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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Falta de Classe

Prof. Santana Castilho , Público


" Perdoem hoje o estilo. A prosa sairá desarticulada, quais dardos soltos. Este artigo é, conscientemente, feito de frases curtas. Cada leitor, se quiser, desenvolverá as que escolher. Meu objectivo? Manter a sanidade mental. Escorar a coluna vertebral. Resistir. Este artigo é também uma reconfirmação de alistamento na ala dos que não trocam os princípios de uma luta pelo pragmatismo de um lance. Porque amo a verdade e a dignidade profissional como os recém-chegados ao mundo amam o bater do coração das mães. Porque não esqueço os que nenhum lance poderá já compensar. Porque com a partida prematura deles perderam-se pedaços da Escola que defendo. Porque pensar em todos é a melhor forma de pensar em cada um.

A avaliação do desempenho é algo distinto da classificação do desempenho. A avaliação do desempenho visa melhorar o desempenho. A classificação do desempenho visa seriar os profissionais. Burocratas que morreram aos 30 mas só serão enterrados aos 70 tornaram maior uma coisa menor. Quiseram reduzir realidades díspares à unicidade de fichas imbecis. Tiveram a veleidade Kafkiana de particularizar em 150.000 interpretações individuais os objectivos de uma organização comum a todos. Convenceram a populaça de que se mede o intangível da mesma forma que se pesam caras de bacalhau. Chefiou-os uma ministra carrancuda, que teve o mérito de unir a classe. Chefia-os agora uma ministra sorridente, que já se pode orgulhar de dividir a classe. Porque, afinal, custa, mas não há classe. Há jogos! De cintura. De bastidores. De vários interesses. Parlamentares, sindicalistas, carreiristas e pragmatistas ajudaram á Babel. Da sua verve jorra a água morna de Laudicéia, a que dá vómitos.

Alçada derreteu o implacável Mário Nogueira que, em socorro da inexperiência da ministra, veio, magnânime, desculpar-lhe as gafes. E, cristãmente, entendeu agora, de jeito caridoso, que não seja suspenso o primeiro ciclo avaliativo. Esqueceu duas coisas: o que reclamou antes e que ciclos avaliativos são falácias de anterior ministra. Ciclos avaliativos, Simplex I, Simplex II e o último expediente (no caso, um comunicado à imprensa, pasme-se) para dizer às escolas que não prossigam com o que a lei estabelece são curiosos comandos administrativos.

Uma lei má, iníqua, de resultados pedagogicamente criminosos, devia ter morrido às mãos do parlamento. Por imperativo da decência, por precaução dos lesados, por imposição das promessas de todos. Quanto à remoção das mágoas, meu caro Mário Nogueira, absolutamente de acordo. Depois de responsabilizar os que magoaram. Depois de perguntar aos magoados se perdoam. Por mim, cuja lei foi sempre estar contra leis injustas, a simples caridade cristã não remove mágoas. Não sei perdoar assim, certamente por falta de céu.

Agora, porque sou amigo de Platão mas mais amigo da verdade, duas linhas para Aguiar Branco. Gostei de o ouvir dizer, a meu lado e a seu convite, que a avaliação do desempenho era para suspender. Mas não justifique a capitulação com a semântica. Poupe-me à semântica, porque a semântica não o salva. Enterra-o. Suspender é interromper algo, temporária ou definitivamente. É proibir algo durante algum tempo ou indefinidamente. Substituir é colocar algo em lugar de. Não só não tinha como não terá seja o que for, em 30 dias, para colocar em lugar de. Sabe disso. Bem diferente, semanticamente. Mas ainda mais importante nos resultados. O Bloco Central reanimou-se nas catacumbas e o PS agradeceu ao PSD o salvar da face. Mas os professores voltaram a afastar-se do PSD, apesar do arrependimento patético de Pedro Duarte. E, assim, o PSD falha a vida!

Um olhar aos despojos. Reverbera-se a falta de capacidade de muitos avaliadores para avaliar, mas homologam-se os “Muito Bom” e “Excelente”, que significam mais 1 ou 2 pontos em concurso. Os direitos mal adquiridos de alguns valeram mais que os direitos bem adquiridos de muitos (como resolverão, a propósito, os direitos adquiridos dos “titulares” que, dizem, vão extinguir?). Porque toca a todos, muitos “titulares” que não tinham vagas de “titulares” em escolas que preferiam, foram ultrapassados em concurso por outros de menor graduação profissional, que agora lá estão, em almejados lugares de quadro. Ao mérito, há muito cilindrado, junta-se uma palhaçada final, em nome do pragmatismo. Muitos dos que foram calcados recordam agora que negociar é ceder. Mas esquecem que os princípios e a dignidade são inegociáveis, sendo isso que está em jogo. Um modelo de avaliação iníquo, tecnicamente execrável e humanamente desprezível, que não lhes foi aplicado ao longo de um processo, é agora aceite, em nome do pragmatismo, para não humilhar, uma vez, quem os humilhou anos seguidos.

