terça-feira, 3 de abril de 2012
Manifestação de poetas gregos
Há dias havia neve ao longe, hoje é 21 de Março. As colinas de Atenas estão cheias de giestas e papoilas. Tinha-me esquecido disto, a Primavera.
Estamos numa das avenidas que vai dar à praça Syntagma, onde há 150 anos se concentram os protestos de Atenas.
Um dos primeiros cartazes da manhã diz:
"Escrevemos para existir"
Então foi para isso que vim a Atenas , ver como os poetas fazem a cidade, parando o trânsito diante da policia de choque, unida em forma de carapaça para bloquear o acesso ao parlamento.
"Deixei a minha vida como um deserto para que me possam ver de toda a parte"
"Estamos vivos, Resistimos"
"Quando já não tivermos sangue, então começará o poema"
"É o sonho que não me deixa dormir"
Os nossos slogans são versos e isso significa que defendemos a cultura como fundamental, que esta crise não é apenas económica, social e política, mas cultural, ética - diz o poeta Yiorgus Chouliaras, organizador. Temos de trazer para a frente as forças criativas. A Poesia é uma forma de fazer as coisas e sem a poesia não poderemos atravessar a crise, não saberemos quem somos. Este protesto também muda a forma como as pessoas vêem os gregos. Escrevemos os poemas individualmente, mas não podemos estar nas nossas torres de marfim, não podemos ser autistas, porque a linguagem é colectiva, pertence às pessoas. A poesia pode ser um antídoto para a crise.
A ideia veio quando estavam a discutir o que fazer no dia internacional da Poesia, 21 Março.
- Se não fizermos o nosso futuro, outros o farão por nós. Se não fizermos poesia, outros escreverão o nosso poema.
Alexandra Lucas Coelho
Público , 1 Abril 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Noticia que Envergonha o País
Restrições ao transporte de doentes dificultam acesso a tratamentos
Há doentes com cancro a deixar de se tratar por dificuldades económicas
O presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, Jorge Espírito Santo, diz, em declarações ao PÚBLICO, que lhe têm chegado "informações, sem carácter oficial, de que há doentes com cancro a faltar a consultas e a tratamentos de rádio e de quimioterapia, devido a dificuldades económicas".
INACEITÁVEL - INADEMISSIVEL - MISERÀVEL
Paisinho da Treta , Abandonar as Pessoas que mais Precisam, Que estão em Situação tão frágil à Sua Sorte...
Se Isto é Assim, Então não à sr. Ministro da Saúde e Primeiro Ministro que não tenha VERGONHA NA Cara ???
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A semana em que o país se viu ao espelho e não gostou (2)
2.
Enquanto os casos EDP e Águas de Portugal aconteciam, o secretário de Estado da Segurança Social , Marco António Costa, prometia mão pesada sobre todos os que haviam recebido subsídios indevidos do Estado , obrigando-os a repô-los imediatamente. É óbvio - e já foi feito por anteriores governos até com bastante sucesso - que é preciso combater todos os abusos. Mas basta reunir meia dúzia de pequenas histórias publicados pelos jornais sobre os "abusadores" para verificar aquilo que já se suspeitava: primeiro que, na sua maioria, os subsídios indevidamente recebidos são de tão pequena monta que só fazem mesmo diferença para gente que vive grandes dificuldades; segundo, que muitas vezes se deveram mais à crónica ineficiência dos serviços públicos do que a uma deliberada vontade de enganar. A devolução atingirá os mais fracos - independentemente das razões para os abusos. Entre o salário milionário de Eduardo Catroga ou de Celeste Cardona e os 97 euros recebidos indevidamente por uma família com rendimentos de 1000 euros, há algo de verdadeiramente chocante. Marco António pode até ter a melhor das intenções. Escolheu o pior momento possível.
