quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Subcave inferior

um patrónimo, um nome, simplesmente

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Descriminação fonética

o burro zurra e o cavalo relincha

Consumismo desenfreado



Postal electrónico de Natal realizado no âmbito da cadeira de Projecto II, do curso Design da Universidade de Aveiro. Este postal visa os problemas do excesso de consumo que se vão apoderando desenfreadamente da nossa sociedade, tendo por base o conceito de "prosumer".


No Blog De Rerum Natura

LN

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cântico de natal com o coro original

muu renhaunhau muu oinc cocorococó oinc cocorocó oin in oin hi

Verónica Ferriani

Desse fruto
(Edvaldo Santana)

Tem gente por aí vivendo que nem bicho
Foçando comida na lata do lixo
Irmã gémea da loucura
Dos gritos na noite escura
É gente dormindo debaixo do viaduto
E comendo a parte mais podre do fruto
É gente que nem parece que é gente
Mas que a gente sabe que é gente

Também tem gente por aí vivendo que nem gente
Guardando o seu ouro a unha e dente
Trancando as portas sem saber que na rua
Sangra exposta a ferida sua
É gente engordando por cima do fruto
E atirando a parte mais podre no lixo
No lixo
É gente que até parece que é gente
Mas que a gente sabe que é bicho

“Desse fruto” – Verónica Ferriani
(Edvaldo Santana)



No Blog Cantigueiro , 25/Dezembro 2009
LN

domingo, 27 de dezembro de 2009

sábado, 26 de dezembro de 2009

Poema - Divisão inteira

Divisão inteira

Sabes,
não sou só esta
não sou só esta assim
não sou só esta assim como se não houvesse mais nenhuma
Sabes,
aqui dentro
aqui dentro de mim
aqui dentro de mim há mais uma
ou mais
ou menos.
Vírgula.
Reparto-me, parto-me, quebro-me
divido-me,
multiplico-me, adiciono-me
mesmo quando penso ser inteira
o todo, o tudo
como se não ser
fosse um mal
doença grave
espécie de enfermidade decimal.(Terminal?)
Contudo, sabes,
não sei viver sem operações cirúrgicas
precisas
divisões sucessivas
quase infinitas
nunca encontrando coisa irredutível
que me seja igual.

Tereza Martinho Marques
No Blog Sabor de Palavra
LN

Verbalizar a oferenda de natal: incensar

v.t. agitar o incensório diante do altar, diante de alguém

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Poema - Carta

CARTA

Querido Pai Natal
dá-me um regador
dá-me umas asas de borboleta
de beija-flor, de colibri
dá-me um vestido
de framboesa
uns sapatinhos de fada-princesa
que eu portei-me bem
e nunca mereci nem meio castigo.

Prometo ir contigo
pelo céu fora
semear luz em qualquer lugar
a qualquer hora
a ver se consigo
que algumas raízes se despeçam do chão
e descubram uns pés para dançar.

Querido Pai Natal
dá-me mais um sonho
só um sonho mais
que eu gosto de ter a gaveta cheia
para nunca faltar
nem um sonho que seja
que me levante e empurre
(mesmo que eu não queira)
e me leve inteira
de mão dada com ele
a navegar...


Tereza Martinho Marques

http://tempodeteia.blogspot.com
LN

Verbalizar a oferenda de natal: mirrar

v int mirrar [mi'rar] tornar-se seco e murchar

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um pensamento de natal

é bicudo seleccionar o superior enxameamento para a azevia

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A boa nova

aluviada de doçura e canilha

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vislumbre popular da queda

oooooooooooo ______________ oooooooooooooo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Labirintos em palavras simples

orde m
to
rr
adei ra
lu a

Palhaço - crónica de Mário Crespo

Crónicas do Jornal de Noticias

O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.
Mário Crespo

LN

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A letra g atrevida a quinhentos e quarenta e cinco pontos percentuais

g

Cartas ao PAI NATAL 4

Carta ao Pai Natal de Manuel Alegre

Pai natal quando voares nos céus da minha Pátria
Quando aterrares as renas nas planícies do meu País
Lembra-te desta carta, pedido singelo
De um homem que só para a Pátria pede
Para si... Nada quis.
Se o nevoeiro que levou D. Sebastião
Te fizer perder o rumo e baralhar o norte
Segue o cheiro a verde pinho
Ouve a minha trova no vento que passa
E chegarás às chaminés do meu país
Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte.
Numa das chaminés de Lisboa
Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição
Que o teu trenó sobre ela paire.

Assinado: Manuel Alegre


LN

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Poema com rastro de estrelas

Projecto para viver no ano 2020

..................................................................................................................ver

.........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ouvir

...............................................................................................................................tactear

cheirar

........................................................................................................................................................................................................................saborear

......................................................................................saber

.......................................................................................................................................................................................penetrar

...............................................................................................................................................amar

Cartas ao PAI NATAL 3

Carta ao Pai Natal de Anibal Cavaco Silva

Excelentíssimo Senhor Doutor Pai Natal
Venho por esta via pedir para a minha Maria
O Kama Sutra, versão condensada
Não sei se a minha Maria teria
Para a versão completa e ilustrada
Suficiente pedalada.
Eu para mim
Por ora nada peço
E de momento nada digo
Não abdico do meu direito de manter o suspense
E de fazer tabu do meu posterior pedido.
Mas.... E só isto adianto
Não preciso de Viagra
Para acompanhar a minha Maria na leitura
Do acima citado livro
Que teso e hirto ando eu sempre
Não precisando por isso de muleta
Ou qualquer outro suplemento
Para manter a rigidez
E o meu porte sobranceiro.
Despeço-me atentamente economizando palavras
Porque como vossa Excelência sabe:
Os tempos são de crise e tempo é dinheiro.

Assina o Professor Doutor:
Cavaco Silva

LN

domingo, 13 de dezembro de 2009

Chapéus sem vo(ul)ga(r)i(dade)s

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Cartas ao PAI NATAL 2


Carta ao Pai Natal de Francisco Louçã

Isto não é uma carta!
É um manifesto. Um protesto. Uma petição
Assinada por dezenas de intelectuais
E outras pessoas que jamais
Se reviram numa festa
Bacanal
Orgia de oferendas
Dadas sem qualquer critério
E que perpetuam uma tradição
Caduca. Reaccionária. Clerical.
Que tu representas oh pai do natal.
Com esta petição pretendemos
Que a data seja referendada
Não imposta, decretada
Por um estado economicista e liberal
E que seja celebrada quando um homem quiser
Não à roda da mesa. Consoada.
Mas num portuguesíssimo arraial.

Assina: Francisco Louça


LN

sábado, 12 de dezembro de 2009

Poema de José Luis Peixoto

Explicação da Eternidade

Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.

os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

José Luís Peixoto.

NO BLOG WebClub

LN

Qualquer dúvida, por favor não hesite em contactar

os zeros da Função Zeta de Riemann no plano complexo que têm parte real entre 0 e 1 estão sobre a reta Re(z)=1/2

Cartas ao PAI NATAL 1

Carta ao Pai Natal de Jerónimo de Sousa

Camarada
Tu que és explorado pela entidade patronal
Durante a época do Natal
Usado como símbolo do capitalismo
Para fomentar o consumismo
Desenfreado, descontrolado
Que enriquece a burguesia
E empobrece o proletariado
Junta-te a nós no combate
Contra a guerra no Iraque
Oferece Che Guevara's não ofereças Action Man's
Luta pela igualdade feminina
Não dês Barbies mas Matrioshkas
Educa as crianças de hoje
Comunistas amanhã
Substitui o Harry Potter pelo livro "O Capital".
Camarada
Reivindica o teu direito a um transporte decente
Pára o trenó e as renas
Que não é veículo de gente operária e trabalhadora
Como tu oh pai natal!
Unidos venceremos o imperialismo e os reaccionários
Viva o Natal dos oprimidos
Viva o Natal dos operários!