Sócrates, que se disse animal feroz, vai despindo a pele. Mas não nos esqueçamos da resposta de um dos sete sábios da Grécia, quando interrogado sobre o mais perigoso dos animais ferozes. Respondeu assim: dos bravos, o tirano. Dos mansos, o adulador.

Vão seguir-se meses de negociações sobre o estatuto. O défice, que levou à divisão da carreira e às quotas, agravou-se. Se a desilusão for do tamanho da ilusão, tranquilizem-se porque a FENPROF ficará de fora, como convém, e a FNE poderá assinar um acordo com o Ministério da Educação, como não seria a primeira vez. Voltaremos então ao princípio. O que é importante continuará à espera. Mas guardaremos boas recordações de duas marchas nunca vistas."


bem dito!
LN

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PM e GOV

No Público
Santana Castilho considera modelo "medíocre e humanamente desprezível"

"O professor universitário Santana Castilho defendeu hoje a suspensão imediata do modelo de avaliação dos professores, que considerou "medíocre e humanamente desprezível", pelo que só pode ter como destino "o caixote do lixo"."


Faço minhas as palavras do Prof. Castilho , mas neste caso para o próprio Primeiro-Ministro e o seu Governo:
"medíocre e humanamente desprezível",
pelo que só pode ter como destino "o caixote do lixo"

LN

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Dia das Bruxas

Haja Alegria!!
Finalmente que te foste!!!
ao fim de 4 anos, no Ministerio da Deseducação...
Uff!!!! Já se consegue respirar melhor...

Agora que a sr. Lurdes acabou a sua ocupação como Ministra, aqui vai uma boa dica para si;
Pode ir animar as
Festas de Halloween!
As bruxas têm sempre uma grande procura nesta altura do ano.




LN

sexta-feira, 27 de março de 2009

Porque deviam sentir vergonha !!!

Professor no desfile de carnaval de Escola de Paredes de Coura Fev/2009

A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) contrariou hoje uma decisão do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura – que decidira fazer a festa de carnaval dentro do estabelecimento – e ordenou ao Conselho Executivo que convoque os professores para fazerem o desfile pelas ruas, amanhã à tarde.“Tenho ordens para não falar, mas é impossível não reagir a esta desautorização da tutela em relação a uma decisão tomada em Conselho Pedagógico”, protestou a presidente do Conselho Executivo, Cecília Terleira, quando contactada pelo PÚBLICO.
A presidente do CE, que comentou que “os professores e os elementos dos órgãos de gestão da escola “estão em estado de choque com a falta de respeito da tutela por uma decisão tomada nos órgãos próprios”
Do Blog EDUQUÊS

MP fez buscas nos serviços do Ministério da Educação
Uma equipa de procuradores da 9.ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, especializados na área da corrupção e do crime económico, efectuou no mês passado uma série de buscas nos serviços centrais do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro.Os magistrados, que não se fizeram acompanhar pela Polícia Judiciária, recolheram numerosos documentos e outros materiais relacionados com os dois contratos celebrados entre o Ministério da Educação e o jurista João Pedroso, em 2005 e 2007, no valor total de 287.980 euros. O objecto da contratação, feita por ajuste directo e decidida pessoalmente pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, residia na realização de um levantamento de toda a legislação publicada em matéria de educação e na sua sistematização.
Questionada na imprensa e no Parlamento, nomeadamente com base na existência de numerosos juristas nos quadros do ministério capazes de fazer esse serviço, a iniciativa da ministra foi justificada no final de 2007 com a "especial aptidão técnica jurídica na área da educação" de João Pedroso - um juiz com licença sem vencimento desde 1990, que não tinha qualquer currículo em Direito da Educação, que era à época professor em regime de exclusividade na Universidade de Coimbra e que tinha ocupado altos cargos nos governos de António Guterres.
Do Blog EDUQUÊS


Indignações
Caro Senhor,

Por ter no sistema duas possíveis vítimas de …sabe Deus o quê, sou obrigado a pedir-lhe aceite este post, se entender conseguir evitar que o mesmo seja “vasculhado”.
Mas… de facto… enjoei ao assistir a um pequeno extracto da interpelação na Comissão de Educação. Aquelas três figuras parecem já do Apocalipse.
Reparo que já vem a terreiro, insurgindo-se contra o que se passou hoje no Parlamento, onde a Ministra Maria de Lourdes Rodrigues e Secretário de Estado … Pedreira se deleitaram, agredindo mais uma vez a classe dos Professores, quando questionados sobre o problema da entrega ou não dos objectivos.Possivelmente os Professores perderam infelizmente esta batalha, pois tiveram a infelicidade de ter de lidar com uma maioria absoluta completamente cega, prepotente, e classificada com todos os adjectivos sinónimos, abundantemente jorrados em todos os órgão de comunicação social, blogues e rádios.

