quinta-feira, 30 de abril de 2009

Kandinski em Paris


A exposição patente no Centre Pompidou (Paris) de 8 de Abril a 10 de Agosto resulta da apresentação de obras do pintor russo Vassily Kandinsky (1866-1944)
tempered elan
composition viii

SKY BLUE

coloful ensemble



churches new jerusalem

imagens dos quadros do site The Joel Report

LN

Bio_Diversidade

" Não haverá defesa possível da biodiversidade se esta não assentar numa cultura pública da Natureza.
À custa de ouvir dizer que o país é pequeno e pobre, ignoramos a riqueza da sua biodiversidade e, por isso, assistimos impávidos e serenos à pilhagem e à vandalização de recursos que julgamos de somenos: é a rapina dos cogumelos, das variedades autóctones, das próprias pedras ou das árvores seculares (como está a acontecer com os granitos do Norte e as oliveiras do Sul)... "

Luisa Shmith
No Blog do Expresso Qualidade de Vida

Ver o Artigo "uma águia e dois escaravelhos" do Jornal Expresso

LN

Chove mas isso que importa

voltando a cabeça para o lado direito e esquerdo a cada passo

Maio maduro Maio - José Afonso



Uma tradição do sul do país (principalmente do Alentejo) no primeiro dia de Maio, ir passar o dia ao campo. Logo de madrugada sair para ver o Maio nascer. E levar um farnel e almoçar no campo.

Na localidade de Alcacér do Sal era um festejo ligado a costumes rurais, e é conhecida pelo nome "As Maias".



A letra de José Afonso

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

LN

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Autarquicas Lisboa - artigo de Helena Roseta

Movimento "Cidadãos por Lisboa" de candidatura às eleições autarquicas em Lisboa;
Artigo de Helena Roseta
Lisboa e a “nova moeda”
Escrevi em 2002 que se estava a assistir ao florescimento de uma “nova moeda”: os metros quadrados de construção permitidos ou admissíveis, um verdadeiro “mercado de futuros” que estava a dar cabo do ordenamento do território.
Em Portugal a “nova moeda” tem sido utilizada pelo próprio Estado para pagar obras para as quais não há capacidade orçamental. Foi com ela que se pagou, por exemplo, grande parte dos estádios do Euro 2004, através de direitos de edificabilidade cedidos a clubes de futebol, muitas vezes por simples protocolo.
###Comentário meu###
O governo, através da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, acaba de aprovar um decreto regulamentar que irá limitar a passagem de solos rurais a solos urbano. Sabe-se que é nesta mudança de uso que se constroem mais-valias urbanísticas mirabolantes. É por isso que a pressão sobre autarquias e entidades públicas que decidem ou dão pareceres sobre o ordenamento do território é tão forte. O caso Freeport é apenas um exemplo desta pressão.
O pior é que o Governo é muitas vezes o primeiro a embarcar no negócio milionário das mais valias urbanísticas. Noticiou o Expresso, semanas atrás, que o Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças estaria a pressionar a Câmara de Lisboa para valorizar imóveis que o Estado quer pôr ou já pôs à venda. Na capital, o solo é praticamente todo urbano. As mais-valias urbanísticas aqui fazem-se através de mudanças de uso – de usos públicos, como equipamentos colectivo ou espaço verde, para usos privados - ou de aumento dos índices de construção. São estes mecanismos que determinam, no geral de forma bem opaca, a “valorização” de alguns terrenos. É assim que se cunha a “nova moeda”.
Sucede que é à autarquia que cabe decidir, através do Plano Director Municipal, os usos e os índices de construção admissíveis. A revisão do PDM de Lisboa, que data de 1994, não teve até à data, no actual mandato, qualquer desenvolvimento público. No entanto, as zonas em transformação que podem estar na mira da “nova moeda” são muitas, a começar pelas que pertencem ao Estado: hospitais, instalações prisionais, quartéis e tribunais, para já não falar do aeroporto da Portela, estão anunciados pelo governo como equipamentos a deslocalizar. O que vai suceder nessas zonas? Vão manter-se como espaços de uso público ou vão transformar-se em condomínios privados de luxo? A questão é decisiva para o futuro de Lisboa. Porque todos os cidadãos têm o direito de saber o destino de edifícios e zonas que fazem parte da nossa memória e imaginário colectivos, como os velhos hospitais de S. José, Santa Marta, Capuchos, Estefânia e Curry Cabral, o IPO, a Penitenciária ou o Tribunal da Boa-Hora. E porque a “nova moeda”, mesmo antes de as decisões estarem tomadas, actua no imobiliário envolvente gerando grandes expectativas, que acabam por se reflectir em novas subidas de preços.
É por isso que as diligências do Governo junto da CML não podem ficar no segredo dos gabinetes. É também por isso que nem o vereador do urbanismo nem o Presidente da CML podem responder sozinhos a quaisquer solicitações de valorização dos terrenos do Estado - o PDM depende da Assembleia Municipal e não pode ser alterado sem debate público. E é também por isso que é importante a comunicação social trazer estes temas para a agenda. Não podemos cobrir défices orçamentais excessivos com uma “nova moeda” totalmente desregulada. Nem pode o Governo, directamente ou através da Sagestamo, vender gato por lebre, anunciando para os terrenos e edifícios que põe à venda edificabilidades impossíveis ou inaceitáveis.
O papel regulador do Estado, de que agora tanto se fala, também passa por aqui.