Somos o país mais desigual da União Europeia (por razões que se prendem também com a herança do regime anterior). Somos aquele em que , seguindo um estudo da Comissão , os sacrificios impostos pela austeridade atingem mais os mais pobres e menos os mais ricos. Vemos o desemprego a subir e tememos pelo nosso posto de trabalho - sejamos ou não competentes naquilo que fazemos. A competitividade da economia está a ser ganha à custa das transferências de rendimentos das pessoas para as empresas. O mínimo que se exigia era alguma decência e, sobretudo, alguma coerência de quem nos governa.
Mas infelizmente o triste retrato do país a que tivemos direito nestes últimos dias ainda não acab aqui. O caso da Loja Mozart foi uma espécie de pequena história exemplar sobre como se tecem redes de influência para garantir carreiras seguras. As regalias dos funcionários do Banco de Portugal contam-nos outra história, com a qual já estamos todos mais ou menos famialiarizados, segundo a qual há imensa gente excepcional e insubstituivel para o bom andamento da nação que, obviamente, terá de ficar de fora dos sacrifícios exigidos aos pobres e vulgares mortais. Não sei quantos funcionários tem o banco. Mas tenho a certeza de que não são todos alvo de cobiça de instituições privadas, à espreita de uma oportunidade para lá ir buscá-los com salários muito mais gordos. Nem ninguém pode acreditar que o banco central apenas tem condições para exercer as suas funções com a devida independência, se os seus funcionários ficarem imunes aos cortes aplicados aos outros.
O Problema é que se desenvolveu em Portugal uma ideia absolutamente degradada do que é servir o país. Servir o país passou a só fazer sentido, se isso equivaler a uma compensação - um cargo, uma posição, um salário , uma pequena, média ou grande vantagem. Ora, a ideia de serviço público, seja ela no Parlamento, nos partidos, no Banco de Portugal ou na mais modesta das comunidades, implica precisamente o contrário: prestar um serviço à comunidade sem qualquer compensação ou com sacrifício de uma situação pessoal mais confortável.
É esta ideia que é preciso regenerar.
Nenhum país atravessa uma situação como aquela que estamos a viver sem o mínimo de equidade e sem um mínimo de sentimento de pertença. Perceber os partidos como agentes de distribuição de vantagens pelas clientelas, as maçonarias como redes de influência, os que estão melhor (por mérito próprio ou alheio) apenas interessados em preservar as suas vantagens é meio caminho andado para o desastre.
O outro meio é a Europa. E sobre ela as notícias também não são animadoras.
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Lá vamos nós outra vez
Podemos acusá-las de tudo e mais alguma coisa, tecer várias teorias da conspiração, acreditar que tudo estava finalmente a correr no melhor dos mundos para vencer a crise europeia e que elas vieram de novo estragar tudo, que isso de nada servirá. A descida generalizada dos ratings de vários países do euro decidida na sexta-feira pela Standard & Poor's terá consequências pesadas. Os investidores exigirão juros mais altos para emprestar dinheiro aos países que viram a sua nota degradada - da França a Portugal. O Fundo de Estabililização Financeira (FEEF) terá mais dificuldade em financiar-se nos mercados para financiar os países intervencionados ou a intervencionar. A França representava 20,4 por cento do fundo, que ficará agora sobretudo garantido pela Alemanha. Em Berlim vão voltar a fazer-se contas sobre a viabilidade do euro ou as suas vantagens. E , em Paris, as consequências políticas da perda do triplo A são absolutamente imprevisíveis. Nicolas Sarcozy está a 100 dias de eleições presidenciais. Em Outubro tinha dito aos seus colaboradores mais próximos que a perda do triplo A seria fatal para a sua reeleição.A sua estratégia eleitoral era provar que só ele conseguia que a França fosse igual à Alemanha, mesmo na gestão da economia. Era a melhor forma de vender a austeridade inevitável - o preço do orgulho nacional. O que fará agora ninguém sabe. A incerteza europeia aumentará nos próximos tempos e, de certeza, a gestão da crise da divída ficará refém das eleições francesas.