Só os eleitores poderão voltar a dar alguma esperança a este País, quando em Outubro forem chamados a julgar este Governo, acusado de fazer leis à pressa, mal elaboradas, mal redigidas, confusas e também classificadas abundantemente com adjectivos bem demonstrativos da incompetência de que as faz.Não há volta a dar. É aguentar e…cara alegre.Mas…tudo tem limites. E o limite é a vergonha que deve ter alguém com responsabilidades na “governança”.
Foi muito chocado, que ouvi hoje um pequeno extracto da sessão na comissão de Educação. Estão invertidos todos os papéis neste País da maioria mais absolutamente anormal, comandada pelo também bem classificado em adjectivos nosso Primeiro Ministro Sócrates.
Embora leigo na matéria, entendo que a Assembleia da República (Deputados) têm por missão fiscalizar o Governo e a acção dos seus membros. Seja, em gira empresarial o Patrão é o Parlamento e os empregados os governantes. Portanto se um patrão aprova uma lei (mal ou bem) o patrão pode perguntar ao empregado se a mesma lei está ou não a ser bem interpretada. E podem surgir dúvidas. Agora não consigo aceitar que se permita que um Secretário de Estado (empregado), não eleito e portanto com um estatuto condicionado, diga para um Deputado (parte da Entidade Patronal), mas eleito meus senhores:
-Sec. Estado Pedreira:- as consequências… são as que vêm na Lei.
Deputado:- !!!!
Sec. Estado:- Não senhor Deputado,… não lhe vou ler a lei. Leia a Lei, leia a Lei.!!!
Se respeito é isto, meus amigos, adeus democracia.


Carta publicada no Blog Educação do meu Umbigo

" No trio da 5 de Outubro há uma imensa falta de cultura democrática, mas isso já sabíamos.
Mas o que me ocupa aqui é mesmo o secretário Pedreira, ele sim um coitadinho dos verdadeiros que, vendo-se detentor de um cargo político por obra e graça de jogos de nomeação política, é obrigado a ir ao Parlamento responder a deputados que - por muitos defeitos que a nossa democracia tenha - ainda foram efectivamente eleitos.
Porque o secretário Pedreira, tal como o secretário Lemos e a ministra Rodrigues, é um coitadinho merecedor do nosso dó pois interrompem a sua denodada acção governativa para se ir explicar ao Parlamento. O que me parece inconcebível.
Pior, fazem-no dar explicações sobre reles professorzecos que insistem em não fazer aquilo que a lei efectivamente não obriga a fazer. Coidadinho dele.
E coitadinho dele ainda mais porque, depois de achar que todos os zecos incumpridores devem ser castigados em termos de progressão e «concurso» [sic], acaba a declarar que até pode não ser assim, tudo depende dos órgãos de gestão porque a lei é geral e abstracta, mas depois é aplicada caso a caso.
Coitadinho de quem é obrigado a tamanho exercício de contorcionismo intelectual.
Quanto a todos nós, somos coitadinhos porque o temos de aturar, mas ao seu tom de escárnio constante para com aqueles muitos milhares de professores que ousam discordar das leituras arrevezadas que o secretário Pedreira tem das leis que emanam da 5 de Outubro, elas próprias uma manta de retalhos de escasso sentido.
E coitadinhos de nós porque ainda tivemos de levar com o secretário lemos a tentar ser jocoso com os deputados acerca dos dados da violência escolar."

Prof. Paulo Guinote , em Educação do meu Umbigo

Acho que quem não quer saber o que se tem passado neste governo na área da educação, é porque não quer.
LN

quarta-feira, 25 de março de 2009

Coitadinhos dos pais do sr. Pedreira

Que vergonha para o nosso país ter um secretário de estado da educação que fale assim no parlamento.
Que homem tão fraquinho e sem qualidade. Que pessoa tão repugnante.
Coitadinhos dos Pais do sr. secretário de estado.
Coitadinho do PS por ter esta gente a liderar o partido.

Aqui deixo novamente um texto que coloquei aqui no Blog o ano passado. De um antigo apoiante do PS, Porta-voz do Presidente da Republica Dr.Mário Soares.
http://sobretudoeparcadeverao.blogspot.com/2008/11/bafio-antidemocrtico.html

Bafio Antidemocrático (Alfredo Barroso no seu BLOG)

O PROBLEMA desta ministra da Educação, para além do óbvio autismo que a imobiliza e a suspende no tempo, é o seu profundo desprezo pelos professores, pelos sindicatos, pelos partidos políticos e pelo debate democrático. Em suma: por todos os que a contestam.
Quem a viu, ontem, nas televisões, a chispar ódio, a vomitar ressentimento e a destilar rancor por todos os poros, percebeu sem dificuldade que há nela algo de salazarento, como que um cheiro a bafio antidemocrático que nos faz recuar várias décadas, até ao tempo da outra senhora, em que prevalecia a ditadura do «quero, posso e mando».

em http://tracogrosso.blogspot.com/

LN

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A lei de avaliação de professores



" Toda a lei muitas vezes transgredida é má: compete ao legislador revogá-la ou substitui-la, para que o desprezo em que essa louca determinação caiu se não estenda a outras leis mais justas.
O fim que eu me propunha era uma prudente abolição de leis supérfulas, um pequeno grupo de sábias decisões firmemente promulgadas. "

Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar, edição Ulisseia, pág.92

sábado, 24 de janeiro de 2009

Valter Lemos - Mas quem escolhe esta gente?

