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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Comunismo e Eufemismo

Será que o Comunismo é um Eufemismo, hoje em dia?
Foi a pergunta de um leitor, depois de eu escrever que não considero o regime da China como comunista.

Não sei... Não conheço bem o significado da palavra eufemismo.

O que é mais utilizado para defenir as idiologias comunistas ou socialistas são as palavras Utopias, e Idealistas. Os sistemas políticos Comunistas ambicionam transformações na sociedade com um fim de serem sociedades mais justas e mais igualitárias.
Idealizasse que em sociedade Socialistas todos os cidadãos teriam de forma igual direito a salário, alimentação, habitação , e direitos a cuidados de Saúde, de Segurança Social, de acesso ao ensino. Tudo isto de forma livre e igualitária.

As Utupias são ideias ou projectos que por si são inalcanssáveis por defenição.
Há quem prefira viver apenas com o que se tem. Viver com os pés bem assentes no chão. Sem ter ambição de um mundo mais solidário. São as pessoas que não acreditam ser possivel mudanças no modo de organização social e económica que existe no mundo real.

Há quem pelo contrário, ache que se deve lutar por transformações do mundo real, do que existe, e que acredita em ideais, e que é possível tentar concretizar utupias.

Se é, ou não é possível mudar os sistemas poiliticos e socias pelo socialismo? não sei!!! Mas se não houver quem se organize e o proponha à sociedade através de partidos políticos de esquerda como o PCP ou PCTP/MRPP ou o BE, então a sociedade não tinha mesmo nenhumas outras alternativas.

UTUPIA
Zeca AFonso



Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Nao do lobo mas irmao
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio

Homem que olhas nos olhos
que nao negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?


LN

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os Direitos Humanos


Alguns Posts sobre a Amnistia Internacional que já publiquei aqui no Blog

Dia 12 Junho 2010
Stand Up United - Uma equipa internacional
Dia 3 Agosto 2009
Blog Amnistia Internacional - Não esqueçer Darfur

Quem não condena a falta de liberdade que existe na China é porque não presa a sua própria Liberdade.
Quem ache que o regime Chinês tem alguma coisa a ver com Comunismo, para além do nome do Partido, é porque anda muito distraido.

LN

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Sofia Ferreira


Clicar na imagem para ler
Homenagem a Sofia Ferreira uma militante comunista de toda a vida,
da Jornalista do "Público" São José de Almeida

LN

terça-feira, 27 de abril de 2010

Entrevista Com Jerónimo de Sousa


Governo merecia uma mocao de censura (COM VIDEO)

Grande entrevista do Jerónimo de Sousa ,
que boas perguntas que fizeram os jornalistas do Correio da manhã.
Vale a pena ler a entrevista toda.
Aqui ficam os excertos que mais me interessaram.


ARF – As previsões apontam para um agravamento do desemprego para 11 % e um crescimento económico de 0,3 %. Mas todos os responsáveis políticos falam em estabilidade, na necessidade deste PEC, porque não há alternativa. Todos unidos, portanto. Mas unidos a caminho de quê? Já não digo da Grécia. Mas a caminho de quê?

- Essa é a questão central. Tendo em conta a prova provada de que este caminho leva-nos ao desastre, o Governo, quase de joelhos, aceitando as normas draconianas do directório das potências da União Europeia, abdica do investimento, de certa forma do mercado interno e aposta tudo nas exportações.

ARF - É a única aposta.

- Muito bem. Estamos todos de acordo. Mas há outros motores da economia. Designadamente o mercado interno, com o aumento do consumo.

ARF – Mas já desistiram disso.

- A realidade do nosso tecido produtivo tem muito a ver com o mercado interno. São centenas de milhares de pequenas e médias empresas que vivem desse mercado. Se reduzem os rendimentos de quem trabalha o resultado não vai ser bom. E por isso nós pensamos que é preciso uma ruptura com esta política. Não podemos ficar dependentes do que diz a União Europeia.

ARF - Mesmo na redução do défice?

- Sim. Querem uma redução para 3 % até 2013. E eu pergunto: porque 3 e não 4 %. Qual é a lei que determina isto? Eu não estou a descobrir a pólvora. Mas eu sinto que as medidas que estão no PEC é pouco o navegar à vista, tapar buracos.

ARF - Olhando o PEC, mesmo com previsões optimistas do Governo, em 2013 o crescimento é de 1,7 %. O que é isto em termos de desemprego, por exemplo?

- É um elemento objectivo. Está previsto que o nosso crescimento vai ser inferior à média europeia.

ARF – Em todos estes anos.

- E vai continuar. E não há bruxas. Bem pode o senhor ministro das Finanças dizer que temos de confiar nas estrelas. Nós temos é de olhar para a realidade e verificar que se não há crescimento, se não há aumento da riqueza, obviamente o desemprego vai aumentar. Tem um efeito tremendo nas nossas vidas.

ARF – Nos mais novos, nos mais velhos. Nos mais novos o desemprego já é de 21 %

- E os últimos dados estatísticos mostram que os despedimentos atingiram sobretudo mulheres. Cerca de 60 %. Mas sublinhou os jovens e bem. Nós temos um problema sério, porque ser jovem não é um estatuto permanente. Estão agora a alicerçar o seu futuro. Neste quadro é dramático verificar o nível de desemprego e o facto de existirem cerca de um milhão e 200 mil trabalhadores com vínculos precários, na sua maioria jovens.

ARF - É uma situação dramática.

- Olhando para esta perspectiva, não é preciso ser um revolucionário para sentirmos uma apreensão profunda. Para todos, mas essencialmente para as novas gerações.