A questão é se a culpa é das agências de rating ou da infinita capacidade da Europa de provar a sua ineficácia e a sua capacidade de autodestruição.
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Teresa de Sousa
Jornal "Público", 15 Janeiro de 2012
A semana em que o país se viu ao espelho e não gostou
1.
O Problema não é tanto o primeiro-ministro querer fazer de nós tolos, quando afiança que o seu Governo e os partidos que o sustentam não tiveram absolutamente nada a ver com as nomeações para o conselho de supervisão da EDP. Ou quando resolve enveredar por longas explicações sobre a necessidade de envolver as autarquias na gestão das Águas de Portugal, para justificar mais duas nomeações lamentáveis a olho nu. Sobre isso não há nada a dizer a não ser . talvez . lembrar ao primeiro-ministro que a maioria das pessoas não é tola e que muito pouca gente acreditará na estranha coincidência de os accionistas privados da EDP terem descoberto em simultâneo a excelência dos amigos políticos dos partidos do Governo. É triste, quase patético, ver Eduardo Catroga , certamente uma pessoa competente e com uma carreira nos negócios, zurzir furiosamente no engenheiro Sócrates para chegar à clarividência da sua escolha para presidir ao dito conselho ou sentir a necessidade de dizer que nem sequer é do PSD. Pior , mesmo, só o minstro de Estado Paulo Portas admitir uma atitude "xenófoba" de Lisboa contra as boas gentes do Norte para justificar as críticas à escolha de um filiado do seu partido , Álvaro Castelo-Branco, para a dita empresa pública. Não lhe terá ocorrido uma palavra mais adequada? Preconceito, por exemplo? A sua falta de argumentos ficaria menos evidente.
O Problema - o primeiro - é que estas nomeações são uma enorme machadada na estratégia política que o Governo e o primeiro-ministro nos apresentaram para sairmos da tremenda crise que nos encontramos. Essa estratégia partia da ideia de aproveitar a crise para libertar o Estado da sua dupla função de "controleiro" da economia e de distribuidor de benesses. Por via das privatizações, por via da maior concorrência nos mercados de produtos e serviços, por via da maior flexibilidade dos factores de produção. A isto o primeiro-ministro chamou, ainda há poucos dias, a "democratização" da economia e foi louvado por muita gente. O seu liberalismo económico não resistiu muito tempo. O Estado intervém - na melhor das hipóteses para controlar uma empresa privada; na pior para compensar os amigos e os fiéis dos partidos eleitos para governar o país. Bastaram seis meses para matar as ilusões. No fundo, o que todos nós aperendemos na semana passada foi o seguinte: que o Estado continua a dominar a economia por via das decisões que toma ou não toma, das "facilidades" que cria ou não cria, dos sectores que protege ou não protege, e que qualquer grande empresa (ainda por cima estatal e chinesa) percebe imediatamente que convém agradar ao Estado para obter facilidades nos negócios, nomeando os seus rapazes.
O Problema - o segundo - é o momento em que Passos Coelho resolveu matar as ilusões. Justamente aquele em que lhe era proibido fazê-lo. Se já havia um largo e provavelmente inevitável sentimento de injustiça quanto à distribuição dos sacrifícios e uma fraca crença numa saída para a dose brutal de austeridade que não seja "a grega" , agora haverá muito mais. Ora , a mistura de descrença e sentimento de injustiça pode vir a revelar-se fatal no médio prazo. Nenhum país passa por aquilo que estamos a passar sem um forte sentimento de coesão social. Passos Coelho e o seu Governo desferiram-lhe um golpe severo. Numa semana que foi trágica no que respeita à percepção de como as coisas se fazem em Portugal, de quem está sempre a salvo das crises ou de quem acaba sempre por pagar o grosso da factura.