Helena Roseta, Expresso, 25-04-2009 (##Comentário## Negócios à SOCRATES digo EU)

Muito boa esta opção para o eleitorado em Lisboa, que pode escolher e votar num movimento não partidário que pretende influenciar o governo da cidade.
Depois de em 2007 ter conseguido ser a 4ª lista mais votada, era bom que muitos outros eleitores que apoiaram a outra lista independente se juntassem a este movimento, para que o movimento liderado pela vereadora Helena Roseta tenha grande representatividade na futura Camara de Lisboa.
Era bom que este grupo "Cidadãos por Lisboa" tivesse condições para disputar o primeiro lugar das eleições contra os dois principais partidos PS e PSD que têm governado a Camara de forma irresponsável e que quase a levaram à falencia. Que só não está num estado de insolvência porque o estado paga todos os erros, aldrabices, pequenas fraudes e ilicitos que os gestores democráticos da Camara fazem.

LN

Silêncio longo

são questões de pormenor e método

Indie - Prince of Broadway

Um Filme muito giro que ainda se pode ir ver ao Indie Lisba
Vejam o Trailer


E aqui têm o site
http://www.princeofbroadway.com/

Eu cá dei 4 Estrelas em cinco na votação.
LN

Prémios do XI Porto Cartoon 2009

XI Porto Cartoon World Festival, organizadopelo Museu Nacional de Imprensa, no Porto.
Subordinados ao tema "Crises", foram avaliados cerca de 2000 desenhos, oriundos de 70 países.

Primeiro prémio: Mihai Ignat
Um empregado e um cliente encaram um prato e uma nota incompletos. Foi com esta caricatura que o cartunista romeno Mihai Ignat venceu o Grande Prémio do XI Porto Cartoon World Festival.

Segundo Prémio: Augusto Cid

Terceiro prémio: Zygmunt Zaradkiewicz (Polaco)

O Cartoon é intitulado "Crisis Dinner".

LN

terça-feira, 28 de abril de 2009

Bisbilhotando no 25 de Abril

No dia 24 Abril fui dar uma voltinha ao arraial popular no Largo do Carmo. Esta festa faz parte das comemorações do 25 de Abril. Com a participação da Associação José Afonso, onde fui buscar o cartaz.
Estava uma noite bem fresquinha. Ouviam-se por lá canções de resistência e de revoluções passadas. Ao meu lado estava um grupo de pessoas muito animadas, um grupo de militantes de estrema-esquerda que contava estórias, e eu fiquei a bisbilhotar e a ouvir a conversa que estavam a contar, pois eram situações divertidas.

A primeira estória era sobre um sr. que tinha morrido há pouco tempo.
Contava o seu camarada que ele tinha morrido quando voltava de uma peregrinação a Fátima (ou ainda estava a ir?), para cumprir uma promessa que a sua mulher tinha feito. A promessa era que se o marido ficasse ilibado do processo das FP-25 Abril eles iam a Fátima a pé para agradecer. Diziam os seus camaradas a brincar que era castigo por o tal sr. ter sido sempre um anti-clerical. Diziam estes seus camaradas, que quando foi a operação policial para apanhar as FP-25, tinham ido a casa dele e encontraram lá uns "chouriços", que eu presumo que sejam armas ou munições. Pelo que estavam a contar, o sr. esteve preso e foi depois absolvido no julgamento do caso.
Para sua infelicidade, teve a má ideia de ir cumprir a promessa da mulher.

Como se vê nesta estória a "nossa senhora de Fátima" não esquece e nem perdoa.

Outra estória do mesmo homem (o sr. que morreu) em conjunto com o homem que estava a contar. Tinham ido os dois a Fátima com uma missão de recolher informação no Santuário de Fátima. Foram no dia 13 de Agosto de 1980, e tinham como objectivos conhecer a forma como o dinheiro que os peregrinos doavam era recolhido, os trajectos dos funcionários para irem depositar o dinheiro num banco ou em outro sitio. Pelo que percebi o objectivo seria o de depois os operacionais das FP-25 poderem actuar em outro dia 13. Para fazerem essa vigilância, vestiram-se como Padres e foram passar a tarde toda em vigia dos movimentos dos funcionários. Dizia o homem que só num dia 13 o santuário recolhia cerca 200 mil contos.
Mas apesar de terem passado o dia a tentarem descobrir estes outros segredos de Fátima (os segredos materiais) os dois sacerdotes espiões não conseguiram perceber a forma como era feita a recolha e o depósito das dádivas dos peregrinos.


Veja lá bem, sr. Sócrates, quando for absolvido não vale a pena ir fazer a peregrinação a pé a Fátima, . Já sabe que ela não se deixa enganar assim tão facilmente.

Luis Neves

Pileca amarela

quinze minutos de campeonato em cada dia