Querem ver que não gostaram do que eu escrevi ontem sobre o Camarada do PS sr.Valter Lemos?
Até parece, pelo que escrevi, que fiz algum ataque ou injúria ao senhor Secretário de Estado da Educação. O que eu escrevi sobre as suas dificuldades na escrita de uma simples acta de reunião, foi-me contado por uma pessoa que não tem a menor razão para não dizer a verdade. E essa Professora tem vários colegas que o podem confirmar.

Acho que para além das actividades políticas actuais de qualquer governante, é útil aos cidadãos ter o conhecimento das actividades políticas anteriores dos candidatos a gerir cargos públicos.

Portanto neste "Post" vou continuar a descrever as informações que tenho do Sr. Valter Lemos, que sabe-se lá como e porquê , chegou a Secretário de Estado deste País.

Este senhor começou a sua vida política no CDS (Sócrates começou no PSD).
Ao que parece no tempo em que Macau ainda pertencia à Administração Portuguesa, esteve por lá em funções no Magistério (seria a Escola de Formação de Professores). Não sei se em funções de Professor se de Dirigente dessa escola. Parece que fez um péssimo trabalho por lá, e voltou "corrido" ou despedido passado dois anos. Isto contou-me a mesma "fonte" que foi sua colega na ESE de Viseu.
Em Portugal este sr. Valter Lemos candidatou-se e foi eleito vereador pelo CDS numa camâra do interior do país. Passado algum tempo (um ou dois anos) a Assembleia Municipal retirou-lhe o Mandato por ter faltado constantemente às reuniões de camâra. (Perda de Mandato).
Estes documentos da camâra sobre Perda de Mandato estão disponiveis em vários Blogues de Professores na Internet. Basta uma pequena busca para os encontrar.
Depois este sr. Valter transferiu-se de armas e bagagens para o PS.
A seguir passou alguns anos pela Escola Superior de Educação de Viseu, onde não deixou boas recordações aos colegas de trabalho. Segundo me disseram era daqueles sindicalizados que "andava a pressionar os colegas Professores a fazer greves".

Bom, foi isto que me contaram deste senhor. Acreditem se quiserem.
Eu é que não vou deixar de escrever um testemunho de uma pessoa que trabalhou na mesma instituição publica que ele.
Luis Neves

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Por um novo Ministro da Educação 12 - O Secretário Valter que não sabia escrever

Mais uma história que me contou uma Professora do Caramulo, quando fui lá no final do ano.
O nosso país é pequenino , e vão-se conhecendo as vidas dos nossos governantes.
Esta Professora esteve destacada na escola superior de educação de Viseu, até à 2 anos atrás, onde deu aulas a Professores e futuros Professores. Há alguns anos atrás teve como colega de trabalho o sr. Valter Lemos, que hoje é o Secretário de Estado da Educação.
Segundo o que me disse o senhor Valter foi trabalhar para esse Instituto Público de Ensino Superior por convite de um amigo, que o colocou lá. A opinião que ela tem desse senhor é que é um "Bronco". Segundo o que me disse, e nas palavras dela "O senhor nem sequer sabia escrever bem, tive que algumas vezes lhe ir corrigir Actas cheias de erros"!!

Claro que não sei o tipo de erros que dava o senhor Valter. ortográficos? sintaxe? gramaticais? outros? Não aprofundei a conversa. Não sei se eram muito erros. Se eram graves. Não sei se ela estava a exagerar a ignorância dele.
Mas quem chega a esta posição no Ministério da Educação, deveria ter uma melhor preparação a Português. Quem o lá pôs, deve dar pouca importância ao saber escrever.

LN

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Por um novo Ministro da Educação 11 - tirar as consequências

O meu tio é professor em Mangualde e foi votante em Socrates e no PS nas últimas legislativas. Arrependeu-se amargamente por ter votado em quem o prejudicou na sua carreira durante estes últimos 3 anos. Disse-me quando na minha viagem de Natal ao Caramulo que terá sido a sua pior escolha em democracia, que tinha sido enganado.

Ele que não é um apoiante sindical, nem é de fazer greves, no ano 2008 fez as greves todas, esteve em várias manifestações em Viseu, veio em Novembro a Lisboa à manifestação nacional, na sua escola fez todo o boicote ao processo de avaliação. Na escola dele fizeram uma moção contra o processo de avaliação e um abaixo-assinado de Professores contra a avaliação, que enviaram à ministra e ao governo.

No entanto para assinar esse documento em que se compromete contra este sistema de avaliação, disse aos seus colegas que para o assinar, pedia a todos para se comprometerem a não voltar a votar PS ou PSD, nas próximas eleições.


É mesmo assim. Não é possível voltar a deixar-se enganar outra vez. Não voltar a votar em partidos que enganam as pessoas deliberadamente em campanhas, só com ilusões.
O Socrates é o maior mentiroso entre os nossos políticos.

É preciso tirar as consequências, não deixar os mesmos a mandar, e continuar a desgovernar o país.

