quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Verdadeira Crise Mundial é esta!!!

Secretário-geral da ONU convoca reunião de emergência
Ban Ki-moon lança apelo para travar a fome no Corno de África

Uma agência humanitária islâmica começou a distribuir milho em Mogadíscio, a ONU convocou uma reunião de emergência. Mas o que chega à Somália está muito longe de ser suficiente para os mais de 11 milhões de pessoas afectadas pela pior seca dos últimos 60 anos.

Iisha nasceu debaixo de uma acácia, a 80 quilómetros do campo de refugiados de Dadaab, no Quénia. A sua mãe, Wehelley Osman Haji, contou à BBC que caminhou com cinco filhos durante 22 dias. Só tinha água para beber. Tentou que o bebé nascesse no campo, mas ele teve pressa. Chamou-o assim porque Iisha quer dizer vida.

Noticia do Jornal Público



Milhares de pessoas procuram ajuda nos campos de refugiados ou em Mogadíscio (Feisal Omar)



Noticia Jornal Público




Corno de África
"Esta é a pior tragédia humanitária do mundo"

A maior seca dos últimos 60 anos afecta a Somália, o Quénia, a Etiópia, o Uganda e o Djibuti. "Há décadas que não vimos nada assim", contam os responsáveis das ONG no terreno.

Sainab Yusuf Mohamed partiu com os filhos e calcorreou centenas de quilómetros à procura de ajuda. "Não tínhamos nada para comer". Quando chegou a Bardhere, no Sul da Somália, contou à Reuters que um dos seus filhos não resistiu. "Depois, quando estávamos a enterrar o seu corpo, o meu segundo filho também morreu". Não tinha nada, perdeu tudo à procura de alguma coisa.



Refugiados num campo na Somália (Foto: Feisal Omar/Reuters)




Somália


Refugiados estão a morrer de fome e sede

Numerosas pessoas, em fuga da grave seca que atinge a Somália, estão a morrer de fome e de desidratação durante a viagem para países vizinhos, indicou hoje o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Noticia no Jornal Destak.pt

terça-feira, 12 de julho de 2011

Definição de amor

Pousa agora borboleta
na pena deste poeta

É uma cor que dá na vida
O Amor
É uma luz que dá na cor
Mas é uma batalha perdida
que se trava com ardor
É uma cor que dá na vida

dor que desatina sem doer

Sérgio Godinho

"Lixo", frases de livros

- Não olhes assim para mim! Eu sei de onde te vêm essas ideias...
E como se gaguejasse, nervoso, como se desistisse a meio do que tinha para dizer, como se não desistisse logo a seguir, segurou-a pelo pulso, apertou-lhe o pulso e começou a falar, como se falasse para si próprio, em frases que interrompia e retomava e continuava e interrompia.

Puxou a Maria pelo. Pulso e levou-a pelo corredor e entraram no quarto onde dormiam todas. As noites e apontou. Para a estante cheia de romances. De amor que a Maria. Guardava desde menina. E que organizava por. Ordem alfabética. e todas as histórias. Que conhecia de cor e que seria capaz de contar. Com todos os pormenores e. Apontou para a estante cheia. E limpa e sem pó. E disse:
- A culpa. É deste lixo. A culpa. Toda a culpa. É deste lixo.
E nervoso. Engasgando-se nas. Palavras. E como se. Gaguejasse. Atirou um braço de encontro à estante e derrubou. Todos os romances de amor sobre. A colcha da cama e como. Se estivesse louco e como se estivesse. Louco. Começou a rasgá-los com. As duas mãos enquanto repetia:
- Lixo. A culpa é toda. Deste lixo.
Sobre a cama, um monte de páginas rasgadas e de capas rasgadas, títulos: sonhos de , paixão casamento na, primavera as chamas do coração mais, forte do que o preconceito vitória, do destino apaixonada pelo homem, certo rapariga e mulher amar pela primeira, vez o desconhe, cido irresistível flo, res demasia, do tarde pa, ra além do, desejo so, rriso c, rue, l am, a, nhec, er, de e, mo, ç, õe, s.
E o marido da Maria , por fim, parou os braços. A respiração rápida enchia-lhe e esvaziava-lhe o peito.
E, através das lágrimas que pendiam das pestanas da Maria, o monte de papéis rasgados sobre a cama: Sabrinas rasgadas, Biancas rasgadas, Júlias rasgadas: era um vulto informe e brilhante.