Teresa de Sousa
Público , 15 Janeiro 2012
quinta-feira, 28 de julho de 2011
A revolta dos banqueiros

A revolta dos banqueiros
Nos últimos dias assistimos ao impensável: o esboço de um conflito entre o Banco de Portugal e a troika, por um lado, e o clube de banqueiros, por outro, com o governo algures no meio. A linguagem ‘subversiva’ utilizada pelos banqueiros era no mínimo inabitual. O que está a acontecer?
no Blog Ladrões de Bicicletas
terça-feira, 26 de julho de 2011
Stiglitz em Madrid
Nobel da Economia com megafone na mão contra a crise
Na página TVI24
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/stiglitz-15-m-madrid-nobel-economia-tvi24/1269074-4073.html
no Jornal de Noticias - JN
Nobel da Economia de Megafone na mão
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Ricardo Paes Mamede, Prós e Contras
É pena ele não ter mais protagonismo na Comunicação Social.
Tem muita razão em muitas coisas que diz.
Nesta 1ª parte , fala a partir do minuto 19 30
1ª Parte Prós e Contras RTP
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/?1-parte-do-Pros-e-Contras-de-2011-07-18.rtp&post=34446
Na 2ª parte, fala a partir do minuto 22
2ª Parte Prós e Contras RTP
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/pros-contras/?2-parte-do-Pros-e-Contras-de-2011-07-18.rtp&post=34447
QUEM SALVA O EURO?
Programa de dia 18 julho 2011.
O impasse político e o ataque das agências financeiras.
O contágio das dívidas soberanas.
O aperto das medidas de austeridade e a urgência do crescimento.
O que vai acontecer à Zona Euro e à União Europeia.
O futuro de todos nós.
Um debate que conta com a participação dos economistas e
professores universitários João Ferreira do Amaral, João César das Neves, Ricardo Paes Mamede, e do professor universitário de Filosofia e Estudos Europeus Viriato Soromenho Marques.
Post corrigido dia 28 Julho.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Coisas Simples
Por José Vítor Malheiros
A economia e as finanças são-nos apresentadas como algo demasiado complexo, sobre as quais não devemos emitir opiniões
1. Em 1375, o rei D. Fernando promulgou a Lei das Sesmarias. Aquilo que, em linguagem de hoje, se chamaria a Lei dos Baldios. Penso que todos a aprendemos na escola primária e julgo que mesmo aqueles que não voltaram a ouvir falar dela a recordam passados muitos anos. Por que nos lembramos deste pedaço de história e por que esquecemos tantos actos heróicos decorados penosamente, tantas causas de revoluções e tantos pedaços de prosa e de poesia às vezes até lidos com gosto? Lembramo-nos dela porque se trata de uma lei baseada num princípio simples e que faz sentido, que conseguimos compreender, uma lei que nos parece equilibrada, da qual resultam vantagens para a sociedade em geral, que vem dar racionalidade a um mundo imperfeito. Num contexto de escassez de alimentos e de desertificação dos campos, a lei impunha aos proprietários de terras a obrigatoriedade de as trabalhar e de produzir alimentos sob pena de expropriação e posterior entrega a quem as trabalhasse. A lei obrigava os mendigos e vagabundos que tivessem as devidas condições físicas a trabalhar no campo, impunha penas de açoite e possuía a dureza de uma lei medieval mas, mesmo hoje, passados mais de seiscentos anos, ainda nos parece uma lei, no essencial, justa.
2. Movimentos de "indignados" de vários países europeus estiveram reunidos em Lisboa, na livraria Ler Devagar, no domingo, para trocar experiências e visões e discutir a coordenação das suas acções. Um dos participantes nessa reunião, o islandês Gunnar Sigurdsson, citado pelo PÚBLICO, defendeu a criação de um movimento cívico europeu que ponha em causa as regras impostas pelo sistema financeiro. Para isso, diz que é preciso mobilizar "as pessoas que hoje estão sentadas em frente da televisão". E, para as mobilizar, Sigurdsson diz que são precisas "ideias simples", "um conjunto limitado de objectivos com que todos possam concordar". "Não basta dizer que queremos mudanças", disse Sigurdsson. "Temos de dizer às pessoas o que queremos em alternativa".