Luis Neves

domingo, 18 de janeiro de 2009

Por um novo Ministro da Educação 10 - Depois da avaliação

Como devem saber, o ano lectivo passado 2007/08 já foi feita uma avaliação de professores simplificada, para cerca de 10% de Professores "a Contrato" (Professores sem vínculo efectivo ao ministério da Educação). Esta avaliação foi feita pois era obrigatório para o concurso e para terem um novo contrato este ano.

Este ano no Caramulo, foi-me contado por uma Professora, que é avaliadora em simultâneo, a seguinte história de uma sua colega. A "avaliação de desempenho" naquela região do país feita aos Professores "A Contrato", atribuiu no geral, a classificação de "Bom". Foi uma regra aceite na generalidade das escolas.

Este ano lectivo a professora contratada manteve-se na escola, e chegaram duas novas professoras "contratadas" à escola que vinham da região de Trás-os-Montes. Essas Professoras vinham com uma classificação na "avaliação de desempenho" de "Excelente". A Professora procurou saber junto das novas colegas as suas actividades e que ferramentas e metodologias tinham utilizado, quis saber os resultados dos alunos, no fundo queria saber o que fizeram para obter a nota "Excelente". Depois de ter conversado com as suas colegas, e de ter observado as primeiras semanas de aulas das novas colegas, a sua conclusão foi pedir na Escola que fizessem uma reavaliação da sua "avaliação de desempenho". Ela também se acha merecedora de "Excelente". E vai fazer um recurso à sua avaliação. E com todo o direito.

A Professora que me contou isto é professora efectiva e faz avaliação de colegas da sua área disciplinar. Não sei se foi a "Avaliadora" desta professora, mas penso que não. O que a professora me disse é que essa colega era uma excelente professora e merecia sem qualquer dúvida a classificação "Excelente". Mas disse-me também que mesmo num recurso que a sua colega apresentou, ela não vai conseguir a classificação de "Excelente" porque teve uma falta injustificada. Essa professora um dia de manhã quando ía a subir a serra de carro para a escola, como a estrada tinha gelo, teve um acidente automóvel, e não conseguiu ir dar aulas.
Esta é uma das chaves para se conseguir atingir a "cota" de "Excelente", é isto simplesmente que faz a tal "Distinção" entre Professores!! o Professor não pode dar uma falta!

Devem existir centenas de casos destes nas escolas de todo o país.
Certamente devem estar a decorrer centenas de recursos das classificações atribuidas aos "professores Contratados", que se consideram injustamente avaliados. Injustiças em relação ao ano lectivo anterior, de um processo de avaliação simplificado!
Devem existir centenas de professores avaliadores a analisar recursos dos resultados de avaliação de professores, que foram avaliados em escolas e circunstancias completamente diferentes umas das outras.

É este um Processo com algum Mérito?
É este tipo de conflitos que se pretende levar para dentro das Escolas?
É neste tipo de discussões que se pretende que os orgãos directivos das Escolas se envolvam?
É com este tipo de avaliação que vão distinguir os melhores Professores?
Quem inventou este tipo de procedimentos, não percebe o absurdo que está a impôr aos Professores?

Luis Neves

sábado, 17 de janeiro de 2009

Por um Novo Ministro da Educação 9 - Vindima

Passei este Natal uns dias no Caramulo, e fui visitar umas primas afastadas perto de Tondela. Fomos recebidos de forma calorosa em familia, foi-nos posta uma mesa cheia de delicias gastronómicas. O Primo Albano serviu uma garrafa de vinho branco produzido por ele. O vinho é uma pinga, Alto lá com ela! Um vinho que é uma delicia. Um Néctar.
Sendo que o Primo e outra Prima são Professores, falaram com muito desagrado desta política da ministra da educação. Por causa das mudanças na organização do ano escolar, por estar completamente atarefado de trabalho burocrático, pelas horas em reuniões sindicais a elaborar moções contra a avaliação, o Primo este ano não teve tempo de fazer o vinho. Ou seja este ano não produziu aquele vinho óptimo.
E por isso, não vim para casa com um garrafão de um belissimo vinho branco!

foto: do Blog http://clubedevinhos.com

Maldita e teimosa esta Ministra da Educação. A senhora está a dar cabo dos Professores-Agricultores, e da produção vinicula da região do Dão.
Faça um favor vá-se embora, e deixe trabalhar os nossos Professores-Agricultores em paz, deixem-os continuar a produzir aquele branco óptimo.

LN

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Por um novo Ministro da Educação 8

Homenagem aos Professores em luta pela sua carreira e pela dignidade profissional.

Divulgação da posição de um conjunto de Presidentes de Conselhos Executivos de Escolas de todo o País, A Ler;
Documento entregue no Ministerio da Educação por 14 PCE em nome dos 139 reunidos sábado em Santarém
Principais Reivindicações das Escolas neste documento:

---- 5) ser da maior importância, para a realização de uma justa e credível avaliação do desempenho dos Professores em sede da respectiva escola, a rectificação da injustiça instalada nas escolas com o processo de concurso para Professores titulares, no qual não foi dado o primado ao mérito profissional;
----6) haver, pelo exposto e a fortiori, fundamento suficiente para reiterar a posição maioritária do Conselho de Escolas, favorável à suspensão deste processo de avaliação de desempenho.
No Blog Educação do meu Umbigo
Uma das escolas que subescreve este documento é o Agrupamento de Escolas do Caramulo – Tondela
Em especial para os Professores da Escola do Caramulo,
porque Resistir é sempre o caminho onde se pode colher os melhores frutos. E depois, é guardar esses frutos dentro do bonito espigueiro da escola.