Assinado pelo candidato: Jerónimo de Sousa
(Carta aprovada por unanimidade e braço no ar pelo Comité Central do PCP)

LN

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

do dia

Um homem passa pela porta do plenário da Assembleia da República e
ouve uma gritaria que saía de dentro

"Filho da Puta, Ladrão, Salafrário, Assassino, Traficante, Mentiroso,
Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Trafulha, Preguiçoso de Merda,
Vendido, Usurário, Foragido à Justiça, Oportunista, Engana Incautos,
Assaltante do Povo...

Assustado, o homem pergunta ao segurança parado na porta:


"O que esta acontecendo ai dentro? Estão brigando?!


"Não", responde o segurança. "Para mim estão fazendo a chamada para
saber se falta alguém".

LN

Novo Vocabulário

VARAPÉDIA

Assalto à Vara - Assalto de fato e gravata

Varómetro - Medidor de corrupção

Varapau - A vara que julga o Vara

Varapau de corrida - Carapau corrupto

Vara verde - Corrupto inexperiente

Varamento - Acto de bater em corruptos

Varação - Encalhar a corrupção na PGR

Varar um barco - Encher o barco de corruptos

Vara de porcos - Partido Socialista

Vardade - Mentira


LN

O salto com vara

é uma das provas mais difíceis pois o material utilizado é muito caro, pior que isso, dificílimo de ser conseguido, inclusive nas quantidades necessárias, além da própria complexidade do salto em si.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

De costas voltadas

qqqqqqqqqqqqqqqqqpppppppppppppppppppppp

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A banana e a salsicha (versão miúda)

a banana é uma coisa muito parecida com uma salsicha só que da salsicha come-se a casca

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cimeira de Copenhaga 2


"Hoje, 56 jornais em 44 países dão o passo inédito de falar a uma só voz através de um editorial comum [sobre Copenhaga]. Fazemo-lo porque a Humanidade enfrenta uma terrível emergência. "

Editorial
14 dias que vão definir a opinião da História sobre uma geração


Esqueceram-se de convidar o Nosso Blog para publicar este editorial sobre a Cimeira de Copenhaga!...
Mas não faz mal , que "nós" associamo-nos a este movimento de jornais e públicamos o Link para este Editorial.
Para ler, basta clicar em cima do "Editorial"
LN

Assonância em p

a pila do Papa é pálida e pesada

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cimeira de Copenhaga 1

Gancho de Direita do vereador do PS no GNR

NOTICIAS DE ODIVELAS

VEREADOR DA CAMARA DE ODIVELAS EMBRIAGADO AGRIDE GNR:Público

Autarca de Odivelas: Hugo Martins (Correio da Manhã)

"O beberrão"

VEREADOR SOVA QUATRO MILITARES : Correio da Manhã



Há valente!!! Quem não gostaria de dar um murro num GNR que nos está a passar uma multa...
Poing!!! como o Asterix e o Obélix faziam com os Gauleses...

PS: O Punho fechado do PS em Acção.

LN

Viscosidade do piche

é tocante que o piche apresente fluidez a temperatura ambiente

Um amontoado de hífenes

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Psicologia da mentira

comummente de determinar se uma mentira é verosímil

sábado, 5 de dezembro de 2009

Corredor longo com mesa a meio

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Como é que faz a couve-flor?

o mesmo que o brócolo mas mais alvo

1000 - Milésimo POST do Sobretudo & Parca de Verão

E hoje é dia de 1000 ... MIL , chegamos aos 1000!!!
Parece impossivel mas já fizemos 1000 Post aqui no Blog Sobretudo & Parca
É de ficar sem palavras depois de tanto Post...
É claro que o Asdrubal ainda não escreve muito, porque só escreve uma frase de cada vez, e muitas vezes numa linguagem muito própria e dificil de decifrar... acho que há ali algum código dentro das frases que o Asdrúbal mete no Blog... Enfim um estilo muito próprio....
Eu tento colocar aqui no Blog algumas coisas que encontro noutros Blogues que gosto muito. E acho que o melhor que se encontra aqui no Blog são esses retalhos dos outros Blogues que eu trago para os mostrar aqui.
Por isso a melhor forma de comemorar o Post número 1000 do Blog é homenagear esses Blogues que têm alimentado e ajudado a que este Blog tenha textos de opinião , poesia , noticias , imagens, que têm uma qualidade muito grande.
A melhor forma de os homenagear é roubar mais uma vez as vossas "coisas boas" e dizer que nós somos grandes admiradores dos vossos Blogues. (E também sou 1 ladrão descarado).


WEBCLUB (da wind)

"...Tudo no mundo
nasceu com um sim.
Uma molécula disse sim a outra molécula
e nasceu a vida...."

Clarice Lispector
2 Dezembro 2009

CANTIGUEIRO (do Samuel)
Há "males" que vêm por bem
Os “homossexuais nunca entrarão no reino dos céus”! Pelo menos é o que afirma o cardeal Javier Lozano Barragan, ex-presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde. Também afirma que “a SIDA é uma patologia do espírito”… entre outras afirmações.
Para uma boa parte dos homossexuais, assim como para a grande maioria dos habitantes do planeta, ser “proibido” de ir para o paraíso dos católicos é tão grave como ser impedido de caçar gambozinos, ou exercer qualquer outra actividade igualmente fantástica. Mesmo assim, nunca é um espectáculo bonito ver estes “seres” que misteriosamente a Igreja Católica escolhe para seus dirigentes, comportarem-se desta maneira abjecta para com os seus semelhantes.
Passado o primeiro choque, a primeira irritação, a ofensa da discriminação e do estigma, a verdade é que os homossexuais, mesmo os católicos, devem ficar satisfeitos. Pelo menos, muitos dos homossexuais que conheço, que ao longo de séculos têm dado à humanidade algumas das coisas mais belas do seu património e mesmo os outros, que anonimamente, apenas tentam ser felizes, não merecem realmente ir para um “paraíso” onde se arriscariam, diariamente, a ter encontros com bestas do calibre deste cardeal Javier Lozano Barragan.
Parafraseando um certo partido português, “Sim, outro paraíso é possível!”

4 Dezembro 2009

De RERUM NATURA (Carlos Fiolhais e outros)
INOVAÇÃO
Há palavras tão gastas que perdem o seu significado. Uma delas é inovação. Parece que basta mudar para progredir. Mas há mudanças boas e mudanças más. Ou será que todas as inovações são boas?
Ontem à tarde estive numa reunião de discussão de programas de ensino. Um dos oradores explicava as suas ideias e repetia de minuto a minuto: «é um programa diferente», «é um programa inovador», «é um programa diferente», «é um programa inovador», «é diferente», «é inovador»...
Disse-o tantas vezes que um dos professores na sala o interrompeu e perguntou «Já percebemos que é diferente. Mas é melhor?» O orador ficou encavacado. Encavacadíssimo. Como se nunca tivesse pensado nesse problema insólito. Balbuciou umas justificações e passou à frente.
Hoje de manhã passei pela Rotunda da Boavista, no Porto, e fui surpreendido com um anúncio de uma escola de línguas. Uma larga faixa estendida no edifício afirmava, orgulhosa: «Aqui não há computadores»!
Curioso! Como se pode ter orgulho em não seguir a moda das novas tecnologias?! Lembrei-me de um laboratório de línguas que existiu durante uns tempos no meu liceu. Tínhamos de falar para um gravador, com uns auscultadores na cabeça, e ouvir a nossa própria voz, para depois corrigir a pronúncia. Na altura aprendia-se francês.
Foi um fracasso, porque se exagerou. Ninguém tinha paciência para ficar muito tempo sozinho às voltas com uns auscultadores e uns microfones. Ao fim de pouco tempo regressámos por completo ao ensino presencial, com uma professora, com diálogos, com leituras, com ditados, com redacções.
Está-se hoje a passar por uma fase semelhante. Há vantagens imensas no uso dos computadores, mas as novas tecnologias têm um papel que não deve ser exagerado. O filósofo pós-moderno Lyotard afirmou, triunfante, que os computadores iam acabar com o trabalho dos professores. Alguns filósofos, sobretudo dessa corrente delirantemente desligada do mundo, dizem qualquer coisa para serem inovadores. Felizmente, a realidade desmente-os. E na Boavista há uma escola que está orgulhosa de ter professores. Daqueles vivos, de carne e osso.
Encontrei depois um amigo e conversámos um pouco. Lembrei-me de um dos segredos da Nokia: os transformadores têm quase todos a mesma saída, de forma que um carregador de um telemóvel serve em outro da mesma marca. É uma ideia positiva. Inovar nos carregadores de telemóvel de cada vez que sai um modelo novo é um hábito desagradável de outros fabricantes.
Mas o meu amigo é filósofo. Retorquiu-me: «Sabes... quando a Nokia decide não inovar, está a ser inovadora.»
Palavras, palavras, palavras!"