3. Um dos grandes obstáculos à participação na vida política por parte dos cidadãos é que, hoje em dia, tudo nos parece demasiado complexo. Se alguém sugere que prescindamos das agências de rating, aparecem uns peritos explicando com um sorriso benevolente que as coisas não são assim tão simples, que estas organizações possuem um papel central na economia, que só podemos prescindir das que há se criarmos outras absolutamente iguais e talvez piores. Mas se fazem batota, se são venais, como se vê nas investigações feitas nos EUA sobre a sua acção? Os peritos explicam que, mesmo que seja assim, precisamos delas. E as off-shores, que só servem para os mais ricos fugirem ao fisco, para branquear dinheiro obtido de forma criminosa, para facilitar a espoliação dos povos pelos ditadores, para permitir que alguns fujam às obrigações que todos nós cumprimos? Os peritos sorriem... "As coisas não são assim tão simples... as off-shores são essenciais à economia. Para acabar com elas teria de haver um consenso internacional e isso é impossível. Se não as tivéssemos, seria pior".
E o carrossel não pára, mostrando sempre que existem excelentes razões técnicas para não se fazer aquilo que é justo e necessário.
4. Aceitar o primado da política sobre a economia significa agir de acordo com princípios simples. A preocupação com a simplicidade não exclui o estudo nem o debate de um problema, mas permite equacioná-lo em termos simples, de forma perceptível pelos cidadãos, para que estes decidam. A economia é demasiado importante para ser deixada na mão dos economistas e o argumento de que algo é demasiado complexo para permitir que os cidadãos decidam é inaceitável numa democracia. Acabar com as off-shores é simples e justo. Deixar de contratar agências de rating venais também. Recusar que as agências de rating definam a política nacional ou europeia também. Exigir o lançamento de eurobonds também. E por que não actualizar a ideia de D. Fernando e desincentivar fiscalmente a desocupação de imóveis nas cidades e o abandono de terras nos campos?
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(jvmalheiros@gmail.com)
in Público
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O Coelhinho já não precisa de enchada
Que grande parvalhão é este coelhinho
Os Homens da Luta novamente, pá!!!
A Verdadeira Crise Mundial é esta!!!
Ban Ki-moon lança apelo para travar a fome no Corno de África
Uma agência humanitária islâmica começou a distribuir milho em Mogadíscio, a ONU convocou uma reunião de emergência. Mas o que chega à Somália está muito longe de ser suficiente para os mais de 11 milhões de pessoas afectadas pela pior seca dos últimos 60 anos.
Iisha nasceu debaixo de uma acácia, a 80 quilómetros do campo de refugiados de Dadaab, no Quénia. A sua mãe, Wehelley Osman Haji, contou à BBC que caminhou com cinco filhos durante 22 dias. Só tinha água para beber. Tentou que o bebé nascesse no campo, mas ele teve pressa. Chamou-o assim porque Iisha quer dizer vida.
Noticia do Jornal Público

Milhares de pessoas procuram ajuda nos campos de refugiados ou em Mogadíscio (Feisal Omar)
Noticia Jornal Público
Corno de África
"Esta é a pior tragédia humanitária do mundo"
A maior seca dos últimos 60 anos afecta a Somália, o Quénia, a Etiópia, o Uganda e o Djibuti. "Há décadas que não vimos nada assim", contam os responsáveis das ONG no terreno.
Sainab Yusuf Mohamed partiu com os filhos e calcorreou centenas de quilómetros à procura de ajuda. "Não tínhamos nada para comer". Quando chegou a Bardhere, no Sul da Somália, contou à Reuters que um dos seus filhos não resistiu. "Depois, quando estávamos a enterrar o seu corpo, o meu segundo filho também morreu". Não tinha nada, perdeu tudo à procura de alguma coisa.