Espigueiro no Centro da vila Caramulo

Luis Neves

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Geoge Steiner - Bons Professores

Pediram para dizer o que eu achava que era Um Bom Professor

Acho que mais e melhor que as minhas opiniões sobre o tema, que cada pessoa pode dar sobre uma profissão e o que consideramos boas práticas e bons desempenhos , é preferivel ler e ouvir quem realmente pensa e sabe do seu oficio.
Pelo que deixo aqui uma frase que encontrei de um grande professor que é muito respeitado por muitos professores. Professor George Steiner.

«Despertar noutro ser humano poderes e sonhos além dos seus; induzir nos outros um amor por aquilo que amamos; fazer do seu presente interior o seu futuro: eis uma tripla aventura como nenhuma outra.»

" A avaliação pode ser um poderoso meio de melhoria generalizada das práticas escolares e, consequentemente, das aprendizagens dos alunos. O problema é considerar-se que qualquer avaliação é, em si mesma, uma coisa boa, sem cuidar de perceber que ela não substitui o árduo e difícil trabalho pedagógico dos professores nem os esforços dos alunos para vencer problemas de aprendizagem. É preciso compreender que a avaliação, por si só, não resolve problema rigorosamente nenhum! Uma boa avaliação ajuda-nos a compreender melhor uma dada realidade e pode contribuir para a melhorar e para a transformar. Mas teremos sempre que reconhecer os seus limites e perceber a relevância da utilização que fazemos dos seus resultados. Receio que a avaliação se banalize no pior sentido e se transforme num mero procedimento de controlo burocrático-administrativo, em vez de um poderoso e exigente processo de regulação e de melhoria. E também receio que a avaliação e os avaliadores se tornem numa espécie de juízes, acima de qualquer suspeita e de qualquer escrutínio… Sem quaisquer limites."
Domingos Fernandes; Jornal "a Página" , ano 16, nº 170, Agosto/Setembro 2007, p. 35.

No Blog Matemática na Cidadela , no post "Ser Professor" da Professora Margarida Pinto Teixeira


Para quem não conhece a Editorial Gradiva tem uma coleção de livros de George Steiner. Deixo aqui três que me deixaram muito curioso na leitura deste escritor.



As Lições dos Mestres

Fundamentais no desenvolvimento da cultura ocidental, Sócrates e Jesus foram mestres carismáticos que não deixaram obra escrita nem fundaram escolas. Nas realizações dos seus discípulos, nas narrativas de paixão inspiradas pelas suas mortes, Steiner divisa as origens do vocabulário íntimo, dos reconhecimentos codificados de grande parte da nossa linguagem moral, filosófica e religiosa. Partindo de diversas tradições e campos do saber, o autor examina e desenvolve três temas subjacentes: o poder do mestre para explorar a dependência e vulnerabilidade do aluno; a ameaça de subversão e traição do mentor pelo seu pupilo; a troca recíproca de confiança e afecto, aprendizagem e instrução entre professor e discípulo.
Escrito com erudição e paixão, o presente livro é em si mesmo uma lição magistral sobre a elevada vocação e os sérios riscos que o verdadeiro professor e o verdadeiro aluno assumem e partilham.

«A necessidade de transmitir conhecimento e competências, o desejo de os adquirir são constantes da natureza humana. Mestres e discípulos, ensino e aprendizagem deverão continuar a existir enquanto existirem sociedades. A vida tal como a conhecemos não poderia passar sem eles. Contudo, há mudanças importantes em curso. […] A computação, a teoria da informação e o acesso à mesma, a ubiquidade da Internet e da rede global envolvem muito mais do que uma revolução tecnológica. Implicam transformações de consciência, de hábitos de percepção e de expressão […] O impacto sobre o processo de aprendizagem é já capital. […] [Contudo] a aura carismática do professor inspirado, o romance da persona no acto pedagógico perdurarão certamente […] a sede de conhecimento, a necessidade profunda de compreender, estão inscritas no melhor dos homens e das mulheres. Tal como a vocação do professor. Não há ofício mais privilegiado.»


Os livros que não escrevi

Os temas tratados variam substancialmente e desafiam tabus convencionais: a experiência do sexo em línguas diferentes, as reivindicações do sionismo, um amor mais intenso pelos animais do que pelos seres humanos, o privilégio dispendioso do exílio, a teologia do vazio. Com uma honestidade desarmante, Steiner passa além da sua enorme erudição e da racionalidade pela racionalidade para nos mostrar «unicórnios no jardim da razão».