Nuno Crato (in Expresso Online, adaptado pelo autor)
1 Dezembro 2009

TEMPO de TEIA ( 3za)
OH tempo!...
... não olhes assim para mim que até parece que me vais devorar!
Como? Não és o tempo?
(Desculpa... assim à distância parecia...)
28 Novembro 2009

O CHEIRO DA ILHA (da Maria)
Porque gosto tanto...





26 Novembro 2009

NADIR (Nadir)
Américo Rodrigues - Presépios






Porque é Natal...
3 Dezembro 2009

Obrigado a todos estes Blogueres Portugueses, e que às vezes faço meus convidados participantes sem eles saberem...

Luis Neves

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Torradas , Atmosfera da Terra

Fotografias no ionline - iFotogaleria

A obra é do artista alemão Arne Felix Magold e está exposta em Hamburgo, Alemanha. O olho que se vê na fotografia é feito com 612 torradas
Christian Chariisius/Reuters

A equipa de astronautas conseguiu fotografar a fina linha da atmosfera do planeta Terra enquanto estava estacionada na Estação Espacial Internacional
NASA
LN

I'm sorry


Noticia sobre Cimeira de Copenhaga - Greenpeace

"Desculpem. Podíamos ter travado a catastrófica mudança do clima... Não o fizemos". Se a cimeira de Copenhaga não produzir resultados concretos, é isto que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dirá daqui a 10 anos. O alerta é mundial, a campanha é da Greenpeace.
A organização ambiental criou painéis com rostos envelhecidos de vários líderes mundiais a lamentarem não terem agido a favor do planeta.
LN

Taxa de Desemprego nos dois digitos

10,2% Taxa de desemprego Portugal, Outubro de 2009, dados do EuroStat

Desemprego explode e abre nova batalha política
Jornal i, 2 Dezembro

Desemprego acima dos 10% atinge 561 mil pessoas
DN. 2 Dezembro

Desemprego já ultrapassou barreira dos 10 por cento
Publico, 2 Dezembro

10,2% sem trabalho
Correio da Manhã, 2 Dezembro

Conjuntura: PCP acredita que Parlamento pode aprovar alargamento do acesso ao subsídio de desemprego
Expresso online

LN

A orelha de Van Gogh

não tricofitia trebelhos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

The Fun Theory

Vi no Blog De Rerum Natura
e achei muito giro



ver mais no site http://www.thefuntheory.com

LN

Livros da festa da Gulbenkian

Na Feira de Livros da Gulbenkian , encontrei este livro de Matemática , que é enorme, com mais de 800 páginas, e é sobre um Teorema da Matemática (Teorema de Godel). Achei curioso uma edição de um tema tão tecnico, só para matemáticos com grande espirito de sacrificio. Não sei se conseguiria ler um calhamaço tão complexo.
O Preço já com desconto de feira, está pelos vinte e poucos euros.
site do Prof MS Lourenço

Trinta e dois anos depois da primeira edição,a Fundação Gulbenkian reedita a colecção de trabalhos de Kurt Gödel, o matemático austro-húngaro que demonstrou a incompletude da Aritmética,mas também a Consistência da Hipótese do Contínuo e do Axioma da Escolha. Utilizando o raciocínio matemático para explorar o próprio
raciocínio matemático, o Teorema teve grande impacto nos anos 30 e 40, face a uma época marcada pelo triunfo da razão e primazia das certezas matemáticas.
A linguagem estritamente numérica, da demonstração e da lógica matemática, já absorvidas pela nossa cultura, mas relembradas com as comemorações internacionais do centenário de Gödel (2006), são actualizadas nesta segunda edição. Tal como a
primeira, esta edição foi preparada por Manuel Lourenço, que lhe acrescenta o Ensaio de 1958, respeitante à teoria clássica dos números. Manuel Lourenço foi professor catedrático do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, após licenciar-se em 1963, realizou a pós-graduação em Oxford, sob a
orientação de Sir Michael Dummett, período em que preparou a primeira edição desta antologia.
na Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian

LN

Tudo em pe

a paz, o pão, a pila do Papa

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Antes herege que herbívoro"

o hebreu come alheiras com hormonas

domingo, 29 de novembro de 2009

Indelével

é possível e não é possível pôr-se uma pedra sobre as coisas

sábado, 28 de novembro de 2009

Mui bem-nascido refego

as palavras que usamos têm a idade que aparentam

Banco Alimentar contra a fome - 28 e 29 Novembro


Banco Alimentar recolhe alimentos nos supermercados no fim-de-semana

O Banco Alimentar Contra a Fome organiza sábado e domingo uma nova campanha de recolha de alimentos em supermercados de 17 regiões do país, na maior acção de voluntariado organizada em Portugal.

Em 17 regiões do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Beja, Aveiro, Abrantes, São Miguel, Setúbal, Cova da Beira, Leiria, Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu e Viana do Castelo), cerca de 25 mil voluntários vão estar à porta dos estabelecimentos comerciais a convidar os portugueses a doarem as suas contribuições em alimentos.

Segundo o Banco Alimentar Contra a Fome, leite, atum, conservas, azeite, açúcar, farinha, bolachas, massas e óleos são os produtos que devem ser privilegiados.

Os produtos recolhidos na campanha, ainda com recurso ao voluntariado, serão distribuídos de imediato localmente a pessoas com carências comprovadas através de mais de 1650 Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas e acompanhadas ao longo de todo o ano pelos bancos alimentares.

Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, disse à Agência Lusa que os alimentos que vão ser recolhidos na campanha vão complementar as recolhas feitas diariamente.

Além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem diariamente excedentes doados pela indústria agro-alimentar, agricultores, cadeias de distribuição e operadores dos mercados abastecedores.

Desta forma, são recuperados produtos alimentares que, de outro modo, teriam como destino provável a destruição, sendo estes excedentes recolhidos localmente e a nível nacional, de acordo com o Banco Alimentar Contra a Fome.

"Queremos que os alimentos sejam um meio para que as pessoas dêem uma volta à sua vida e possam reencontrar a dignidade e, no caso dos idosos, que possam minorar as suas carências alimentares", sublinhou Isabel Jonet.

De acordo com o Banco Alimentar Contra a Fome, na campanha de Maio foram recolhidos um total de 1935 toneladas de géneros alimentares em 1219 superfícies comerciais.

No ano passado, os 14 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 17 500 toneladas de alimentos, equivalente a um valor global estimado superior a 27 352 milhões de euros).

O primeiro Banco Alimentar nasceu em 1992 e actualmente estão em actividade 17, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com o objectivo comum de ajudar as pessoas carenciadas, pela doação e partilha.