Refugiados num campo na Somália (Foto: Feisal Omar/Reuters)
Somália
Refugiados estão a morrer de fome e sede
Numerosas pessoas, em fuga da grave seca que atinge a Somália, estão a morrer de fome e de desidratação durante a viagem para países vizinhos, indicou hoje o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
Noticia no Jornal Destak.pt
terça-feira, 5 de julho de 2011
Santana Castilho, sobre Passos Coelho e Educação
Bravo Santana Castilho!!!
Grande intervenção....
domingo, 3 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Novo Programa PSD , CDS
As primeiras medidas, já a anunciar hoje.
Aumento da taxa máxima do IVA para 25%
Alterações ao Imposto IRS, com um aumento de impostos.
Redução da Taxa Social Unica, ou seja um desagravamento para as empresas dos custos com o trabalho. A Segurança Social depois quando tiver problemas de sustentabilidade vai ser coberta pelos impostos dos Portugueses.
Encerramentos de Institutos e Empresas do sector público.
Venda de Empresas e de participações em empresas como a TAP, EDP, Correios, ..., etc...
Fim de apoios à Cultura, como Teatro, Cinema, .... etc....
BOM , mas não digam que ficam muito surpreendidos...
Pois cerca de 80% dos Portugueses votou neles há cerca de 1 mês.
Era mesmo isto que queriam.
Ai o têm.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Novo Governo concluido
domingo, 26 de junho de 2011
PIGS e infecciosos

Um bode expiatório, como os comunistas em 1933, perfeitamente credível para o alemão comum, já que a Espanha é, com Portugal, Irlanda e Grécia, um dos tenebrosos PIGS, os países feios, porcos, maus, preguiçosos e gastadores da periferia do "lebenraum" comunitário da senhora Merkel cujos problemas a impecavelmente asseada Banca alemã "ajuda" a resolver a generosos juros usurários enquanto se ajuda não menos generosamente a si mesma.
Países que não sabem governar-se e que, por isso, tem que ser a sempre esforçada Alemanha, por interposta UE, a governá-los e, como na Grécia, a cobrar-lhes os impostos e encarregar-se da privatização das suas empresas e serviços públicos (e a altura chegará em que os próprios governos dos países "ajudados" terão que ter o "agreement" do chanceler de serviço em Berlim).
A declaração de inocência dos pepinos PIGS faz supor que - disse-o à BBC Reinhard Burger, presidente do Instituto Koch - possa nunca vir a ser descoberta a origem do surto infeccioso. Principalmente se a origem for, digo eu, a carne alemã.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
1º Dia do Governo de Direita PSD - CDS
no primeiro dia de Governo de Passos Coelho e de Portas.
Na empresa de construção naval de Viana do Castelo , a administração anuncia a restruturação da empresa com o despedimento de 400 trabalhadores.
Esta empresa já foi na totalidade de capitais públicos.
Hoje ao que parece vai ser preciso privatizar o resto que ainda pertence ao estado português.
Hoje a Administração ameaça demitir-se porque ontem no plenário de trabalhadores o administrador ter sido insultado e ter sido alvo de tentativas de agressão.
Tempos de crise , tempos dificeis os que estão a começar.
Nem sei o que comentar , depois dos discursos da campanha eleitoral.
O Mar , seria o maior polo de desenvolvimento para o país. Tudo conversa...
terça-feira, 21 de junho de 2011
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do novo governo de Portugal.
Com este governo , o que se pode dizer sobre;
à partida .... não me ocorre nada...
é um caso raro de rejeição...
Até estar a escrever sobre tal coisa me faz sentir enjoos.
Esperar. Não para ver, esperar pois não há muito mais a fazer.
O que esta gente se prepara para fazer é muito grave e põe em risco a sobrevivencia do país.
Talvez esteja errado, mas se formos à falência como país , e isto é um risco grande, já não vai sobrar quase nada para a seguir se reconstruir.
hoje 21 Junho, pode ter sido o dia em que realmente se começa a antever um fim trágico para o país.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
"Donde vimos, onde estamos?", Carvalho da Silva
2011-06-11
Como trabalhar as respostas às três dimensões da interrogação?