Cemitério de pianos
José Luis Peixoto
pág. 191

Entes diversos

qu d par sali renit p pot

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu adoro-vos (desusado político-filosófico)

foram as últimas palavras de Sócrates à Comissão Política

domingo, 10 de julho de 2011

Escaganifobético

cem pre

memórias, leituras , frases

" Não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos. Não há nenhuma difernça entre as imagens baças que lembro e as palavras cruas, cruéis, que acredito que lembro, mas que são apenas reflexos construídos pela culpa. O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento. Quando me lembro de ter quatro anos e de estar a brincar no quintal, não sei onde terminam as imagens que os meus olhos de quatro anos viram e que permanecem até hoje comigo, ou onde terminam as imagens que inventei sempre que tentei lembrar-me dessa tarde. Era uma tarde que passava entre os ramos dos pessegueiros."

Cemitérios de Pianos
José Luis Peixoto
pág. 145

sábado, 9 de julho de 2011

Sugestão de leitura

juntar as letras duas a duas vocalizando

Borboleta para a Nicaragua





Não fui eu que fiz , mas foi esta a bortboleta que me calhou no site da Amnistia Internacional. Eu só escolhi o Azul.



Podem criar uma Borboleta no site da Amnistia Internacional.


“A borboleta (la mariposa) é para nós um símbolo da vontade de realizar os nossos sonhos, estender as nossas asas… lutar com a força dos nossos direitos.”
Martha Munguiá, Nicaraguan
Alliance of Women's Centres

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=607:borboletanicaragua

Borboleta para a Nicaragua


La Mariposa: Envie uma borboleta para a Nicarágua
A 28 de Setembro de 2011, organizações de mulheres e homens, mulheres e crianças da Nicarágua vão manifestar-se para exigir a revogação da lei de proibição total do aborto e o fim da violência generalizada contra mulheres e meninas.
A sua borboleta demonstrará o seu apoio e solidariedade.
Actue: crie uma borboleta.


Portugal , Jorge Sousa Braga

Portugal


Portugal
Eu tenho vinte e dois anos e tu às vezes fazes-me sentir como se tivesse oitocentos
Que culpa tive eu que D. Sebastião fosse combater os infiéis ao norte de África
só porque não podia combater a doença que lhe atacava os órgãos genitais e nunca mais voltasse
Quase chego a pensar que é tudo uma mentira
que o Infante D. Henrique foi uma invenção do Walt Disney
e o Nuno Álvares Pereira uma reles imitação do Príncipe Valente

Portugal
Não imaginas o tesão que sinto quando ouço o hino nacional (que os meus egrégios avós me perdoem)
Ontem estive a jogar póker com o velho do Restelo
Anda na consulta externa do Júlio de Matos
Deram-lhe uns electro-choques e está a recuperar
aparte o facto de agora me tentar convencer que nos espera um futuro de rosas

Portugal
Um dia fechei-me no Mosteiro dos Jerónimos a ver se contraía a febre do Império
mas a única coisa que consegui apanhar foi um resfriado
Virei a Torre do Tombo do avesso sem lograr uma pérola que fosse das rosas que Gil Eanes trouxe do Bojador

Portugal
Vou contar-te uma coisa que nunca contei a ninguém
Sabes
Estou loucamente apaixonado por ti
Pergunto a mim mesmo
Como me pude apaixonar por um velho decrépito e idiota como tu mas que tem o coração doce ainda mais doce que os pastéis de Tentúgal
e o corpo cheio de pontos negros para poder espremer à minha vontade

Portugal
Estás a ouvir-me?
Eu nasci em mil novecentos e cinquenta e sete
Salazar estava no poder - nada de ressentimentos
Um dia bebi vinagre - nada de ressentimentos

Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe

Portugal
Gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca


Jorge Sousa Braga

No Blog O Cheiro da Ilha