ESTE BANCO É QUE SE TEM QUE AJUDAR - é um trabalho fantástico!!!
LN

Fessta de Livros na Gulbenkian



Festa dos livros Gulbenkian 2009
Livro do dia na Festa dos livros Gulbenkian 2009

:) ;) :") :]

LN

Mentir e faltar à verdade

Mentir e faltar à verdade , Fernando Madrinha, Expresso, 21 Novembro 2008

" A palavra do ministro das Finanças é metade da credibilidade de um Governo. E se falha uma vez nunca mais se recupera. Para deixar a sua palavra em xeque, o ministro das Finanças não precisa de mentir. Basta que dê respostas viciadas como as que os ministros 'políticos' dão no Parlamento, ou em conversas com jornalistas.

Teixeira dos Santos ganhou a confiança do país, não só pelos resultados obtidos no combate ao défice, mas por parecer um ministro diferente.

Sempre falou claro e, aparentemente, com a intenção de esclarecer, sem truques nem malabarismos para iludir o povo ignaro que não domina o 'economês'. Sempre se apresentou com a atitude simples de um técnico seguro, antivedeta e anti-herói por natureza, cujos principais méritos políticos eram a humildade e o bom senso, valores que os políticos politiqueiros desprezam. O país olhava-o como uma pessoa de confiança e bem intencionada. Foi por isso que, apesar do desastroso balanço do seu mandato, culpou a crise e desculpou o ministro, encarando com naturalidade e agrado a sua permanência no segundo Governo de José Sócrates.

Teixeira dos Santos pode dizer que nunca mentiu a propósito do orçamento rectificativo. O que afirmou repetidas vezes foi apenas que a despesa estava controlada, pelo que não via necessidade de um orçamento suplementar - mesmo quando muitos economistas já falavam de um défice de oito por cento ou mais. Só que esta sua resposta, não sendo uma mentira declarada, era, como agora se percebeu, um manto diáfano para esconder a verdade. E é assim que, de um dia para o outro e pela boca do mesmo ministro das Finanças, o orçamento rectificativo passa de perfeitamente desnecessário a absolutamente indispensável.

O que fez Teixeira dos Santos, ou o que se prestou a fazer, foi omitir e adiar as más notícias sobre a situação real das finanças públicas com deliberada intenção e propósito eleitoralista. Não mentiu, mas também não disse a verdade. E, só por isso, o Governo, com menos de um mês de exercício, acaba de perder o ministro das Finanças, isto é, metade da sua credibilidade.
"

"Quarenta anos bastam
O Governo e os economistas dizem que teremos mais um ano de desemprego galopante, se tudo correr pelo melhor. E correrá? Ninguém o pode garantir. A prometida reforma do capitalismo foi mero desabafo num momento de aflição e o sistema continua a funcionar praticamente nos moldes em que funcionava antes, com o capital financeiro livre para os mesmos vícios e desmandos que quase levaram o mundo à ruína.

Acresce, no caso português, um Estado pedinte e apertado pelo défice, além de empresas que foram muito rápidas no despedimento ao primeiro sinal de crise, mas que só voltarão a contratar quando a retoma estiver segura. Assim, dezenas de milhares de jovens à procura do primeiro emprego continuarão sem o encontrar em 2010. Isto enquanto trabalhadores mais velhos ainda activos sentem o posto de trabalho como uma canga, após 40 ou mais anos de labuta, e de bom grado dariam lugar aos jovens.

O aumento da esperança média de vida, conjugado com a diminuição da natalidade e a consequente redução das contribuições para a Segurança Social, força os Estados a retardarem cada vez mais a idade da reforma. Parece não haver alternativa. Mas quem trabalha desde os 15/16 anos e desconta para a reforma há mais de 40 não devia ser obrigado a esperar pelos 65 para ter direito à pensão por inteiro. Enfrenta uma situação de injustiça relativa perante os restantes cidadãos, visto que precisa de trabalhar mais anos para obter o mesmo direito. E ocupa, em muitos casos com duvidosa produtividade, postos de trabalho que estariam mais bem entregues a jovens que por eles anseiam.

Este tema do direito à reforma por inteiro após 40 anos de descontos anda na agenda política desde que o Bloco de Esquerda o introduziu, na anterior legislatura. O PCP retoma-o agora com outra iniciativa legislativa. Representa com certeza algum custo para o Estado, mas deve merecer uma atenção especial do Governo e dos partidos. Já porque abre espaço ao emprego para jovens e outros desempregados, já porque não é justo roubar-se o direito à velhice a quem, há muitos anos, a pobreza roubou o direito à juventude. "

"Corrupção e Justiça
Desde 1998, ano em que a Transparency International elaborou o seu primeiro índice sobre "percepções de corrupção", Portugal tem ocupado uma posição relativamente estável - entre 6.3 e 6.6 numa escala de zero a dez, sendo dez o melhor resultado possível. Só nos últimos dois anos caiu de forma significativa, ficando este ano abaixo dos seis pontos (5.8).

Para termos algumas referências, a Nova Zelândia está no topo com 9.4 e a Somália no fundo com 1.1, a Grécia fica-se pelos 3.8, a Itália pelos 4.3 e a Espanha está nos 6.1 - um pouco melhor do que Portugal, embora tenha caído mais do ano passado para este ano. Só que ali houve inúmeros condenados a penas de prisão e outras, decorrendo neste momento 730 investigações a políticos e agentes públicos por corrupção.

Quer dizer, a Espanha desce no índice, mas a própria Justiça espanhola confirma, pelos seus actos, a percepção dos analistas. Num país onde os processos são poucos e as condenações nenhumas, como é o caso de Portugal, o índice da Transparency é também um atestado de incompetência para a justiça portuguesa"


LN

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Capitalism : a love story


Cartaz do filme de Michel Moore "Capitalism a love story"

Sinopse:
Ao mesmo tempo com humor e coragem, Capitalism: A Love Story explora uma pergunta: "Qual o preço que a América tem de pagar pelo seu amor pelo capitalismo?" Há alguns anos esse amor parecia inocente. Hoje, no entanto, o Sonho Americano parece mais um pesadelo, quando as pessoas têm de pagar com os seus empregos, a suas casas e as suas poupanças. Moore leva-nos até às casas de gente normal, cujas vidas ficaram viradas do avesso, e vai à procura de explicações em Washington e outros locais. O que descobrimos tem os sintomas tão familiares de uma história de amor que deu para o torto: mentiras, abuso, traição…e 14,000 empregos perdidos todos os dias. Capitalism: A Love Story é não a derradeira tentativa de Michael Moore para responder à pergunta que tem andado a fazer ao longo da sua tão ilustre como controversa carreira: Quem somos nós e porque razão nos comportamos assim?



LN

INFLUÊNCIA DO FUTURO?

