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sexta-feira, 8 de abril de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Teia de aranha
Teia de aranha

Teci durante a noite a teia astuciosa
Dum poema.
Armei o laço ao sol que há-de nascer.
Rede frágil de versos,
É nela que o meu sono se futura
Eterno e natural,
Embalado na própria sepultura.
Vens ou não vens agora, astro real,
Doirar os fios desta baba impura?
Miguel Torga
em Diário, vol IX, Poesia completa

LN
sábado, 30 de outubro de 2010
Through the Sea of Houles - Yellow Submarine
Beatles mais uma vez.
Portugal : Atravessando o mar dos Buracos
onde vivemos
A meter água por todos os lados
Jeramy, What do you Know abaut Houles?
Be empirecle!
José Sócrates...
LN
Portugal : Atravessando o mar dos Buracos
onde vivemos
A meter água por todos os lados
Jeramy, What do you Know abaut Houles?
Be empirecle!
José Sócrates...
LN
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Ultimatum 1, Álvaro de Campos
imagem do Blog Já Mandas, não?Homens, nações, intuitos, está tudo nulo!
Falência de tudo por causa de todos!
Falência de todos por causa de tudo!
De um modo completo, de um modo total, de um modo integral:
MERDA!
A Europa tem sede de que se crie, tem fome de Futuro !
A Europa quer grandes Poetas, quer grandes Estadistas, quer grandes Generais !
Quer o Político que construa conscientemente os destinos inconscientes do seu povo !
Quer o Poeta que busque a Imortalidade ardentemente, e não se importe com a fama, que é para as actrizes e para os produtos farmacêuticos!
Quer o General que combata pelo Triunfo Construtivo, não pela vitória em que apenas se derrotam os outros!
A Europa quer muito destes Políticos, muitos destes Poetas, muitos destes Generais!
A Europa quer a Grande Ideia que esteja por dentro destes Homens Fortes — a ideia que seja o Nome da sua riqueza anónima!
A Europa quer a Inteligência Nova que seja a Forma da sua Mateira caótica!
Quer a Vontade Nova que faça um Edifício com as pedras-ao-acaso do que é hoje a Vida!
Quer a sensibilidade Nova que reúna de dentro os egoísmos dos lacaios da Hora!
A Europa quer Donos! O Mundo quer a Europa!
A Europa está farta de não existir ainda ! Está farta de ser apenas o arrabalde de si-própria ! A Era das Máquinas procura, tacteando, a vinda da Grande Humanidade!
A Europa anseia, ao menos, por Teóricos de O-que-será, por Cantores-Videntes do seu Futuro!
Dai Homeros À Era das Máquinas, ó Destinos científicos! Dai Miltons à época das Coisas Eléctricas, ó Deuses interiores à Matéria!
Dai-nos Possuidores de si-próprios, Fortes Completos, Harmónicos Subtis!
A Europa quer passar de designação geográfica a pessoa civilizada !
O que aí está a apodrecer a Vida, quando muito é estrume para o Futuro!
O que aí está não pode durar, porque não é nada!
Eu, da Raça dos Navegadores, afirmo que não pode durar!
Eu, da Raça dos Descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir um Novo Mundo!
Quem há na Europa que ao menos suspeite de que lado fica o Novo Mundo agora a descobrir?
Quem sabe estar em um Sagres qualquer?
Eu, ao menos, sou uma grande Ânsia, do tamanho exacto do Possível!
Eu, ao menos sou da estatura da Ambição Imperfeita, mas da Ambição para Senhores, não para escravos!
Ergo-me ante, o sol que desce, e a sombra do meu Desprezo anoitece em vós!
Eu, ao menos, sou bastante para indicar o Caminho!
Vou indicar o caminho!
ATENÇÃO!
Proclamo, em primeiro lugar,
A Lei de Malthus da Sensibilidade
Os estímulos da sensibilidade aumentam em progressão geométrica; a própria sensibilidade apenas em progressão aritmética.
Excerto de "Portugal Futurista", nº 1. Álvaro de Campos; Lisboa: 1917.
(Continua amanhã)
Falência de tudo por causa de todos!
Falência de todos por causa de tudo!
De um modo completo, de um modo total, de um modo integral:
MERDA!
A Europa tem sede de que se crie, tem fome de Futuro !
A Europa quer grandes Poetas, quer grandes Estadistas, quer grandes Generais !
Quer o Político que construa conscientemente os destinos inconscientes do seu povo !
Quer o Poeta que busque a Imortalidade ardentemente, e não se importe com a fama, que é para as actrizes e para os produtos farmacêuticos!
Quer o General que combata pelo Triunfo Construtivo, não pela vitória em que apenas se derrotam os outros!
A Europa quer muito destes Políticos, muitos destes Poetas, muitos destes Generais!
A Europa quer a Grande Ideia que esteja por dentro destes Homens Fortes — a ideia que seja o Nome da sua riqueza anónima!
A Europa quer a Inteligência Nova que seja a Forma da sua Mateira caótica!
Quer a Vontade Nova que faça um Edifício com as pedras-ao-acaso do que é hoje a Vida!
Quer a sensibilidade Nova que reúna de dentro os egoísmos dos lacaios da Hora!
A Europa quer Donos! O Mundo quer a Europa!
A Europa está farta de não existir ainda ! Está farta de ser apenas o arrabalde de si-própria ! A Era das Máquinas procura, tacteando, a vinda da Grande Humanidade!
A Europa anseia, ao menos, por Teóricos de O-que-será, por Cantores-Videntes do seu Futuro!
Dai Homeros À Era das Máquinas, ó Destinos científicos! Dai Miltons à época das Coisas Eléctricas, ó Deuses interiores à Matéria!
Dai-nos Possuidores de si-próprios, Fortes Completos, Harmónicos Subtis!
A Europa quer passar de designação geográfica a pessoa civilizada !
O que aí está a apodrecer a Vida, quando muito é estrume para o Futuro!
O que aí está não pode durar, porque não é nada!
Eu, da Raça dos Navegadores, afirmo que não pode durar!
Eu, da Raça dos Descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir um Novo Mundo!
Quem há na Europa que ao menos suspeite de que lado fica o Novo Mundo agora a descobrir?
Quem sabe estar em um Sagres qualquer?
Eu, ao menos, sou uma grande Ânsia, do tamanho exacto do Possível!
Eu, ao menos sou da estatura da Ambição Imperfeita, mas da Ambição para Senhores, não para escravos!
Ergo-me ante, o sol que desce, e a sombra do meu Desprezo anoitece em vós!
Eu, ao menos, sou bastante para indicar o Caminho!
Vou indicar o caminho!
ATENÇÃO!
Proclamo, em primeiro lugar,
A Lei de Malthus da Sensibilidade
Os estímulos da sensibilidade aumentam em progressão geométrica; a própria sensibilidade apenas em progressão aritmética.
Excerto de "Portugal Futurista", nº 1. Álvaro de Campos; Lisboa: 1917.
(Continua amanhã)
texto em http://arquivopessoa.net/textos/456
LN
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Rifão de Fernão Tanoeiro

