Torres Couto afirma que estamos perante um «péssimo acordo»
O último líder da UGT a negociar com o FMI disse, no Fórum TSF, esta manhã, que Portugal precisa de «um sobressalto cívico e ético» porque o acordo entre o Governo e a "troika" é «péssimo» para os portugueses.
Torres Couto antecipou anos muito difíceis, sublinhando que este acordo vai «acabar com a classe média, impedir que a procura interna tenha qualquer contributo para a recuperação da crise e aponta para dois anos de recessão económica que, por conseguinte, vão agravar o desemprego».
«Vamos ter uma agitação social brutal. Como é que é possível vir alguém, primeiro-ministro, sublinhar a validade ou a importância deste acordo? Este acordo é mau, preocupante e vai atirar o país para um situação de empobrecimento total», acrescentou.
Por isso, o antigo secretário-geral da UGT acusou o Governo de manipular a opinião pública quando garante que este é um «bom acordo», dando exemplos de algumas consequências desta ajuda externa.
«Vão agravar os impostos sobre as casas, as pessoas vão pagar uma factura energética maior. A partir de Janeiro vamos ter, possivelmente, idosos que vão morrer com problemas de saúde porque não vão ter dinheiro para aquecer a sua casa. Como é que é possível dizermos que este acordo é bom? Isto é patético e os portugueses têm que acordar», declarou.
Ouvir na TSF - CliKar AQUI
Muito Bem !!!! Quem diria o Torres Couto a por o dedo na ferida!!!!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Que a voz não te esmoreça, Vamos Lutar
MAIO Maduro Maio
Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul,
E uma falua vinha lá de Istambul
Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar,
E uma falua andava ao longe a varar
Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu’importa a fúria do mar,
Que a voz não te esmoreça vamos lutar
Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu,
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu
José Afonso
terça-feira, 3 de maio de 2011
Perder a dignidade
"Quando se perdem os "Bens", perde-se pouco;
Quando perdemos a dignidade perde-se muito;
Quando perdemos a Coragem, perdemos tudo"
Frase de Brecht
dita por Jerónio de Sousa, Secrteário-Geral do PCP
no programa da RTP "5 para a meia noite"
O dinheiro já todos perdemos muito!!!!
A dignidade vamos perde-la hoje ou amanhã, quando o País se comprometer com o FMI, com medidas durissimas em que só eles acreditam.
Coragem , não podemos perder, senão perdemos tudo!!!!!
Quando perdemos a dignidade perde-se muito;
Quando perdemos a Coragem, perdemos tudo"
Frase de Brecht
dita por Jerónio de Sousa, Secrteário-Geral do PCP
no programa da RTP "5 para a meia noite"
O dinheiro já todos perdemos muito!!!!
A dignidade vamos perde-la hoje ou amanhã, quando o País se comprometer com o FMI, com medidas durissimas em que só eles acreditam.
Coragem , não podemos perder, senão perdemos tudo!!!!!
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Sete vezes a mesma coisa
a mesma coisa a mesma coisa a mesma coisa a mesma coisa a mesma coisa a mesma coisa a mesma coisa
25 Abril no Meco
Programa da TSF - Fim da rua
Fim da Rua: Aldeia do Meco, praia conquista de Abril
Um homem montado num tractor avisa que o nudismo foi uma conquista de Abril na Aldeia do Meco. Mais à frente, Domingos dos Petiscos diz que a fama da praia supera o brilho de Lisboa. Os repórteres Nuno Amaral e Mésicles Helin apanharam também a textura de sons debaixo de uma barreira de flores em aldeia de irmãos.
NO CAFÉ da rua principal da Aldeia de Irmãos , na estrada para Azeitão,
Precisamos de Um outro tempoUma outra Revolução, um Outro 25 de Abril, ....
Temos de ir inventar uma música nova, Uma nova Grandola ...