Pediram-me do "Público" há algum tempo um depoimento sobre alguns artigos excêntricos segundo os quais haveria "influência do futuro" (sic) para impedir a produção das partículas de Higgs no LHC do CERN.
Os artigos são:
- Holger B. Nielsen and Masao Ninomiya, "Search for Effect of Influence from Future in Large Hadron Collider", arXiv:0707.1919 (July 2007).
- Holger B. Nielsen and Masao Ninomiya, "Test of Influence from Future in Large Hadron Collider; A Proposal", arXiv:0802.2991 (February 2008)
- Holger B. Nielsen and Masao Ninomiya, "Search for effect of influence from future in Large Hadron Collider", International Journal of Modern Physics A (IJMPA) do Imperial College de Londres, Vol. 23, Issue: 6 (10 March 2008), pags. 919-932, DOI No: 10.1142/S0217751X08039682
- Holger B. Nielsen and Masao Ninomiya, "Card game restriction in LHC can only be successful!", arXiv:0910.0359 (October 2009)

O meu comentário foi:

Eu sei que foi Niels Bohr que disse em resposta a uma teoria maluca de um seu colega: "A sua teoria é maluca, mas não sei se a sua teoria é suficientemente maluca para ser verdade". Mas a teoria proposta por Nielsen e Ninomiya ultrapassa todas as marcas da maluquice... Parece-me tão extraordinariamente maluca, que não pode ser verdade, como seria se fosse apenas moderadamente maluca! Basicamente os autores dizem que a Natureza por qualquer razão "não gosta" de partículas de Higgs e para evitar ajuntamentos delas, há sinais enviados para o passado de modo a evitar que eles apareçam. Pretendem assim explicar o cancelamento do superacelerador americano no Texas e, mais recentemente, a avaria do LHC no CERN, na Suíça. Propõem que se lancem cartas - não sei se estão a pensar nas do Tarot - para decidir se a experiência se realiza ou não e, realizando-se, durante quanto tempo e com que intensidade. Deste modo poderia haver interrupção do hipotético nexo causal do futuro para o passado. Einstein disse um dia que "Deus é subtil, mas não malicioso", querendo com isso dizer que não é fácil, mas é possível descobrir a harmonia do mundo. Eu acrescentaria que, se Nielsen e Ninomiya tivessem razão, Deus seria malicioso. Os físicos não têm razão nenhuma para acreditar em influências do futuro (isto é, em violações ou reversões do princípio da causalidade).

E ainda disse mais:

1) Pesem embora os méritos dos autores (o próprio Einstein também disse disparates, nomeadamente a princípio julgou que não havia Big Bang) julgo que só excepcionalmente artigos deste género podem ver a luz do dia numa revista com avaliação por pares. Eles aparecem com maior frequência em arquivos electrónicos porque é porque fácil propor em qualquer coisa e ainda é mais fácil publicar essa qualquer coisa na Net. Há até um novo jornal científico na Net, obviamente sem avaliação, que se intitula "Jornal de Artigos Recusados". O "peer review" é fundamental para o avanço da ciência e aqui não há ou, se o há, é muito rudimentar. Esse método é a maneira, como Carl Sagan disse, que temos de manter o cérebro aberto, sem que os "miolos nos caiam cá para fora".

2) O acelerador LHC do CERN vai funcionar ainda este ano. Claro que posso falhar esta previsão, mas parece-me uma previsão bem fundamentada, pois está muita gente a trabalhar com afinco para que assim seja. Agora brinco: Queira o futuro amontoado de Higgs ou não!

Carlos Fiolhais, INFLUÊNCIA DO FUTURO?: Blog De Rerum Natura

LN

Antecipação do futuro

assinalo o dia com cor: 27 sexta

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Steiner

"George Steiner é uma espécie de Prometeu, aquele que rouba aos deuses (aos grandes criadores) o fogo sagrado que ilumina o mundo. Mas o seu furto é uma rebeldia ao contrário: é uma dádiva feita a quem é roubado e uma oferta a todos nós. No nosso hoje, amnésico e estéril, e, por isso, sem ontem nem amanhã, há poucos pensadores mais hostis do que ele aos modos do tempo, assumindo-se como a estátua do comendador que vem para estragar a festa e anunciar o fim.

A mais constante meditação deste poliglota inclina-se sobre a relação entre barbárie e cultura, o mal absoluto, a quebra do pacto entre a palavra e o mundo, o fim do sentido do sentido, a tradução como restituição, a morte da tragédia, o cansaço fundamental da nossa cultura, a crepusculização da nossa sensibilidade. E os seus combates são travados, com uma ira nem sempre isenta de ingenuidade, contra a uniformização linguística, a massificação cultural, a vulgaridade desumana, o fim do silêncio, a dessacralização da linguagem. "


José Manuel dos Santos, "Actual", Expresso, 21 Novembro
Ler no Expresso online
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/548414
LN

Falta de Classe

Prof. Santana Castilho , Público


" Perdoem hoje o estilo. A prosa sairá desarticulada, quais dardos soltos. Este artigo é, conscientemente, feito de frases curtas. Cada leitor, se quiser, desenvolverá as que escolher. Meu objectivo? Manter a sanidade mental. Escorar a coluna vertebral. Resistir. Este artigo é também uma reconfirmação de alistamento na ala dos que não trocam os princípios de uma luta pelo pragmatismo de um lance. Porque amo a verdade e a dignidade profissional como os recém-chegados ao mundo amam o bater do coração das mães. Porque não esqueço os que nenhum lance poderá já compensar. Porque com a partida prematura deles perderam-se pedaços da Escola que defendo. Porque pensar em todos é a melhor forma de pensar em cada um.

A avaliação do desempenho é algo distinto da classificação do desempenho. A avaliação do desempenho visa melhorar o desempenho. A classificação do desempenho visa seriar os profissionais. Burocratas que morreram aos 30 mas só serão enterrados aos 70 tornaram maior uma coisa menor. Quiseram reduzir realidades díspares à unicidade de fichas imbecis. Tiveram a veleidade Kafkiana de particularizar em 150.000 interpretações individuais os objectivos de uma organização comum a todos. Convenceram a populaça de que se mede o intangível da mesma forma que se pesam caras de bacalhau. Chefiou-os uma ministra carrancuda, que teve o mérito de unir a classe. Chefia-os agora uma ministra sorridente, que já se pode orgulhar de dividir a classe. Porque, afinal, custa, mas não há classe. Há jogos! De cintura. De bastidores. De vários interesses. Parlamentares, sindicalistas, carreiristas e pragmatistas ajudaram á Babel. Da sua verve jorra a água morna de Laudicéia, a que dá vómitos.

Alçada derreteu o implacável Mário Nogueira que, em socorro da inexperiência da ministra, veio, magnânime, desculpar-lhe as gafes. E, cristãmente, entendeu agora, de jeito caridoso, que não seja suspenso o primeiro ciclo avaliativo. Esqueceu duas coisas: o que reclamou antes e que ciclos avaliativos são falácias de anterior ministra. Ciclos avaliativos, Simplex I, Simplex II e o último expediente (no caso, um comunicado à imprensa, pasme-se) para dizer às escolas que não prossigam com o que a lei estabelece são curiosos comandos administrativos.

Uma lei má, iníqua, de resultados pedagogicamente criminosos, devia ter morrido às mãos do parlamento. Por imperativo da decência, por precaução dos lesados, por imposição das promessas de todos. Quanto à remoção das mágoas, meu caro Mário Nogueira, absolutamente de acordo. Depois de responsabilizar os que magoaram. Depois de perguntar aos magoados se perdoam. Por mim, cuja lei foi sempre estar contra leis injustas, a simples caridade cristã não remove mágoas. Não sei perdoar assim, certamente por falta de céu.

Agora, porque sou amigo de Platão mas mais amigo da verdade, duas linhas para Aguiar Branco. Gostei de o ouvir dizer, a meu lado e a seu convite, que a avaliação do desempenho era para suspender. Mas não justifique a capitulação com a semântica. Poupe-me à semântica, porque a semântica não o salva. Enterra-o. Suspender é interromper algo, temporária ou definitivamente. É proibir algo durante algum tempo ou indefinidamente. Substituir é colocar algo em lugar de. Não só não tinha como não terá seja o que for, em 30 dias, para colocar em lugar de. Sabe disso. Bem diferente, semanticamente. Mas ainda mais importante nos resultados. O Bloco Central reanimou-se nas catacumbas e o PS agradeceu ao PSD o salvar da face. Mas os professores voltaram a afastar-se do PSD, apesar do arrependimento patético de Pedro Duarte. E, assim, o PSD falha a vida!