Estou a lembrar-me agora
da história que me contava
um tio antigo
dizia ele nessa altura
olha sobrinho
meu amigo
entre a ratazana
e o cagalhão
há apenas
um intervalo sacana
é o primeiro-ministro
da nação
obrigado tio
está confirmada
a sua opinião.
Mário-Henrique Leiria, Novos Contos do Gin, Editorial Estampa, 3ª edição, Lisboa, 1978
NO BLOG WebClub
LN
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Dear IRS

Encontrei este Tira de BD do Snoopy num Blog , e como achei muito giro...
LN
Etiquetas:
Animação,
Banda Desenhada,
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Cartoon
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Fragmentos,Sublinhados de "O Ano da morte de Ricardo Reis"
"o beijo atingiu aquele limite em que já não se pode bastar a si mesmo, separemo-nos antes que a tensão acumulada nos faça passar ao estádio seguinte, o da explosão doutros beijos, precipitados, breves, ofegantes, em que a boca se não satisfaz com a boca, mas ela volta constantemente, quem de beijos tiver alguma experiência sabe que é assim"
"Senti o beijo como o mar deve sentir a onda"
"Creio que todo o homem ama sempre a mulher a quem está a beijar, ainda que seja por desespero"
"Quando se acredita em milagres, já não há nada a esperar da esperança"
"Afinal morremos, quando já não conseguimos suportar a violenta luz da vida"
"mas a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio de uma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raíz"
"solitário estar onde nem nós próprios estamos"
"A solidão não tem nenhum limite, está em toda a parte"
"não me lembro de me ter sentido verdadeiramente útil, creio mesmo que é essa a primeira solidão, não nos sentirmos úteis, Ainda que os outros pensem ou nós os levemos a pensar o contrário"
"e ficou a observar-se atentamente, como um aprendiz de químico que misturou um ácido e uma base e agita o tubo de ensaio, não viu muito, é sempre assim se a imaginação não ajudar, o sal que daquilo resultou já era esperado, tantos são os milénios que andamos nisto de misturar sentimentos, ácidos e bases, homens e mulheres."
" apenas conservados na lembrança alguns fragmentos, não iguais, não complementares, não capazes de reconstituir o discurso inteiro, o deste lado, insista-se, por isso os sentimentos de ontem não se repetem nos sentimentos de hoje, ficaram pelo caminho, irrecuperáveis, pedaços do espelho partido, a memória"
"Defenda o que lhe resta, acreditar será o seu álibi,
Para quê,
Para manter a esperança, nada mais, chega-se a um ponto em que não há mais nada senão ela, é então que descobrimos que ainda temos tudo."
"e sorriu, eles sorriram também, são gestos e atitudes que fazem parte dos códigos de civilização, com a sua parte de hipocrisia, outra que é da necessidade, outra que é o disfarce da angústia."
"Virei, para não perder a esperança, Ainda estarei por aqui, se não a tiver perdido"
"se é o poeta que se finge de homem ou o homem que se finge de poeta"
"O seu caso Reis amigo, não tm remédio, você, simplesmente, finge-se, é fingimento de si mesmo"
Sublinhados feitos há muitos anos no Livro "O ano da morte de Ricardo Reis" de José Saramago.
No ano da sua morte, deixo aqui uma homenagem pequenina a um grande escritor português , Saramago.
Fica uma obra que é um marco e uma referência intemporal.
Homenagem também ao Ti Jacinto de Vale do Pereiro, que também desapareceu este mês. .