ARF – Eu digo isto porque agora não há eleições. Quando há todos temem perder votos. Os professores saem à rua e o Governo tenta emendar a mão. Mas agora não. Acha que vão ser sensíveis aos protestos? E muitas pessoas também dizem que já não vale a pena.

- Também sei que há pessoas que quase delegam a luta no PCP. E questionam-se se vale a pena. E isso acontece pela forma como o Governo entende o protesto, o descontentamento e a própria luta. De facto, é insensível a isso. Mas em certos momentos da história também outros governantes foram indiferentes e acabaram por ser derrotados. No meu partido costumamos dizer que quando se luta nem sempre se ganha. Mas quando não se luta perde-se sempre.

ARF – Vamos ter luta a sério?

- Um protesto e uma luta por uma nova política. Isto não vai com remendos.


ARF – Mas olhe para o PEC. Todos percebemos que aqueles números são desgraçados. Chegamos a 2013 e estaremos mais pobres. Mas o Presidente diz que o PEC é bom, o CDS vota contra mas fala no interesse nacional, o PSD faz uns remendos mas não rompe com o PEC. Afinal, todos estão resignados à pobreza? É um desastre?

- Permita-me uma observação. Nós estamos em tempo em que o Presidente da República podia accionar os mecanismos constitucionais para pôr em causa o Governo, um Governo sem maioria absoluta, sujeito ao escrutínio do Parlamento.


ND – Uma frente de esquerda seria uma boa solução para o País? Até como contraponto a uma AD?

- Eu acho que não há condições neste momento para uma concepção frentista na medida em que o problema chama-se PS.

ARF – O PS é um problema para o País neste momento?

- Sim. Persiste em afirmar-se de esquerda mas naquilo que é central pratica uma política de direita, o que é frustrante para muitos homens e mulheres de esquerda que votaram no PS.

ARF – Voltando a PEC. Com as perspectivas para 2013, não é o próprio estado social que está em risco?

- Sim, está em risco.

ARF – Onde é que há receitas para sustentar o actual estado social?

- Por ordem decrescente de preocupações eu punha em primeiro lugar a saúde. E digo a saúde porque é uma área de grande apetência por parte dos grupos económicos. E há milhões de portugueses que precisam desse estado social, em particular do Serviço Nacional de Saúde. E há o risco de esses milhões, com estas políticas, ficarem sem apoios. Com estas políticas nós estamos condenados à demolição do estado social.

LN

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Queda do Muro, 20 anos depois

Sondagem revela descontentamento na Alemanha de Leste
TSF 09/11/2009

No dia em que se comemoram os 20 anos sobre a queda do Muro de Berlim, uma sondagem conclui que os alemães de Leste consideram que a reunificação não foi consumada e que a esmagadora maioria sentia-se bem na antiga Alemanha Democrática.
ouvir em:
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1414459

No essencial, como nos relata o correspondente da TSF, José Belchior, as queixas resultam do modo como hoje se vive nos dois lados da Alemanha
O estudo indica que 50 por cento dos cidadãos da antiga Alemanha Democrática lamentam diferenças reais do nível de vida, lembrando que no Leste o desemprego é maior, os salários são mais baixos e o PIB é de apenas de um terço do registado no lado ocidental do país.
Doze por cento dos inquiridos recordam com saudade os tempos da RDA e outros tantos defendem mesmo que o muro devia ser reconstruído.
Somente um quinto dos alemães de Leste considera que a reunificação vai no bom sentido e muitos outros dizem que os irmãos do ocidente os tratam com arrogância.

LN

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Alemanha de Leste - RDA

A primeira cidade comunista em solo alemão é hoje uma cidade-fantasma
Noticia no Publico.pt


Eisenhüttenstadt era o orgulho da antiga RDA



As ruas de Eisenhüttenstadt são amplas e os prédios estão bem arranjados, com jardins espaçosos e zonas verdes.

Steffan lembra-se de a cidade ser viva. "Mudou muito - há muitos edifícios que foram destruídos depois de ficarem vazios, quando a população foi saindo. Não há trabalho, a economia está má... toda a gente vai para oeste", nota. "O meu pai trabalhou na fábrica, agora está subcontratado. É uma vida mais difícil", admite Steffan. Mas não gostava de voltar para o regime da antiga Alemanha de Leste. Nem Christian:
"Havia um bom sistema escolar, toda a gente tinha emprego, as pessoas não tinham medo do futuro... Há pessoas mais velhas que acham que antes era melhor. Mas nós preferimos viver neste sistema: podemos viajar, comprar o que quisermos."


Pois, apesar das euforias das comemorações, as mudanças foram as que foram.
A vida das pessoas está mais difícil. Eles é que dizem...
LN

Queda do Muro

1989 — CAI O MURO DE BERLIM: "A queda do Muro serve de emblema
para o fim da ideia comunista"

Há 20 anos atrás, no dia 9 de Novembro caiu o Muro de Berlim, porque tinha que cair, pois as populações da RDA já não queriam mais viver num regime autoritário que não lhes dava possibilidade de viverem livremente, sem barreiras com a outra parte da Alemanha Ocidental, que era um paraiso da abundancia.
O Muro dividia as duas partes de Berlim, uma cidade que já não queria estar separada por motivos de ideologia.
E foi bom que caisse o Muro de Berlim sem violência, e sem dramatismos de derrotados e vencedores.
Já não era possível continuar a vida de Estados Comunistas não democráticos por mais tempo.
Não, porque os regimes dos estados de Leste não conseguiram resolver o Problema do desenvolvimento económico. Não se pode sustentar um Estado só com ideologia.


LN