Uma percepção unificadora subjaz a diversidade de Os Livros Que Não Escrevi. O melhor que temos ou podemos produzir é apenas a ponta do icebergue. Por detrás de cada bom livro, como que recortado numa sombra iluminada, encontra-se o livro que ficou por escrever, aquele que teria fracassado melhor.

Provas e três parabolas
Um meticuloso revisor de provas italiano, membro do Partido Comunista, vê-se confrontado com duas crises simultâneas na sua vida: a perda da visão e a desintegração do comunismo na Europa de Leste. Estudiosos do Talmude discutem a reacção de Abraão ao pedido feito por Deus, de sacrifício do filho Isaac. Uma personagem selecciona momentos fulcrais da tradição cultural ocidental.
Neste conjunto de narrativas breves, George Steiner aborda temas que lhe são caros: o conflito entre possíveis sistemas de crença, a intensidade de pensamento e linguagem, a justiça humana posterior à queda de regimes despóticos. No final, deixa os leitores com um gesto de esperança
LN

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Por um novo Ministro da Educação 7 - Sondagens a Professores

Recebi este e-mail de um professor.
É uma carta de um militante do partido socialista desde 1989. Professor. Envergonhado por ter votado neste partido em 2005.

Caros colegas,
Sou militante do PS desde 1989 e estive ontem na sede do PS, Largo do Rato. Não tive a oportunidade de intervenção porque houve bastante participação. Inscrevi-me, mas confesso que abdiquei da minha intervenção pois iria repetir-me. Em resumo: insistência e muita propaganda para validar o modelo a qualquer custo. A divisão da carreira é para continuar, sendo que foi demonstrado cabalmente que não corresponde ao mérito mas sim a redução de custos e que mais de 2/3 dos professores jamais a atingem. Quero deixar a mensagem que só muito poucos é que tiveram a coragem de dizer as verdades. Enfim, a pressão é muita e o satus presente não permitiu que todos nos sentissemos "livres". Porque sou socialista, porque acredito num verdadeiro PS e não neste, porque quero e luto por um PS mais justo, mais digno, mais fraterno... irei fazer greve assim como muito dos colegas presentes. Quero ainda dizer-vos: Este PS está aflito. Vai recorrer a tudo o que puder para levar por diante toda esta maquinação. Dizem que não podem perder a face. Nós professores também não! Se ganharmos agora, ganhamos todos! Se perdermos neste momento, jamais nos levantaremos! O PS de Sócrates e não dos socialistas tudo irá fazer para nos vergar. Isto é uma certeza. Cabe-nos a nós resistir, porque resistir é vencer! Aguardo melhores dias para o meu verdadeiro PS.

PS: Foi dito por um colega que neste momento o PS já tinha perdido a maioria e que se arriscava mesmo a perder as eleições com esta luta contra os professores. Este PS não está mesmo preocupado... e todos nós julgamos saber porquê. Quem vier a seguir que feche a porta, pois estes já têm lugar de estadia e vôo marcado para destinos definidos e bem remunerados.

Professor socialista que não vota neste PS.
30 de Novembro de 2008 17:58

A propósito

A indiferença
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso,~
também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

Bertolt Brecht
Por isso amanhã: faço greve

Luis Neves

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Por um novo ministro da Educação 6 - Tocante

" Os candidatos à presidência dos EUA exibem pulseiras de soldados que morreram pelo país. Em Portugal, os senhores que nos tutelam exibem epístolas de crianças que tencionam viver pelo PS. Pelo menos no caso da Dra. Maria de Lurdes Rodrigues, que num 'perfil' do Público escolheu um "bom momento" da sua governação:
"Uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa (...) e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS'. É tocante."
Tocante é favor. Numa época em que os cidadãos descrêem dos políticos sob o popular pretexto de que "eles" não dão nada a ninguém, é agradável constatar que ainda há formas de reverter a descrença. O Governo usa o Magalhães para motivar os petizes como o major Valentim espalhava torradeiras pelos graúdos. Mas a idade é um estado de espírito: o partido que me oferecer um jipe da Lexus pode contar com a minha militância cega - e desde pequenino. "

Alberto Gonçalves , D.N. 30 Novembro

Para quem gosta desta ministra, mais palavras para quê.

LN

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Por Um Novo Ministro da Educação 5 - Einstein dixet

para ministra da educação, espero que por pouco tempo

"Há que conceder aos professores a maior das liberdades no que respeita aos conteúdos a ensinar, assim como aos métodos a utilizar. Pois é verdade que também para estes o prazer na execução do seu trabalho pode ser aniquilado pela força ou pela pressão exterior”.


Albert Einstein
LN

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Pelos Professores !! WAR



Bruce Springsteen-War


War
What is it good for ?
Absolutely nothing !
War
What is it good for ?
Absolutely nothing !

War is something that I despise
For it means destruction
of innocent lives
For it means tears in
thousands of mothers'
eyes
When their sons go
out to fight to give
their lives

War
What is it good for ?
Absolutely nothing !
Say it again
War
What is it good for ?
Absolutely nothing !