Fim da Rua: Aldeia do Meco, praia conquista de Abril
Um homem montado num tractor avisa que o nudismo foi uma conquista de Abril na Aldeia do Meco. Mais à frente, Domingos dos Petiscos diz que a fama da praia supera o brilho de Lisboa. Os repórteres Nuno Amaral e Mésicles Helin apanharam também a textura de sons debaixo de uma barreira de flores em aldeia de irmãos.
NO CAFÉ da rua principal da Aldeia de Irmãos , na estrada para Azeitão,
Precisamos de Um outro tempoUma outra Revolução, um Outro 25 de Abril, ....
Temos de ir inventar uma música nova, Uma nova Grandola ...
Pelo sonho é que vamos, Poema
Pelo sonho é que vamos
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
Feira do Livro dia 3 - Miguel Unamuno

No Pavilhão da Babel, descobri um pequeno texto de Miguel Unamuno sobre Portugal do inicio do Seculo XX.
O título é "Os Portugueses, um Povo Suicida" , que me despertou interesse.
Eis aqui um texto que encontrei num Blog de quem já o leu.
Do Blog As Margens do Rio
Portugal país de suicidas - Miguel Unamuno
Miguel de Unamuno foi uma das mais ilustres figuras da literatura e da cultura de Espanha do Século XIX e XX. Nasceu em Bilbau em 29 de Setembro de 1864 e foi nomeado reitor da Universidade de Salamanca em 1900.
Teve estreitas relações com os maiores intelectuais portugueses da época, Guerra Junqueiro, Teixeira de Pascoaes, Eugénio de Castro, Manuel Laranjeira e Fidelino de Figueiredo.
Em 1907 esteve em Amarante e escreveu páginas notáveis sobre a Vila e Pascoaes.
No seu livro "Por Tierras de Portugal y España" integra o ensaio intitulado "Un pueblo suicida", escrito em Lisboa em 1908.
Para Unamuno, Portugal é um país de suicidas não porque se suicidaram alguns dos nossos maiores escritores (Antero e Camilo, nomeadamente) mas porque deixou de olhar para o futuro, de ter um verdadeiro ideal nacional.
O título é "Os Portugueses, um Povo Suicida" , que me despertou interesse.
Eis aqui um texto que encontrei num Blog de quem já o leu.
Do Blog As Margens do Rio
Portugal país de suicidas - Miguel Unamuno
Miguel de Unamuno foi uma das mais ilustres figuras da literatura e da cultura de Espanha do Século XIX e XX. Nasceu em Bilbau em 29 de Setembro de 1864 e foi nomeado reitor da Universidade de Salamanca em 1900.
Teve estreitas relações com os maiores intelectuais portugueses da época, Guerra Junqueiro, Teixeira de Pascoaes, Eugénio de Castro, Manuel Laranjeira e Fidelino de Figueiredo.
Em 1907 esteve em Amarante e escreveu páginas notáveis sobre a Vila e Pascoaes.
No seu livro "Por Tierras de Portugal y España" integra o ensaio intitulado "Un pueblo suicida", escrito em Lisboa em 1908.
Para Unamuno, Portugal é um país de suicidas não porque se suicidaram alguns dos nossos maiores escritores (Antero e Camilo, nomeadamente) mas porque deixou de olhar para o futuro, de ter um verdadeiro ideal nacional.
Para Unamuno, o povo português, meigo na aparência, era, no seu íntimo, violento e apaixonado. A sua condenação à inércia metamorfoseava-se em impulso suicida:
"A paixão trá-lo à vida, e a própria paixão, consumido o seu alimento, leva-o à morte. Hoje o que lhe resta? Dentro de uns dias, em 1 de Dezembro, celebrar-se-ão as festas da restauração da sua nacionalidade, de ter sacudido a soberania dos Filipes da Espanha. No dia seguinte voltarão a falar de bancarrota e de intervenção estrangeira. Pobre Portugal!"
Neste últimos dias tenho-me lembrado muito destes escritos embora o retrato de Amarante seja bem mais interessante.
domingo, 1 de maio de 2011
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