Um olhar aos despojos. Reverbera-se a falta de capacidade de muitos avaliadores para avaliar, mas homologam-se os “Muito Bom” e “Excelente”, que significam mais 1 ou 2 pontos em concurso. Os direitos mal adquiridos de alguns valeram mais que os direitos bem adquiridos de muitos (como resolverão, a propósito, os direitos adquiridos dos “titulares” que, dizem, vão extinguir?). Porque toca a todos, muitos “titulares” que não tinham vagas de “titulares” em escolas que preferiam, foram ultrapassados em concurso por outros de menor graduação profissional, que agora lá estão, em almejados lugares de quadro. Ao mérito, há muito cilindrado, junta-se uma palhaçada final, em nome do pragmatismo. Muitos dos que foram calcados recordam agora que negociar é ceder. Mas esquecem que os princípios e a dignidade são inegociáveis, sendo isso que está em jogo. Um modelo de avaliação iníquo, tecnicamente execrável e humanamente desprezível, que não lhes foi aplicado ao longo de um processo, é agora aceite, em nome do pragmatismo, para não humilhar, uma vez, quem os humilhou anos seguidos.

Sócrates, que se disse animal feroz, vai despindo a pele. Mas não nos esqueçamos da resposta de um dos sete sábios da Grécia, quando interrogado sobre o mais perigoso dos animais ferozes. Respondeu assim: dos bravos, o tirano. Dos mansos, o adulador.

Vão seguir-se meses de negociações sobre o estatuto. O défice, que levou à divisão da carreira e às quotas, agravou-se. Se a desilusão for do tamanho da ilusão, tranquilizem-se porque a FENPROF ficará de fora, como convém, e a FNE poderá assinar um acordo com o Ministério da Educação, como não seria a primeira vez. Voltaremos então ao princípio. O que é importante continuará à espera. Mas guardaremos boas recordações de duas marchas nunca vistas."


bem dito!
LN

Projecto de Silêncio (vénia a E.M. de Melo e Castro)

...(................... )...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A data histórica

vinte e cinco de novembro

Não ao Desemprego , de José Saramago

Diante das manifestações que se estão preparando em toda a Europa, de protesto contra o desemprego, escrevi, a pedido de um grupo de sindicalistas, o texto que a seguir se reproduz.

Não ao Desemprego

A gravíssima crise económica e financeira que está convulsionando o mundo traz-nos a angustiante sensação de que chegámos ao final de uma época sem que se consiga vislumbrar o que e como será o que virá de seguida.

Que fazemos nós, que assistimos, impotentes, ao avanço esmagador dos grandes potentados económicos e financeiros, loucos por conquistar mais e mais dinheiro, mais e mais poder, com todos os meios legais ou ilegais ao seu alcance, limpos ou sujos, regulares ou criminais?

Podemos deixar a saída da crise nas mãos dos peritos? Não são eles precisamente, os banqueiros, os políticos de máximo nível mundial, os directores das grandes multinacionais, os especuladores, com a cumplicidade dos meios de comunicação social, os que, com a soberba de quem se considera possuidor da última sabedoria, nos mandavam calar quando, nos últimos trinta anos, timidamente protestávamos, dizendo que não sabíamos nada, e por isso nos ridicularizavam? Era o tempo do império absoluto do Mercado, essa entidade presunçosamente auto-reformável e auto-regulável encarregada pelo imutável destino de preparar e defender para sempre e jamais a nossa felicidade pessoal e colectiva, ainda que a realidade se encarregasse de desmenti-lo a cada hora que passava.

E agora, quando cada dia aumenta o número de desempregados? Vão acabar por fim os paraísos fiscais e as contas numeradas? Será implacavelmente investigada a origem de gigantescos depósitos bancários, de engenharias financeiras claramente delitivas, de inversões opacas que, em muitos casos, mais não são que massivas lavagens de dinheiro negro, do narcotráfico e outras actividades canalhas? E os expedientes de crise, habilmente preparados para benefício dos conselhos de administração e contra os trabalhadores?

Quem resolve o problema dos desempregados, milhões de vítimas da chamada crise, que pela avareza, a maldade ou a estupidez dos poderosos vão continuar desempregados, mal-vivendo temporariamente de míseros subsídios do Estado, enquanto os grandes executivos e administradores de empresas deliberadamente conduzidas à falência gozam de quantias milionárias cobertas por contratos blindados?

O que se está a passar é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e desde esta perspectiva deve ser analisado nos foruns públicos e nas consciências. Não é exagero. Crimes contra a humanidade não são apenas os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassinatos selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as contaminações massivas, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é também o que os poderes financeiros e económicos, com a cumplicidade efectiva ou tácita de os governos, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o que lhes resta, a sua casa e as suas poupanças, depois de terem perdido a única e tantas vezes escassa fonte de rendimiento, quer dizer, o seu trabalho.

Dizer “Não ao Desemprego” é um dever ético, um imperativo moral. Como o é denunciar que esta situação não a geraram os trabalhadores, que não são os empregados os que devem pagar a estultícia e os erros do sistema.

Dizer “Não ao Desemprego” é travar o genocídio lento mas implacável a que o sistema condena milhões de pessoas. Sabemos que podemos sair desta crise, sabemos que não pedimos a lua. E sabemos que temos voz para usá-la. Frente à soberba do sistema, invoquemos o nosso direito à crítica e ao nosso protesto. Eles não sabem tudo. Equivocaram-se. Enganaram-nos. Não toleremos ser suas vítimas.

José Saramago
LN

Poema - Miguel Torga

QUANTOS SEREMOS?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.


Miguel Torga

LN

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A importância do agá em Gandhi

Moandas Karamcand "Maatma" Gandi

A Origem das Espécies 150 Anos


A Origem das Espécies, do naturalista britânico Charles Darwin, é um dos livros mais importantes da história da ciência, apresentando a Teoria da Evolução, base de toda biologia moderna. O nome completo da primeira edição (1859) é On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life

Comemoração 150 Anos da publicação do livro
"Evolução das Espécies" de Charles Darwin


Blog Ciência Hoje


Os 150 anos de «A Origem das Espécies» no Museu Soares dos Reis

Uma tarde preenchida, com diferentes nomes da Ciência nacional, marcará os 150 anos – que se comemoram hoje – em que Darwin lançou a famosa obra «A Origem das Espécies», e que revolucionou a história das ideias.

«Darwin: 150 anos depois» é uma iniciativa que conta com o ciclo de conferências «A expressão das emoções», a apresentação do projecto planeta Darwin e com o lançamento da obra do biólogo em formato digital. Alexandre Quintanilha, Rui Costa, Miguel Castelo Branco, João Relvas e Jorge Vieira são alguns dos nomes que marcarão presença amanhã, a partir das 16h30, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.


LN

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI

É preciso o Jeronimo de Sousa vir lembrar a propósito do "Caso das Escutas" o que parece óbvio, mas parece que para os principais orgãos de soberania não é válido.
NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI , , Nem o sr. Sócrates, nem o sr. Noronha, nem o sr. Monteiro!!!


O Governo de Direita que nos governa!

LN

Noticias do PAPA, no Vaticano


Papa Bento XVI admite que escolher Cristo não garante êxito material mas sim a felicidade
O Papa Bento XVI admitiu hoje durante a oração dominical do Angelus que eleger Cristo não garante o êxito nos termos em que este é concebido na sociedade actual, mas assegura a paz e a felicidade.