War
It's nothing but a heartbreaker
War
Friend only to the undertaker
War is the enemy of all mankind
The thought of war blows my mind
Handed down from
generation to generation
Induction destruction
Who wants to die

War
What is it good for ?
Absolutely nothing !
Say it again
War
What is it good for ?
Absolutely nothing !

War has shattered many
young men's dreams
Made them disabled
bitter and meanLife
is too precious to be
fighting wars
each day
War can't give life
it can only take it
away

War
It's nothing but a heartbreaker
War
Friend only to the undertaker
Peace love and understanding
There must be some
place for these
things today
They say we must fight to
keep our freedom
But Lord there's gotta
be a better way
That's better than
War

War
What is it good for ?
Absolutely nothing !
Say it again
War
What is it good for ?
Absolutely nothing !

No Blog Eduquês , uma petição por uma outra política na educação!!!

É Urgente !!!

PETIÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

LN

domingo, 23 de novembro de 2008

Não há Minas de Ouro

A propósito de um comentário a um texto que escrevi sobre a avaliação de Professores, uma pessoa veio lembrar que o País já não tem Minas de Ouro para poder pagar tanto dinheiro aos seus Professores.

Não percebo muito de Economia, mas esse argumento contabilistico tem de ser sempre muito ponderado, mas admito que deve ser verdadeiro. É preciso saber quanto dinheiro o País está disposto a gastar para ter um Sistema Público de Educação com qualidade.

Na minha opinião esse dinheiro tem que ser encarado como um investimento na soberania do país. Mais do que termos um país que se defende com cidadãos armados com tanques , submarinos, frotas aviões bombardeiros, do tipo "Top Gun", o país precisa de jovens com uma Boa Educação, Só assim se defende a identidade de um povo.

Não se pode é andar a fazer como esta ministra e o governo, andam a mentir despodoradamente , dizem que estas medidas vão melhorar a escola, e que visam a melhoria dos indicadores estatísticos.

As estatísticas não vão significar nada se a realidades do ensino nas escolas são totalmente diferentes! Para muito Pior! Com Professores muito Piores! Com Professores muito pouco motivados, e que não conseguem fazer a sua função de educar.
A sua função não é assistente social, nem Psicólogo.

Que me serve a mim ter baixo indice de abandono escolar no ensino básico (até ao 9º ano), se a grande maioria dos alunos estão a utilizar a escola como sala de convivio , não aprendem nada, e chegam ao final sem nada saber?

Estas políticas só estão a levar à desqualificação da Escola Pública!!

Jornal de Nisa: Mina de ouro no Alentejo inicia actividade em 2009



Ver notícia no Jornal de Nisa

Podia responder ao argumento de o País não ter não ter Minas de Ouro de forma demagógica, e dizer:

- Pois não , não temos ouro para isso, Mas para ter que tapar os buracos dos Bancos que estão na falência , para provavelmente tentar salvar as duas empresas de fabricação de automóveis que estão em dificuldades, para esses já os nossos governantes sabem muito bem onde ir buscar o nosso dinheirinho. E não piam. É pagar o cheque , e de cócoras pedir , não se vão enbora, por favor.



LN

sábado, 22 de novembro de 2008

Protesto Legítimo (no Blog Educação do meu Umbigo)

Carlos Sêco

Aprovado com distinção! Tem toda a razão, esta ministra não tem já nada para dizer. Nem para dar ao nosso País.
Falam, Falam, Falam e a gente não os vê fazer nada!
Sra Ministra, Vá mas é trabalhar para o ISCTE , que é o sítio de onde não devia ter saído nunca. Vá dar aulas. Espero que no ISCTE haja pelo menos 5% de aulas assistidas. Eu tenho a impressão que são 0%.
Que vá mas é Trabalhar , que seja avaliada pelos alunos dela , e que os jornalistas seus amiguinhos admiradores do seu carácter Autoritarista e Autista depois, de forma transparente, nos mostrem os seus resultados como Professora.
Cruzes Credo , se podemos falar de Professora de uma pessoa tão mesquinha. Com tanta Soberba. Mete Dó ter o Ministério da Educação do meu País entregue a gente tão incapaz.
Fazer Política desta maneira, fechada no seu gabinete , e mandar num Primeiro-Ministro Imaturo e com Medo de cair no ridiculo que ele é, Isso sim, é fácil.
É péssimo para o País.
Não ande a estragar e a destruir o trabalho dos Professores e das Escolas.
De pessoas iluminadas , e providenciais, está o inferno cheio.
O País já não precisa de sí, nem deste primeiro ministro. Para nada!
Pior que isto nunca houve em democracia!
LN

Alexandre O'Neill - O Poema ("o medo vai ter heróis!" )

O poema

pouco original do medo
O medo vai ter tudo
pernas ambulâncias
e o luxo blindado de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vaiter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
ótimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis(o medo vai ter heróis!) [ digo eu; Maria de Lurdes Rodrigues]
costureiras reais e irreais
operários(assim assim)
escriturários(muitos)
intelectuais(o que se sabe)
a tua voz
talvez
talvez a minha
com a certeza a deles
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
Ah o medo
vai ter tudo
tudo(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamenteo que o medo quer)
O medo vai
ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos

Alexandre O'Neill