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terça-feira, 8 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
GOD in Vegas!

Que bela imagem de Deus,
porque 5ª feira foi dia de Corpo de Deus, e Feriado, aqui fica o meu reconhecimento...
Em A Matemática da nova Fisíca , Carlos Fiolhais , De Rerum Natura
LN
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Matemática
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Dia do Trabalhador
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ensino de Matemática
No Blog De Rerum Natura - Uma nova Reflexão sobre o actual Sistema Educativo Português (2)" De repente, perante a obstinação dos que teimaram em não acredirar na realidade, o Portugal novo-rico tornou-se no Portugal novo-pobre. Pobre, porque pobre na qualificação das pessoas. Aí estão a comprová-lo os números terríveis do Estudo Nacional de Literacia, recentemente publicados"
António Guterres, ao tempo Primeiro-Ministro.
LN
sábado, 21 de novembro de 2009
Uma Ideia para Portugal
No Blog Rerum Natura
O jornal "I" pediu-me que indicasse uma "Ideia para Portugal" e dei esta, que foi hoje publicada:
"Fala-se muito da defesa da língua portuguesa, mas a verdade é que pouco se faz por isso. Que tal, numa acção concertada, colocar na Web o conteúdo integral de todos os livros em língua portuguesa que estejam no domínio público? Porque não andar com o Camilo e com o Eça no bolso, bastando pressionar numa tecla do telemóvel para os contactar?"
O jornal "I" pediu-me que indicasse uma "Ideia para Portugal" e dei esta, que foi hoje publicada:
"Fala-se muito da defesa da língua portuguesa, mas a verdade é que pouco se faz por isso. Que tal, numa acção concertada, colocar na Web o conteúdo integral de todos os livros em língua portuguesa que estejam no domínio público? Porque não andar com o Camilo e com o Eça no bolso, bastando pressionar numa tecla do telemóvel para os contactar?"
Prof. Carlos Fiolhais
LN
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Prémios do XI Porto Cartoon 2009
XI Porto Cartoon World Festival, organizadopelo Museu Nacional de Imprensa, no Porto.
Subordinados ao tema "Crises", foram avaliados cerca de 2000 desenhos, oriundos de 70 países.
Primeiro prémio: Mihai Ignat
Um empregado e um cliente encaram um prato e uma nota incompletos. Foi com esta caricatura que o cartunista romeno Mihai Ignat venceu o Grande Prémio do XI Porto Cartoon World Festival.
Segundo Prémio: Augusto Cid
Terceiro prémio: Zygmunt Zaradkiewicz (Polaco)
O Cartoon é intitulado "Crisis Dinner".
Subordinados ao tema "Crises", foram avaliados cerca de 2000 desenhos, oriundos de 70 países.
Primeiro prémio: Mihai Ignat Um empregado e um cliente encaram um prato e uma nota incompletos. Foi com esta caricatura que o cartunista romeno Mihai Ignat venceu o Grande Prémio do XI Porto Cartoon World Festival.
Segundo Prémio: Augusto Cid
Terceiro prémio: Zygmunt Zaradkiewicz (Polaco)O Cartoon é intitulado "Crisis Dinner".
LN
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Magistrados sob pressão

Sob Pressão - http://henricartoon.blogs.sapo.pt/92800.html
BLOG de CARTONS HenryCartoon , de HENRIQUE MONTEIRO , MUITO BOM
LN
terça-feira, 11 de novembro de 2008
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