tendo em que guardar o mel , meteu a mão no seio e tirou dois piolhos. Da pele destes fez dois odres, que encheu. Mas quando ia entrar em casa uma galinha comeu-lhe a abelha. Atirou à galinha com o machado para a matar, mas o machado perdeu-se entre as penas. Chegou fogo às penas, e só depois que elas arderam é que achou o olho do machado. Dali correu ao ferreiro para lho arranjar, e o ferreiro fez-lhe um anzol, com que foi ao rio apanhar peixes. Pescou uma albarda. Tornou a deitar o anzol e apanhou um burro morto já há três dias, o qual ainda pestanejava. Pôs-se a cavalo nele e foi ao ferrador para lhe dar uma mezinha e ele deu-lhe foi um remédio de sumo de fava seca, mas nisto caiu-lhe um bocado no ouvido, onde lhe nasceu tamanho faval que tem dado fava e comido favas, que ainda aí trago quinze carros delas para pagar a renda a vossa senhoria."
O fidalgo, já farto de tanta da patranha, disse:
" - Ó rapaz, tu mentes com quantos dentes tens na boca.
- Pois bem , senhor, então está a nossa renda paga . "
Sumo de fava seca, um burro morto há três dias que ainda pestaneja. Da pele de dois piolhos faremos odres de mel e perdoam-nos a dívida externa, salvos por meios tolos, não há problema.
Foi ver no dicionário Priberam na Net
Odre : Vasilha para líquidos feita da pele de certos animais
Crestar : queimar levemente; tostar
Albarda : dorso da pescada
LN
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Pai...delas
Pró Henrique se ir indo habituando à ideia...
Ser Pai de meninas é mais ou menos assim...
LN
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Gaivota , Carlos do Carmo
E hoje esta música é para a gaivota que voava nos céus de Odivelas
Ln
Todo o Cuidado é pouco, em tempos de desespero
Anúncio antigo (1987) do jornal "A Folha de São Paulo"
LN
domingo, 7 de novembro de 2010
Manifestação 6 Novembro; Praça dos Restauradores, 24 Novembro GREVE GERAL
06/11/ 2010
Ontem , Manifestação dos trabalhadores da Função Pública
Dezenas de milhar de pessoas a lutar contra um governo e uma política desastrosa para o nosso país.
Uma sucessão de Governos do PS e do PSD que comprometeu o País e o levou para a Bancarota.
E agora, o que resta? Sacrificar ainda mais quem trabalha???? E eles acham que as pessoas aceitam este tipo de soluções?
Ontem, Foi ali que eu estive....
Porque é preciso lutar contra estes bando de irresponsáveis
--->>> Durões, Manuelas, Dos Santos, Sócrates, Guterres, Mouras
Tudo a mesma Trampa!!!!
O sindicalista Mário Nogueira , citou a propósito destes, a canção "Vampiros" de Zeca Afonso
Os Vampiros
"No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas
São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada "



NOTICIA "Público" :
Magistrados do Ministério Público aprovaram adesão à greve geral do dia 24
“Há uma necessidade de expressar a revolta dos magistrados do Ministério Público”, declarou aos jornalistas o presidente do SMMP, João Palma.
O dirigente realçou que a adesão à paralisação nacional decretada pelas duas centrais sindicais, CGTP e UGT, visa também contestar “uma política financeira irresponsável”.
Uma política que, segundo João Palma, levou aos “sacrifícios agora pedidos” pelo Governo na sequência dos cortes nas despesas públicas previstos no Orçamento de Estado para 2011, já aprovado no Parlamento na generalidade, os quais afetam em especial os trabalhadores do Estado.
O dirigente disse que a adesão à greve geral obteve uma “votação maciça” favorável na assembleia-geral, em que participaram cerca de 250 associados de todo o país, tendo havido cinco votos contra a proposta da direção e uma abstenção.
“Existe, por outro lado, um grande sentido de solidariedade com todas as pessoas que trabalham por contra de outrem neste país e que estão a ver, sobretudo ao nível da Administração Pública, os seus salários serem abruptamente reduzidos em função da lei do Orçamento de Estado”, salientou.
O presidente do SMMP sublinhou que os magistrados “aderem à greve geral de 24 de novembro sem qualquer reserva”.
“Mais do que um direito de adesão à greve, é de um dever de cidadania que se trata”, acrescentou.
Segundo João Palma, a adesão à paralisação decretada pelas duas centrais sindicais visa “demonstrar aos decisores políticos deste país que os magistrados do Ministério Público, tal como outras grandes camadas da população portuguesa, não estão mais disponíveis para aceitar o esbanjamento dos recursos públicos e das finanças públicas”.
João Palma realçou que se verifica, com o Orçamento de Estado para 2011, uma “alteração do paradigma ou da ideia democrática da relação de trabalho que existe nas democracias modernas”.
“Estes cortes constituem uma verdadeira alteração deste paradigma”, com o Estado “a diminuir os vencimentos de uma forma unilateral”.
Cabe, pelo contrário, ao Estado “dar o primeiro exemplo de seriedade, de segurança e confiança”, o que “neste momento está a falhar por parte do Estado”, acusou.
João Palma criticou o que considera “uma gestão perfeitamente danosa dos dinheiros públicos”, bem como “a falta de critério e rigor, às vezes também de honestidade que existe na sua gestão”.
O presidente do SMMP reiterou que os magistrados do Ministério Público “vão impugnar a lei do Orçamento de Estado depois de entrar em vigor, se entrar em vigor”.
A China , os interesses, ignorar, subserviência



NOTICIAS:
SIC: Governo Civil proíbe protesto pelos direitos humanos na China em frente aos Jerónimos
A responsável disse que a AI vai acatar a ordem, ainda que "a liberdade de reunião comece a ser fortemente coartada" "
Amnistia Internacional: Governo afastou manifestação contra Jintao por subserviência
"A secção portuguesa da Amnistia Internacional acusou hoje o Governo de «subserviência» à China, por ter sido impedida de se manifestar junto ao local de passagem do presidente chinês, como estava inicialmente previsto.
Cerca de 20 manifestantes, oriundos da Amnistia Internacional, da União Budista Portuguesa e do Grupo de Apoio ao Tibete concentraram-se hoje frente à Torre de Belém protestando contra as violações de direitos humanos na China e exigindo a libertação de presos políticos ou por delito de opinião."
Só. Mais nada.
Nem uma palavra para libertar o recente Prémio Nobel da Paz....
Que triste figura que faz o País.
Luis Neves