"Para qualquer tomada de consciência é preciso fazer uma escolha: a quem seguir, Deus ou o Maligno, a verdade ou a mentira? Escolher Cristo não garante o êxito segundo os critérios mundanos, mas assegura a paz e a felicidade que só ele pode proporcionar", disse o sumo pontífice da sua janela na praça de S. Pedro do Vaticano.
"Isto é demonstrado em cada época pela experiência de muitos homens e mulheres que, em nome de Cristo, em nome da verdade e da justiça, souberam opor-se às ilusões dos poderes terrestres com os seus diferentes matizes e que até selaram a sua fidelidade com o martírio", acrescentou.
Deus ou o Maligno?? Esta frase é de mais , o Papa é um pandego...
:)))
Assim até dá vontade de convidar o homem para vir a Portugal ver o santuário de Fátima.
LN

Ensino de Matemática

No Blog De Rerum Natura - Uma nova Reflexão sobre o actual Sistema Educativo Português (2)
" De repente, perante a obstinação dos que teimaram em não acredirar na realidade, o Portugal novo-rico tornou-se no Portugal novo-pobre. Pobre, porque pobre na qualificação das pessoas. Aí estão a comprová-lo os números terríveis do Estudo Nacional de Literacia, recentemente publicados"
António Guterres, ao tempo Primeiro-Ministro.
LN

A vaca é um animal obsoleto

há copiosas situações propícias a fazer mu

domingo, 22 de novembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Chave do Totobola - um brilhante triunfo do Athletic Club de Bilbao -

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Uma Ideia para Portugal


No Blog Rerum Natura

O jornal "I" pediu-me que indicasse uma "Ideia para Portugal" e dei esta, que foi hoje publicada:

"Fala-se muito da defesa da língua portuguesa, mas a verdade é que pouco se faz por isso. Que tal, numa acção concertada, colocar na Web o conteúdo integral de todos os livros em língua portuguesa que estejam no domínio público? Porque não andar com o Camilo e com o Eça no bolso, bastando pressionar numa tecla do telemóvel para os contactar?"


Prof. Carlos Fiolhais

LN

NO PAÍS DA SUCATA


Artigo de Carlos Fiolhais, Público, 20 Novembro 2009
No Blog Rerum Natura
Jorge Coelho, presidente-executivo da Mota-Engil, a maior empresa de construção nacional, deu uma entrevista ao semanário “Sol” em 18 de Setembro passado que talvez nos ajude a entender as nebulosas relações entre negócios e política no nosso país.
Quando lhe foi perguntado se achava que a empresa que dirigia era beneficiada ou prejudicada nas adjudicações, disse: “Muito do que se passa na política, por detrás de coisas que são feitas... se os portugueses soubessem ficavam com ainda menos respeito pela vida política.” Os jornalistas quiseram saber se ele se referia a todas as alas políticas, ao que ripostou: “Tudo, tudo, tudo”. Interrogado quando é que tudo isso se ia saber, a resposta foi curta: “Nunca”.

Ele, que antes de ser empresário foi político durante quase 30 anos (“conheci muita gente e tenho conhecimentos ao nível da banca portuguesa e internacional que são fundamentais na minha profissão”, informou noutro passo da entrevista), deve saber do que estava a falar. Nós, que não sabemos, temos de nos limitar a imaginar. E não é difícil imaginar, porque o ex-ministro de Estado e do Equipamento Social de um governo do PS, não dizendo nada de concreto, disse mais do que diria dizendo. A mim, pelo menos, não me custa muito imaginar que Jorge Coelho converse, pelo telefone ou ao vivo, com os seus amigos e conhecidos no governo ou na banca e não tenha de esperar para ser não só atendido como bem atendido.

Certo é que, à data da entrevista, pouco antes das eleições legislativas, as acções da Mota-Engil estavam a subir a pique, tendo continuado a subir até atingirem, em 9 de Outubro, nas vésperas das eleições autárquicas, o máximo de 4,53 euros (mais do dobro do mínimo registado este ano, em 5 de Março). A cotação da Mota-Engil constituiu, para alguns analistas, um bom previsor dos resultados eleitorais. Essa foi, de facto, uma verdadeira sondagem, cuja margem de erro se revelou menor do que a das sondagens convencionais.


Nada disto é novo. A promiscuidade entre negócios e política é entre nós antiga e será uma das razões pelo desrespeito que os portugueses têm pela vida política, desrespeito que Jorge Coelho aliás reconhece. Esse mal-estar não é uma impressão difusa e não quantificável, pois há dados sociológicos que exibem com clareza a nossa desconfiança em relação ao funcionamento das empresas e instituições. A organização Transparency Internacional acaba de divulgar o seu relatório anual sobre a percepção da corrupção num grande número de países, e continuamos em queda nesse “ranking” mundial da corrupção. Se no ano transacto tínhamos caído do 28.º para o 32.º lugar (eram invocados os casos do “Apito Dourado” e do financiamento ilícito da Somague ao PSD), agora caímos do 32.º para o 35.º lugar, onde estamos a par com Porto Rico e logo antes do Botswana (não foram desta vez adiantadas explicações, mas pode-se adivinhar quais são).
Receio que o caso “Face Oculta” recentemente trazido à luz do dia – o caso das ligações perigosas das empresas do sucateiro Manuel Godinho a instituições públicas ou privadas de algum modo próximas da política, como a REN, a REFER, a Galp, a EDP e o Millennium BCP - nos venha a custar, no próximo ano, a continuação da queda. A palavra “sucata”, com etimologia árabe, significa “o que cai, coisa sem valor” (recorro ao Dicionário Houaiss). Ora, o que está a cair com esse caso, o que está a ficar cada vez mais sem valor, é uma das coisas que mais devíamos valorizar, por ser uma das marcas maiores dos países desenvolvidos: a confiança. Não se trata apenas da diminuição da confiança que os cidadãos têm na política, mas, o que é mais grave, também da diminuição da confiança deles na justiça, que devia tratar rápida e exemplarmente este tipo de casos em vez de deixar avolumar controvérsias. Até já ouvi um médico comentar que, se na saúde estivéssemos tão mal como na justiça, se os prazos de atendimento nos hospitais fossem tão grandes como nos tribunais, já estaríamos quase todos mortos há muito tempo...

É de ficar abestalhado com o descaramento dos principais políticos do PS, que maravilha de entrevista do Coelhone!!...
Um óptimo artigo do Prof. Carlos Fiolhais

LN

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Encontro para dia 17 de Dezembro de 2013 pelas 14.25h em Naama

atardados recompensam almoço

Poema - Nuno Júdice

Pedro,lembrando Inês

Em quem pensar,agora,senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer:"Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem,sermos o que sempre fomos,mudarmos
apenas dentro de nós próprios?"Mas ensinaste-me
a sermos dois;e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide.Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo,ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios,mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo,para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba.Como gosto,meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar:com
a surpresa dos teus cabelos,e o teu rosto de água
fresca que eu bebo,com esta sede que não passa.Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti,como
gostas de mim,até ao fundo do mundo que me deste.


Nuno Júdice
in Webclub
LN

Só riiir

Anedota juvenil:
O que quer dizer HIV para os Romanos??
????
- hi5
:)) contada pelo Miguel
LN

Desemprego - Indicador

No Blog Cantigueiro
LN

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ética Repúblicana

Mário Soares, ex-Presidente da Republica, Fundador do PS, um velho amigo dos seus camaradas de partido, Sócrates, Vara, Penedos, Coelho, ....


Ética Republicana , Manuel António Pina, Jornal de Noticias, 17 Novembro

"Mário Soares considera que tudo o que tem vindo a público relacionado com a investigação criminal do caso "Face Oculta" não passa, enquanto questão política, de um "problema comezinho".

Tenho por aí um dicionário de sinónimos e, por via das dúvidas (as palavras têm ultimamente o péssimo hábito mudar de sentido de um dia para o outro), fui ver se "comezinho" continuaria ainda a significar o mesmo. Pelos vistos, continua: significa "banal", "corriqueiro", "trivial", "usual", "vulgar". É difícil, pois, não estar de acordo com Mário Soares. Um assunto que envolva, como o presente caso, corrupção, tráfico de influências, manipulação de concursos públicos envolvendo trocas de dinheiro e de favores entre gestores de nomeação política e empresários "amigos", e até alegações, sustentadas no despacho de um juiz, de crime de atentado ao Estado de Direito, tornou-se de facto hoje, em Portugal, coisa politicamente "comezinha", "trivial" e "vulgar". Custa a crer é que alguém como Mário Soares, que tão repetidamente convoca a "ética republicana", reconheça isso sem o mínimo sobressalto ético ou republicano."