José Saramago disse um dia que "somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir". Ora, o neoliberalismo abjura o exercício de memória e não quer cidadãos livremente responsabilizados.
Só é possível vender velharias dos séculos XVIII e XIX como modernidades escondendo de que forma se construiu o progresso das sociedades. Por exemplo, o que significou passar a retribuição do trabalho da dimensão de subsídio de subsistência para a de partilha (mesmo que injusta) da riqueza produzida pelo trabalhador(a); o que significou atribuir direitos e factores de estabilidade e segurança ao trabalho e afirmar o direito do trabalho; o que significou universalizar direitos sociais e garanti-los através de valores solidários colectivamente assumidos; o que significou o controlo do tempo de trabalho, fazendo emergir dimensões do não trabalho que tornam o ser humano mais pleno e feliz; o que significou a conquista e a consagração da contratação colectiva, o mais eficaz instrumento de políticas de distribuição da riqueza na 2.ª metade do século XX; o que significou o investimento público em infra-estruturas e serviços básicos.
Vimos somando anos de fraco crescimento económico, de agravamento de desigualdades e do desemprego, mas sabemos com que interesses particulares se destruiu grande parte do sector produtivo, o que se passou com a apropriação indevida de fundos comunitários ou quem lucra escandalosamente com a especulação financeira, conhecemos a doença dos desvios dos orçamentos das obras públicas ou os privilégios dos atingidos pelos vírus do compadrio, da troca de favores e da corrupção, das promiscuidades entre interesses públicos e interesses privados.
Agora onde estamos?
Estamos atolados nos resultados daquelas políticas e práticas, nos impactos dos desastrosos caminhos que a União Europeia (UE) está prosseguindo e prisioneiros do processo de agiotagem que se vem impondo.
Estamos numa situação política delicada em que a Direita atingiu, pela 1.ª vez, o objectivo com que sonhou desde o rescaldo da contra-revolução de ter, simultaneamente, uma maioria, um governo e um presidente. Agora dispõe ainda do acrescento de sermos membros de uma UE sob o comando da Direita (e extrema-Direita), tendo como eurocrata-chefe um português da Direita portuguesa. É urgente que se tome consciência colectiva deste facto político!
Grandes desafios se colocam à Esquerda, ou às esquerdas portuguesas. É tempo de neste(s) campo(s) se encetar, também, uma "análise fria e raciocinada" que propicie aos portugueses identificarem sinais políticos que ajudem à construção da esperança e da confiança no futuro que hão-de sustentar necessárias alternativas. Alguns importantes confrontos a travar estão aí no imediato e é preciso pensar e agir para além do "contexto da crise".
No espaço deste artigo não cabem as necessárias reflexões e propostas responsabilizadoras para caminharmos em bom sentido. Hoje deixo apenas três considerações de partida:
- (i) a execução das políticas receitadas pela troika, que o futuro Governo se propõe executar com zelo, conduz-nos ao retrocesso, nomeadamente, económico, social e civilizacional;
- (ii) em democracia as maiorias políticas têm de se sustentar na identidade com os direitos e os anseios dos cidadãos, e as maiorias sociais são indispensáveis para que os projectos políticos tenham êxito;
- (iii) a insistência nas teses de que não há alternativas, para além de ajudarem ao prosseguimento do roubo, negam a própria democracia.
Em democracia, nunca existe a inevitabilidade de uma escolha única.
Manuel Carvalho da Silva
Jornal Noticias
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Homens da Luta , no dia de Portugal
E O POVO PÁ
E O POVO PÁ
Que fez ele com o seu voto ?????
:(
:[
Quer dinheiro pra comprar um carro novo!....
terça-feira, 7 de junho de 2011
Fora de tempo; Ana Gomes fala sobre Paulo Portas
E quem não sabia destas suspeitas antigas sobre o Lider do CDS-PP ??
Toda a gente dizia que o Lider do CDS aparecia no Processo do Alto do Parque Eduardo 7.