Que sorte para o Dr. Soares, que no tempo em que tinha poder não se escutassem telemóveis, porque senão a Justiça Portuguesa tinha muito factos comezinhos para tratar...

LN

Tempo de Suspeita


Tempo de Suspeita , José António Pina , Jornal de Noticias , 12 de Novembro

" Não sei de que terão falado Vara e Sócrates na célebre conversa escutada no âmbito do processo "Face Oculta". Acerca dessa conversa sei o que qualquer cidadão leitor de jornais sabe: que o MP entendeu que nela haveria indícios da prática de crimes alheios ao caso "Face Oculta" e que, por isso, dela extraiu certidão.

Ignora-se a que sujeitos tais indícios se reportarão, se a Vara, se a Sócrates, se a terceiros. E custa a crer, por juridicamente inverosímil, que, como foi noticiado, tal escuta tenha sido dada como nula por não ter sido autorizada pelo STJ. Porque o alvo da escuta foi Vara e não o primeiro-ministro e porque, de outro modo, não faria sentido o normativo que prevê a abertura de inquérito por indícios de crimes recolhidos em escutas e praticados por terceiros não alvo delas. Mais grave é o clima de suspeição que tal situação (como os 4 meses de estágio das certidões na PGR) alimenta. A suspeita é hoje um cancro que corrói a democracia, e a Justiça, um dos seus pilares fundamentais, deveria estar acima de qualquer suspeita. Por isso não se entende tanta demora no esclarecimento do caso. "

LN

A vazia sandália de São Francisco - Alexandre O'neill

A gratidão da macieira e a amnésia do gato
nunca pautaram o curso dos meus dias.
Fiquem onde estão!
foi a minha ordem para a macieira e para o gato,
ainda bem exteriores ao meu fraco por eles.

Salvei-os(e salvei-me!)de uma fábula
cuja moral necessariamente devia ser eu,o parlante
amigo de macieiras e conhecido de gatos.

Dá um certo desconforto malbaratar assim amigos
em dois reinos da natureza.
Mas também dá liberdade.

Há uma gente que desponta do outro lado do vale.
Está a correr para cá.
São os meus semelhantes.
Com eles vou desentender-me(mais que certo!),
mas a ideia que deles faço
é ainda um laço.

Repousem em paz as macieiras e os gatos.

Alexandre O'Neill


No blog Webclub
LN

Construir em vez de Combater

No Blog Webclub

Creio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.

Agostinho da Silva


Parabéns ao Henrique , é hoje o dia dos anos ,

LN

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Salto com vara - cadenza -

é um evento atlético onde os competidores usam uma vara longa e flexível para alçar altura e passar por cima de uma barra

O amaldiçoado lugar

As más companhias , Miguel Sousa Tavares , Expresso 14 Novembro


" E já só pode dar vontade de rir (ou de chorar!) assistir ao espectáculo único de ver os dois mais altos magistrados do país - o presidente do Supremo e o PGR - trocando galhardetes de antiga amizade fundada em rivalidades sindicais, empurrando um para o outro as malditas escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Seja qual for o conteúdo de tão sensível material, e mesmo que jamais o venhamos a saber, eles conseguiram já o pior de todos os resultados: instalar uma suspeita mortal sobre o primeiro-ministro e o funcionamento da própria justiça, que não tem reparação possível. É, de facto, notável que o único cidadão deste país que não entende que há coisas que não podem esperar dois meses ou até oito dias para serem reveladas, seja o cidadão que ocupa o lugar de procurador-geral da República! Realmente, o lugar parece estar amaldiçoado e desde há muito."

LN

A palavra Civísmo , crónica de Inês Pedrosa


A Palavra CIVISMO , Expresso, 14 Novembro



" Para a Ana Sara Brito e a Paula Teixeira da Cruz

Talvez seja uma palavra gasta. Como cidadania. Como amor. Ou como a velha e, por isso, vilipendiada democracia. O que gasta as palavras não é o excesso de uso, mas a falta de correspondência. O que é o amor, quando não é acto de dádiva? Sem gestos, trabalho, coragem, as palavras secam. O amor dos portugueses pelas palavras é demasiado platónico. Habituámo-nos à beleza das palavras nos livros, uma beleza de folhas secas, outonal, consolação desconsolada do que podia ser mas nunca foi. Vivemos de sonhos e queixumes, alucinados pelo que nos falta e faltando à realidade que os sonhos nos pedem. Adiamos. Adiamo-nos. Dizemos que matamos o tempo e deixamos que o tempo nos mate. Um dia destes, pensamos, vou dizer tudo o que não disse. Vou fazer tudo o que não fiz. Pensamo-lo com raiva e desespero e vontade e paixão, solitários por entre as gentes. Depois respiramos fundo e adiamos. Por medo ou brandura ou nem isso. Coisas mais pequenas: cagaço, moleza. Ou a grande palavra dos países que não souberam crescer: deslumbramento. O lado de fora do servilismo, que é o avesso concreto do civismo. Precisávamos de criar um dicionário novo, onde as palavras reluzissem com o significado que possuíam antes de as usarmos como trampolins para tronos de miseráveis poderes, porque é miserável todo o poder que se serve a si mesmo em vez de servir a melhoria do mundo."

" Civismo é memória e gratidão. Ao cessar as suas funções como presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz lembrou a necessidade de agradecer aos que sabem servir generosamente a causa pública, sem olhar a divisões partidárias. E sublinhou a urgência da prática do civismo como forma quotidiana de combate às múltiplas corrupções. O seu mandato à frente do Parlamento da cidade foi um exemplo de dedicação isenta e valorosa à causa pública. Há outros exemplos assim - mas poucos, muito poucos para que a mudança do país possa ser real.

Enquanto o assalto à vara sobre o erário público continuar a compensar, enquanto os que traem metodicamente os seus compromissos e fazem da lealdade sinónimo de subserviência continuarem a prosperar, enquanto os que vivem a lamber as botas dos poderes vigentes, mendigando mordomias, continuarem a latir de contentes, o país não sai de crise nenhuma."


LN

Acentos trocados

sítuãcao çopiosã difiçil de registacao

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

homem e frações

No Blog De Rerum Natura, O Clube da Hipotenusa

"Ao grande escritor de Guerra e Paz, Leon Tolstoi, é atribuída uma profunda reflexão sobre o ser humano, expressa vem fracções:

'Um homem é como uma fracção, cujo numerador é o que ele é e cujo denominador é o que ele pensa que é. Quanto maior for o denominador, mais pequena é a fracção.' "


Um livro de um Matemático espanhol Claudi Alsina

apresentado na livraria Armazém l, assim;

O Clube da Hipotenusa», de Claudi Alsina, é um dos livros que poderá aproximar os leitores da Matemática. Através de inúmeras perguntas, o espanhol explica alguns dos segredos da matéria mais odiada dos jovens portugueses.

« Por que razão os números foram anteriores às letras?
Quem inventou o zero?
Que matemático grego morreu de uma forma não verdadeiramente plácida por causa de uma raiz quadrada?
Qual foi o desafio que se lançaram Unamuno e Gaudí, quando se encontraram?
Quais foram as quatro grandes desilusões matemáticas do século XX?
Quais as matemáticas aplicáveis às relações sexuais?
Qual foi o matemático que disse «Para mim, o infinito começa a partir das mil pesetas»?
Porque é que a raiz quadrada tem aquela estranha forma?
Quem foi a primeira mulher matemática da História?»
Estas são apenas algumas das perguntas que Claudi Alsina pretende responder em «O Clube da Hipotenusa», «uma forma diferente de abordar a Matemática, através das descobertas e factos mais divertidos da sua História», assegura a Planeta. ...

LN